<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250</id><updated>2012-02-03T00:32:30.998Z</updated><title type='text'>Proglemas Existenciais</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>276</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-9061713400874434871</id><published>2012-02-03T00:32:00.000Z</published><updated>2012-02-03T00:32:31.004Z</updated><title type='text'>Djaló, Romana e Carvalho da Silva</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei-me hoje que ainda não tinha escrito nada este ano, o que me deixou bastante transtornado. Sendo assim, e visto que não me apetece ir dormir ou arrumar a cozinha, vamos à habitual revista dos temas da actualidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Yannick Djaló assinou pelo Benfica. Um amigo meu descreveu esta transferência como uma atitude de "agora sem mãos!" no que toca à conquista "iminente" do título de Campeão nacional. A mim, pelo contrário, parece-me que o Benfica chegou ao dia 30 de Janeiro sem negócios sonantes no horizonte, e quando o senhor Vieira viu o Porto agarrar um jogador atrás de outro pegou no que estava mais à mão. Infelizmente, o que estava mais à mão não toca numa bola há coisa de um ano, mesmo quando tocava numa bola todos os dias não tinha muito jeito para a coisa e tem uma filha chamada Lyonce Viiktórya. Espero que estejamos todos enganados e que este seja mais um produto da Academia de Alcochete que acaba campeão numa equipa que não perde com o Moreirense pelo menos uma vez por ano. Futebol à parte, esta movimentação significa que Luciana Abreu já não terá de se mudar de armas e bagagens para o estrangeiro, o que lhe possibilitará continuar a aparecer três vezes por semana nos programas do Goucha. Parecendo que não, quanto menos tempo de antena for dado a Romana vestida de Cyndi Lauper melhor…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Carvalho da Silva estará por estes dias a gozar da sua reforma de dirigente sindical. Numa altura em que se fala tanto da reforma do tio Aníbal, estou pessoalmente mais interessado em saber quanto ganhará o ex-talvez-futuro-secretário-geral da CGTP. Para celebrar tão brilhante carreira, naturalmente, convocou-se mais uma greve. Sou só eu ou alguém tem de explicar a estes senhores que este ciclo não é exactamente sustentável? O país está falido, a vida está difícil, portanto "os trabalhadores" convocam uma greve. Esta greve custa ao país falido mais umas centenas de milhões, tornando a vida ainda mais difícil, pelo que "os trabalhadores" convocam outra greve. E por aí fora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo, de repente o principal problema do país é o excesso de feriados. Acaba-se com o 5 de Outubro e com o primeiro de Dezembro, mais dois feriados religiosos, o que fará com que os trabalhadores eficientes contribuam para o desenvolvimento do país com mais trinta e duas horas de trabalho por ano. Infelizmente, fará também com que os (dois ou três) trabalhadores inúteis contribuam para o desenvolvimento do país com mais trinta e duas horas por ano a jogar à sueca, uma vez que os seus "direitos" continuam a impedir (Deus nos livre) que sejam despedidos por não fazerem nenhum.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Europa inteira está com dificuldades por estes dias, e no resto da Europa as empresas não são obrigadas a dar emprego a quem não trabalha. Se tivermos isto em conta, até não nos estamos a safar assim tão mal…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-9061713400874434871?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/9061713400874434871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=9061713400874434871&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/9061713400874434871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/9061713400874434871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2012/02/djalo-romana-e-carvalho-da-silva.html' title='Djaló, Romana e Carvalho da Silva'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-7926717605002472389</id><published>2011-12-31T03:03:00.003Z</published><updated>2011-12-31T15:42:45.879Z</updated><title type='text'>Os Proglemas de 2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora já que pelos vistos este será o meu último post de revista anual, visto que dizem que o ano que vem vai ser à Fernando Santos e portanto não chega ao Natal, mais vale começá-lo a tempo e horas para não deixar nada de fora. Antes de mais, gosto particularmente do facto de este fim do Mundo ter dia marcado. Dá sempre jeito, até porque uma pessoa tem de ir às finanças para deixar tudo nos conformes, e se um apocalipse aparece assim de repente só o trânsito para lá chegar é o cabo dos trabalhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onze coisas boas que aconteceram em 2011 (para os cépticos que acham que foram só coisas más):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;a href="http://www.celebritiesheight.com/wp-content/uploads/2011/09/Jose-Socrates.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.celebritiesheight.com/wp-content/uploads/2011/09/Jose-Socrates.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;O nosso primeiro-ministro já não se chama José Sócrates. &lt;/b&gt;Se há coisa boa que este senhor vez pelo nosso país foi unir&amp;nbsp;pessoas de todos os credos e níveis de inteligência (sim, até militantes do PCP) contra ele.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Acabou oficialmente a Guerra do Iraque.&lt;/b&gt; Acho que por esta altura já há pouca gente que concorde com as razões pelas quais começou, mas infelizmente também poucos se lembram que gente continua a morrer nela todas as semanas. O hábito é, às vezes, uma coisa chata e como é óbvio uma cerimónia não vai mudar grande coisa no imediato, mas é um começo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;O Mundo acaba o ano com um saldo negativo de quatro ditadores.&lt;/b&gt; Este ano foi mau para a fava, para a beterraba e para o ditador. Desde a Líbia ao Egipto, passando pela Tunísia e pelo Iémen (um dos meus nomes de países favoritos - e eu sou um fã de nomes de países), muita gente finalmente arranjou órgãos genitais para mandar senhores que já estavam no poder há várias décadas para a reforma. Felizmente, na nossa Democracia perfeita já não existem casos desses e portanto não temos nada com que nos preocupar.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pessoas acamparam em praças.&lt;/b&gt; Muitos criticam-nos por supostamente não terem uma causa específica, outros por não se lavarem. Independentemente de tudo isto, a população Mundial finalmente mostrou que ainda não está em coma e que começa a ficar farta de encolher os ombros enquanto pessoas com muito dinheiro e/ou poder fazem o que bem lhes apetece com o pouco dinheiro e/ou poder que os outros ainda vão tendo. Uma pequena nota - enquanto que noutros países se protestava contra a ordem da sociedade global, nós fazíamo-nos de coitadinhos e queixavamo-nos de que a vida anda difícil e de que não há emprego. Custa-me dizer isto, mas às vezes parece que tentamos dar razões àqueles que nos chamam pequeninos.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A popota revolucionou o Natal dos portugueses com esta pérola.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/89SfRGOB9OA" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Os senhores separatistas do país Basco decidiram parar de atar explosivos à volta da cintura para matar espanhóis.&lt;/b&gt; Pelo menos até se cansarem de jogar a versão basca do&amp;nbsp;Angry Birds - o Tuxeko Xiska.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pedro Abrunhosa não editou nenhum disco.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Positivo, mas parece-me apenas um pequeno passo em direcção a um Mundo perfeito em que não temos de ouvir o senhor a discursar com música de fundo na rádio hora sim hora não.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pablo Aimar não se lesionou.&lt;/b&gt; A brincar a brincar, já não acontecia para aí desde 2003. Ao mesmo tempo, as lesões do Benfica passaram de jogadores importantes como Aimar ou Luisão para o Rúben Amorim, o que sem querer soar mauzinho até é positivo. Infelizmente, este último quer ir embora, o que me deixa preocupado. Pelo menos ainda temos o César Peixoto e o Jardel para absorver a quota de lesões do plantel…&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pessoas más foram presas. &lt;/b&gt;No caso de Isaltino Morais, durou dois dias, mas se tudo correr bem pelo menos serviu para mostrar aos senhores Juízes que tal feito é possível, por muitos recursos que o senhor interponha por mês. Já Duarte Lima, para além de ter trazido dezenas de carrinhas de televisão muito interessadas em filmar a porta de minha casa, continua na choldra e quando de lá sair parece que tem à sua espera umas férias alargadas no Rio de Janeiro. Pela Bifolândia, os editores de tablóides que tornaram prática corrente o uso de detectives para aceder às contas de &lt;i&gt;voice mail&lt;/i&gt; de famosos e adolescentes desaparecidos, entre outros métodos ligeiramente ilícitos, começam lentamente a ir dentro. No entanto, creio que grande parte da população britânica educada e com mais de três neurónios funcionais (cerca de sete pessoas) só ficará satisfeita quando cada uma destas publicações, que de jornalísticas têm pouco, fechar definitivamente.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O primeiro-ministro italiano já não se chama Silvio Berlusconi.&lt;/b&gt; Depois de três mandatos em que claramente se divertiu bastante, talvez estivesse na altura de alguém que se preocupe mais em governar Itália e menos em organizar as melhores festas em Itália. E em controlar todos os meios de comunicação em Itália. E em alterar a constituição para não ser preso em Itália. E, já agora, alguém que não tenha convivido com Octávio César Augusto...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O PCP finalmente mostrou ao que vem&lt;/b&gt; ao desejar as condolências ao povo Norte-Coreano após a morte do seu "querido líder". Não é por nada, mas pelo menos agora os 11.7% da população votante portuguesa que votaram nestes senhores já sabem que se em 1974 os tivessem deixado fazer o que queriam, hoje em dia falávamos todos russo. Ou pelo menos com sotaque.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caso ainda não tenham caído para o lado, onze coisas más que aconteceram em 2011:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i.huffpost.com/gen/264445/thumbs/r-JAPAN-EARTHQUAKE-2011-large570.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="165" src="http://i.huffpost.com/gen/264445/thumbs/r-JAPAN-EARTHQUAKE-2011-large570.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;A terra fartou-se de tremer.&lt;/b&gt; 36 terramotos com intensidade acima de 5 na escala de Richter, um dos quais no Japão a chegar aos 9 e a causar mais de 10.000 mortos. Com o Mundo preocupado com questões climáticas, parece que o planeta anda tão chateado por dentro como por fora.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Morreu gente.&lt;/b&gt; Parece inevitável, mas este ano o Mundo ficou mais pobre com a morte de pessoas que fizeram algo de grandioso enquanto cá estiveram. Steve Jobs é o primeiro nome que vem ao de cima, mas outros como Cesária Évora, Artur Agostinho e até Amy Winehouse deixam um vazio que não será fácil de encher. Também houve quem rejubilasse pela morte de outros, como Osama Bin Laden ou Muammar Gaddafi, o que me parece profundamente errado.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;O Porto foi campeão.&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Esteve calor.&lt;/b&gt; Pelos vistos isso é desagradável, porque qualquer dia os pinguins não têm para onde ir. Eu agradeci o Verão prolongado, o que em Inglaterra se traduziu em três semanas de sol em vez de duas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;A Crise&lt;/b&gt; (com C maiúsculo, visto ser nome próprio). Depois de no ano anterior a Grécia e a Irlanda terem pedido uns trocos emprestados, este ano foi a nossa vez. A Troika, outro nome próprio que quase foi gasto durante este ano, passou a ser uma nuvem a pairar sobre o país, apesar de muito pouca gente saber muito bem quem são e o que andam cá a fazer…&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Bruno Mars lançou seis&lt;i&gt; singles&lt;/i&gt;.&lt;/b&gt; Felizmente, três destes foram relativamente filtrados, mas os restantes chegaram para causar danos permanentes na minha pessoa,e decerto em muitos de vós. Já não há paciência para ouvir o senhor a gemer, e se o homem gosta tanto de granadas a questão que se impõe é porque é que não engole uma. Sem cavilha, se faz favor.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Um maluquinho norueguês desatou aos tiros e matou muita gente.&lt;/b&gt; Se ainda precisássemos de ser lembrados de que há gente com problemas sérios neste Mundo, ao senhor Breivik chegou uma tarde para tratar disso. Uma das maiores tragédias do ano, que felizmente teve a atenção que merecia. Acontece pouco hoje em dia, e ainda assim foi dado maior protagonismo à morte de um pseudo-actor-cantor-modelo que se despistou ao volante do seu carro do que ao assassínio a sangue frio de 69 adolescentes por um lunático de extrema-direita...&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Cheias, vulcões e explosões.&lt;/b&gt; Parece um filme com Jean Claude Van Damme, mas não é.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;O vaivém veio e não vai mais.&lt;/b&gt; O programa espacial americano baseou-se durante 30 anos no Space Shuttle, que fez o seu último voo este ano. Infelizmente, não há planos para a sua substituição e como tal não se sabe muito bem quando será dado o próximo grande passo para a Humanidade. Com os dois últimos lançadores russos a explodir ou a perderem-se no espaço, a China avizinha-se como o próximo candidato a enviar um de nós lá para cima. Hoje Portugal, amanhã o Universo…&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;Portugal apurou-se para o Euro 2012.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Em outros tempos, este ponto faria parte da lista anterior. No entanto, com o grupo que nos calhou parece-me que não levarmos três tareias será um resultado positivo. Espero estar enganado (e acontece muito), mas no dia do sorteio quase que me arrependi de ter ficado contente quando demos seis à Bósnia. Mas eu confio no risco ao meio e lá estarei, provavelmente em solo alemão, para nos ver levar na cara de onze senhores loiros com um metro e noventa.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;A Casa dos Segredos ainda não foi ilegalizada.&lt;/b&gt; Mais do que a questão do limite ao défice, creio que o assunto mais urgente a ser incluído na constituição é este. Mais - na mesma revisão constitucional, deveria ser incluída uma adenda que impeça a Teresa Guilherme de aparecer em qualquer ecrã de televisão desde hoje até ao apocalipse de 21 de Dezembro de 2012. A sério, nunca é tarde.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora que já escrevi para cima de 1500 palavras, se calhar acabávamos com isto, não? Um feliz 2012 com todos os clichés que se dizem por esta altura. E saúde. Sobretudo saúde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-7926717605002472389?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/7926717605002472389/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=7926717605002472389&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7926717605002472389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7926717605002472389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/12/os-proglemas-de-2011.html' title='Os Proglemas de 2011'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/89SfRGOB9OA/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3680388982232008298</id><published>2011-11-24T22:46:00.001Z</published><updated>2011-11-24T23:32:21.189Z</updated><title type='text'>Três coisas que não compreendo</title><content type='html'>Este post vai ser sucinto e directo ao assunto, visto que me encontro com certas dificuldades em manter os olhos abertos durante mais de cinco segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa é, lá está, a greve geral de hoje. A sério que senti uma ponta de vergonha quando, durante a pausa para almoço no trabalho, vi na BBC a notícia sobre este acontecimento. Para começar, teria curiosidade em saber o que é que os senhores que nos estão a "emprestar" uma pilha de notas acham desta nossa acção de graças... Infelizmente nenhum dos meus colegas se pronunciou sobre o assunto, e eu estava ocupado demais a esconder-me debaixo da mesa para perguntar. Ao mesmo tempo, é de uma estupidez incompreensível achar que esta é a altura oportuna para fazer uso do direito à greve, mais um caso em que a actual geração de pessoas-que-dirigem-instituições cospe no 25 de Abril sem pedir licença. Infelizmente, os tempos conturbados que vivemos fazem com que muita gente pense que a culpa do estado em que o país está é só dos políticos. Por muito maus que estes sejam, a culpa (tal como a selecção) é de todos nós, e é de uma irresponsabilidade nunca vista lavar as mãos e esperar que os problemas se resolvam por magia. De uma maior irresponsabilidade ainda é convocar uma greve geral numa altura em que a Europa inteira olha para nós de lado como um país de gente que gosta de muitos feriados e pouco trabalho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda é a campanha à volta do filho do senhor Carlos Martins. Como devem imaginar, não tenho nada contra o rapaz e só lhe desejo as melhoras e que corra tudo bem. Contudo, não consigo aceitar que o filho de um jogador de futebol gere um aumento de cem vezes (um, zero, zero) no número de novos doadores de medula óssea por dia. É uma vergonha que estas pessoas achem que a vida do miúdo vale mais do que a de todas as outras crianças que sofrem que problemas semelhantes, pelo simples facto de o pai deste dar pontapés numa bola aos Domingos. Mesmo que esta iniciativa acabe por ajudar outros para além do filho do Carlos Martins, o que duvido bastante, não deixa de ser repugnante que tenha chegado a este ponto... Doar medula óssea é um acto de uma nobreza assinalável, e reduzi-lo a um acto de fanatismo futebolístico era impensável até há quinze dias, pelo menos para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, e para acabar de uma maneira mais leve, li que os senhores que fazem as pulseiras do equilíbrio estão a ser processados como se não houvesse amanhã. Acho muito bem, mas não compreendo como é que alguém que paga 50 euros por uma fita de plástico tem lata para se queixar que esta não lhes dá força e equilíbrio como prometido... Sou só eu ou isto é o mesmo que comprar o Jornal do Incrível todos os dias e depois queixar-se que, afinal, o presidente da República não foi violado por um extraterrestre durante as férias do Verão em Boliqueime? (há melhores exemplos nos tablóides britânicos, e para além disso creio que o Jornal do Incrível já está morto e enterrado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpa pela falta de energia deste post, mas tenho de ir dormir e já estamos quase em Dezembro, por isso convém escrever qualquer coisa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos e abraços,&lt;br /&gt;Ginete&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3680388982232008298?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3680388982232008298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3680388982232008298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3680388982232008298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3680388982232008298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/11/tres-coisas-que-nao-compreendo.html' title='Três coisas que não compreendo'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-1419405897431549846</id><published>2011-10-28T16:43:00.001+01:00</published><updated>2011-10-28T16:45:16.093+01:00</updated><title type='text'>Cenas</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começo este post sem fazer a mínima ideia do que vou falar. Não é a primeira vez e provavelmente não será a última, mas pode ser que saia alguma coisa de jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas notícias desportivas em terras lusas, o jogador espanhol e conhecido atrasado mental Joan Capdevilla queixa-se de que está a perder tempo no Benfica. Já sou parte da massa adepta (uma das minhas expressões favoritas em toda a língua portuguesa) do Glorioso há muitos anos, e devo dizer que nunca fui tão orgulhoso de o ser. Já vi o Benfica ser campeão três vezes (inteiras!), já o vi a ganhar ao United e ao Liverpool e a não levar uma tareia assim tão grande do Barcelona. Nenhum destes feitos suplanta o acto nobre de oferecer um contrato ao jogador que expulsou o Ricardo Costa no campeonato do Mundo ao simular uma agressão, só para depois o deixar a apodrecer no banco durante seis meses. &amp;nbsp;É bonito e o Benfica deve isto à selecção de todos nós - relembro que existe todo um historial de contratar jogadores imediatamente após estes nos causarem desgraças em Euros e Mundiais, desde Karel Poborsky depois de este espetar vistoso chapéu num Vítor Baía com cabelo à tigela até metade da selecção grega depois daquilo que me escuso a descrever por já ter uma lágrima no canto do olho. Melhor do que isto seria contratar o Petit no mercado de inverno e pô-lo em marcação cerrada ao sacana do espanhol nos treinos. Assim talvez ele perceba a diferença entre uma cotovelada imaginária de um menino e uma cotovelada a sério dessa lenda (mais ou menos) viva que é Armando Teixeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui jantar a um restaurante italiano em Londres onde a quase totalidade dos empregados era de nacionalidade portuguesa. Acontece muito, parecendo que não, mas o que não acontece com tanta frequência é ser servido pelo Toy. Mais - ainda é mais raro ter o privilégio de pedir uma garrafa de água à versão 1985 do artista com a voz mais potente da península ibérica. O senhor que servia à mesa do tal restaurante era cara chapada do homem que tão veementemente nos pedia para chamar o António, mas com menos vinte anos e outros tantos quilos em cima. Pode parecer parvo, mas a minha mente esteve num conflito insuportável durante cerca de sete minutos, uma vez que parte de mim queria pedir-lhe um ou dois versos de "Na Casa do Toy" (a meu ver um dos pontos altos da carreira deste artista), enquanto que o resto de mim achava que isso talvez não fosse boa ideia. Felizmente o meu conflito interno foi rapidamente resolvido, visto que alguém fazia anos e quando o grupo de empregados se juntou para cantar os parabéns fez-se notar um distinto vozeirão que sobressaía do resto do coro. Se não acreditava na reencarnação até hoje, continuo a não acreditar. Mas se alguma coisa faz sentido neste Mundo, essa voz só podia ser a do mini-Toy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelos vistos está neste momento um contingente de carrinhas de televisão estacionado à porta de minha casa. Segundo os meus pais, um senhor que mora no nosso prédio matou uma senhora. Alegadamente. Infelizmente não creio que seja a senhora que falava alto ao telefone a meio da noite e não me deixava dormir quando eu andava no secundário, o que aliás faria pouco sentido porque já não moramos nesse sítio há três anos. No entanto, o que mais me faz confusão é o facto de as ditas televisões passarem o dia a filmar a porta do meu prédio para noticiarem às oito da noite que o dito edifício continua a ser branco com portas vermelhas. Faz-me lembrar os tempos agitados do processo Casa Pia, em que multidões iam para a porta da Polícia Judiciária olhar para o edifício branco onde o Bibi e o Carlos Cruz estavam presos. Senhores, arrumem as coisas e vão à procura de notícias para noticiar ou de edifícios mais interessantes para admirar, visto o meu prédio continuará a ser quadrado, da mesma cor e com o mesmo número de assassinos dentro até o senhor achar por bem sair de casa. Ou até lhe apetecer uma sande de coirato e não ter outra hipótese senão ir ao Campo Grande.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que estes meus delírios, decerto causados pela falta de sono, vos tenham agradado o suficiente para ainda não terem fechado a página depois de lerem a palavra "mini-Toy". Se for esse o caso de uma pessoa que seja, sinto que vale a pena continuar a escrever nesta coisa. Pelo menos quando estou preso num aeroporto à espera que a TAP se lembre de me dizer para me dirigir à porta de embarque, que decerto será de todas a mais distante do ponto onde estou sentado. Mais vale deixar-me de queixinhas e ir andando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-1419405897431549846?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/1419405897431549846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=1419405897431549846&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1419405897431549846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1419405897431549846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/10/cenas.html' title='Cenas'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-7427736275005244302</id><published>2011-10-11T18:43:00.003+01:00</published><updated>2011-10-11T18:43:55.803+01:00</updated><title type='text'>Keep looking until you find it. Don't settle.</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caso não tenham reparado, morreu um dos fundadores da Apple, o senhor Steve Jobs. Podia gastar o meu latim a repetir tudo o que já toda a gente disse, mas estou cansado demais para tal. No entanto, não estou cansado o suficiente para deixar de reparar na quantidade de pessoas que espetaram no seu facebook o discurso do senhor na cerimónia de graduação (viva o acordo ortográfico!) da Universidade de Stanford em 2005.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para além de ser bastante criativo e original ir desenterrar um discurso em que alguém que acabou de falecer fala sobre a morte (e contra a previsibilidade não tenho nada), o que me faz alguma impressão é que muitas das pessoas que vi partilharem o vídeo em questão parecem defecar diariamente nas palavras do senhor Jobs. Caros leitores, por favor não fiquem ofendidos - não é minha intenção perder a minha legião fiel de dois leitores e meio, por isso este texto não é sobre ninguém em especial. A sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A única coisa em que consegui pensar quando abri o meu Facebook na manhã do dia 5 de Outubro foi na quantidade de voltas (metafóricas) que o senhor Jobs deveria estar a dar na campa. A quantidade de pessoas que publicaram &amp;nbsp;o supracitado discurso só tem um significado - que este foi inútil. A retórica do senhor teve um objectivo muito simples: o de mudar a vida das centenas de alunos que naquele dia deixaram de ser o futuro e passaram a ser o presente. Das centenas de pessoas que eu vi partilharem o vídeo do discurso no dia 5 de Outubro, contam-se pelos dedos aquelas que eu acredito não terem feito copy, paste e seguido a sua vida como o tinham feito até aí.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais impressionante é que, de todos os meus "amigos" que espetaram o discurso no seu facebook sem pensarem duas vezes, muito poucos mostram sinais de perceberem o verdadeiro significado da minha frase favorita do discurso - "Keep looking until you find it. Don't settle". Eu sou bastante novo e conheço gente a mais que já ignorou, a vários níveis, este conselho. Há sempre desculpas muito sólidas e bem ensaiadas para tal - pressões familiares estão sempre no topo da lista, mas "tenho de pensar no meu futuro" e "azar" também gozam de um elevado número de fãs.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pressões familiares existirão sempre, e em grande parte dos casos são fruto da uma tentativa paternal de não deixar os filhos caírem nos mesmos erros que eles. Se não o fizessem não seriam bons pais, mas infelizmente o afecto não os deixa perceber que foram esses erros que os fizeram tornar-se no que são hoje. Viver no futuro sem tomar riscos no presente é uma perda de tempo. Se "planear o nosso futuro" funcionsse não haveria crises e todos viveríamos para lá dos 90 anos. Azar é uma motivação, não uma desculpa para não continuar a tentar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdadeira razão é a falta da sede de fazer algo de extraordinário que levou o senhor Steve Jobs a levantar-se todos os dias da cama, mesmo depois de saber que não lhe restava muito tempo entre comuns mortais como nós. Esta falta de sede é uma das muitas razões para que um país outrora extraordinário como o nosso se tenha tornado o bobo da corte da Europa, e o acto de aceitarem o que a vida lhes oferece ao invés de exigirem mais (e fazerem por isso) é a razão que me irrita que grande parte dos meus "amigos" que partilharam este vídeo em redes sociais não tenham ouvido o discurso do senhor Jobs e pensado sobre o mesmo durante trinta segundos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se quem estiver a ler este post achar que é um destes meus amigos-entre-aspas peço desculpa por soar arrogante e mal-educado, mas há coisas que precisam de ser ditas e é só o facto de não me apetecer perder estes "amigos" que me impede de o fazer pessoalmente. Ao mesmo tempo, já me meti em sarilhos suficientes por não ouvir os conselhos de outros para ter a certeza de que post não merece o título "façam o que eu digo, não façam o que eu faço". Para além disso, sou o primeiro a dizer que ainda me falta fazer muita, muita coisa até me sentir merecedor de poder publicar o discurso do senhor na minha página no facebook.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que se as palavras do senhor Jobs não foram o suficiente para mudar alguma coisa, as minhas o serão ainda menos. Mas não custa tentar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-7427736275005244302?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/7427736275005244302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=7427736275005244302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7427736275005244302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7427736275005244302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/10/keep-looking-until-you-find-it-dont.html' title='Keep looking until you find it. Don&apos;t settle.'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-7381607091986330130</id><published>2011-09-24T22:42:00.001+01:00</published><updated>2011-09-24T22:42:14.929+01:00</updated><title type='text'>Bundesverwaltungsgericht</title><content type='html'>&lt;br /&gt;Segundo um amigo meu, que viveu para cima de seis meses nessa terra fascinante que é a Alemanha, a palavra que dá título a este post significa, portanto, tribunal. Este é só um exemplo do quão estranho é o povo alemão e a sua eterna missão em tornar o mundo o mais eficiente e frio possível. A palavra tribunal, que suponho que exista desde que o alemão se começou a formar, é composta pela aglutinação de uma dúzia de palavras, que suponho que expliquem a ideia da coisa. É o mesmo que se em português lhe&amp;nbsp;chamássemos&amp;nbsp;sítioondeantigamentesecondenavagentemáàforcamasondehojeemdiasóosmandamparaachoçavinteecincoanosoquemeparececlaramentefraquinho porque ninguém se deu ao trabalho de, no século três, inventar um nome para tal establecimento.&lt;br /&gt;Sinceramente não tenho muito que me queixar, visto que a grande maioria do tempo que estou na Alemanha é passado a trabalhar ou tentar dormir mais de cinco horas (um feito raro) antes do turno seguinte, o que não me deixa muito tempo para interagir com os autóctones. Outro facto que é capaz de manchar a minha imagem do país onde David Hasselhoff teve uma carreira musical é o facto de não falar grande coisa de alemão. Normalmente faria um esforço para me desenrascar, e provavelmente acabarei por fazer visto que vou passar um quarto do ano que vem por estes lados, mas sucede que o alemão é uma das línguas mais perfeitamente desinteressantes que já me invadiram as cavidades auriculares. Independentemente do conteúdo do discurso, seja alguém a agradecer-me por o ter puxado da frente de um comboio a alta velocidade ou a chamar-me atrasado mental por lhe ter entornado café em cima, não consigo deixar de ter quase a certeza de que estão a ralhar comigo. Mas pensando melhor no assunto, o facto de eu responder a qualquer tentativa de conversa alemã em inglês é capaz de fazer com que o meu interlocutor esteja, de facto, a ralhar comigo. Nesse caso terei de começar a responder com uma das minhas actividades favoritas, que é disparar a maior quantidade possível de palavrões e insultos em português a alguém que não fala uma palavra da língua de Camões. Não há nada como acusar a mãe de alguém de trabalhar no ramo do&amp;nbsp;entretenimento&amp;nbsp;horizontal e receber um sorriso confuso e um aceno com a cabeça…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sporting marcou 3 golos em 15 minutos contra o Vitória de Setúbal. Diz que têm um jogador novo (daqueles 48 que compraram durante o verão) que jogou muito bem e que e chama Ferderico Van Volkswagen. Ou coisa parecida. As boas notícias são que vão para a cama em quarto lugar, o que para a história recente do clube de Alvalade é mais ou menos o equivalente a chegar ao topo do Evereste. As más notícias são que a Académica vai jogar com o Feirense (que empatou com o Porto a semana passada, e não é Natal todos os dias) e o Marítimo com um Guimarães em auto-destruição. Portanto não se exaltem amigos sportinguistas, até Domingo voltam para o vosso lugar cativo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está prestes a começar o primeiro Outubro desde 1994 em que não vou estar passar os meus dias sentado numa sala de aulas. Pode parecer palerma, mas é muito estranho… Não que tenha saudades de ouvir engenheiros a tentar explicar-me coisas que a) não percebo nem vou perceber; b) não me interessam ou c) me interessam e percebo, e portanto não preciso que mas expliquem. É mais o hábito de chegar ao fim do verão, comprar dois ou três cadernos e meia dúzia de canetas e lápis e guardá-los numa gaveta, onde passariam os seis meses seguintes a apanhar pó.&lt;br /&gt;Um nadinha mais a sério, estou a demorar tempo a mais a habituar-me à ideia de que já não estou na faculdade. Não que isso torne as coisas mais difíceis, simplesmente tenho de me relembrar constantemente de que não posso ficar acordado até às três da manhã, uma vez que no dia seguinte tenho MESMO de me levantar as sete da manhã, ao invés de pôr um alarme para as sete da manhã, meio-acordar a essa hora, tomar a decisão de que ir à primeira aula da manhã seria mau para a minha saúde e dormir mais duas horas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos e abraços,&lt;br /&gt;Ginete&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-7381607091986330130?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/7381607091986330130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=7381607091986330130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7381607091986330130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7381607091986330130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/09/bundesverwaltungsgericht.html' title='Bundesverwaltungsgericht'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-8050971306344726101</id><published>2011-09-11T01:36:00.000+01:00</published><updated>2011-09-12T01:37:20.573+01:00</updated><title type='text'>11 de Setembro (confere, é hoje)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não me lembrasse que ia passar duas horas dentro de um avião no aniversário do dia em que dois bichos desses foram arremessados contra duas torres bastante grandes, que meia hora depois estavam feitas em mil pedaços, as televisões espalhadas pelo aeroporto a mostrar imagens de dois aviões a serem arremessados contra duas torres bastante grandes, e destas a desintegrarem-se em mil pedaços meia hora depois trataram do assunto. No hilariante filme "Aeroplano", o filme que passa nos monitores enquanto os pilotos, inconscientes, estão a ser arrastados pela cabine é o de um avião em chamas durante uma aterragem falhada. Por esta razão, não consegui fazer outra coisa que não partir-me a rir quando caminhava para a minha porta de embarque, rodeado de monitores de televisão que repetiam insistentemente imagens de aviões a bater em torres. Suspeito que pessoas com medo de andar de avião não tenham achado tanta piada, mas não há de ser nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se Baptista Bastos me perguntasse onde estava no 25 de Abril, infelizmente a resposta seria em lado nenhum, porque nessa altura estava a 19 dias de fazer menos quinze anos. No entanto, se o mesmo mítico entrevistador inquirisse sobre o meu paradeiro aquando dos atentados de 11 de Setembro de 2001 poderia contar exactamente e com uma precisão assustadora tudo o que fiz nesse dia. Ao mesmo tempo, poderia também contar em detalhe a história da pessoa tão hilariante quanto desconhecida que decidiu telefonar para a minha escola duas semanas depois dos supracitados atentados a tentar a sua sorte e a fazer ela própria uma ameaça de bomba que nos mandou todos para casa no Dia Europeu sem Carros. Naturalmente, demorámos cerca de três horas a percorrer um caminho de vinte minutos, devido à ideia de génio do Dr. João Soares e companhia, mas chegámos a casa sãos e salvos e voltámos à escola, que com muita pena nossa ainda estava de pé, na manhã seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Igualmente, tenho pena de nunca ter visitado Nova Iorque antes dos atentados. Não sei se mudaria muito, mas a verdade é que das duas vezes que visitei a cidade dei por mim à procura das duas torres gigantes que me tinha habituado a ver no skyline da cidade durante anos de filmes e séries. De qualquer das maneiras, é impossível não ter admiração por uma cidade tão habituada a ter as ruas cheias de gente ocupada demais para perceber que o lugar onde vive é diferente de todas as outras cidades do Mundo. Ao mesmo tempo, e apesar do constnte estado de caos que se respira na cidade, estaria a mentir se dissesse que se tivesse uma oportunidade de viver em Nova Iorque não pensaria no assunto…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E bom, foi um prazer falar convosco mas a senhora hospedeira está a mandar-me desligar o computador, por isso a minha dissertação sobre o quão mau o Sporting é tem de ficar para a próxima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-8050971306344726101?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/8050971306344726101/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=8050971306344726101&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8050971306344726101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8050971306344726101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/09/11-de-setembro.html' title='11 de Setembro (confere, é hoje)'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3179683185259246266</id><published>2011-09-09T00:25:00.000+01:00</published><updated>2011-09-09T00:33:23.777+01:00</updated><title type='text'>Caras pessoas que não dormem há um mês porque o chat do Facebook mudou de sítio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por favor arranjem que fazer e convençam-me de que não são um desperdício de oxigénio. Eu quero ter fé na humanidade, a sério que quero, e acreditar que a nossa geração não é tão fraquinha quanto nos pintam. Infelizmente, quando cada vez que mudam o Facebook aparecem milhares de mensagens de protesto e de links duvidosos para voltar a pô-lo como dantes grande parte dessa esperança vai pela pia abaixo - metaforicamente falando. Ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que eu me lembre já escrevi um post que expandia a minha teoria sobre como o Facebook está lentamente a resvalar para o nível do defunto (ou quase) hi5, e se não já o fiz oralmente, num discurso decerto memorável para todos vós. O que me preocupa, mais do que tudo, é que se corre o risco de as coisas ficarem piores que nos tempos do ai cinco e mesmo assim a popularidade se manter em alta. A minha maior esperança é uma amiga da minha irmã, que desde que comecei a escrever este post já mudou de "relacionamento" sete vezes, e a este ritmo é possível que o Facebook vá abaixo um dia destes (em que as hormonas da dita amizade estejam particularmente excitadas) e nunca mais volte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os anos por esta altura perco horas de sono a ver o US Open, mas desta feita tenho mesmo de me levantar cedo no dia seguinte, o que não deixa de ser desagradável. A sessão nocturna de Flushing Meadows tem um ambiente sem igual no desporto, e é uma das poucas coisas em que tenho orgulho de ter dado os olhos da cara para testemunhas ao vivo. Felizmente este bilhete vinha com uma promoção, uma vez que depois de dar uma tareia no já velhinho Carlos Moya, o senhor Djokovic decidiu brindar o público com imitações&amp;nbsp;estranhamente&amp;nbsp;fidedignas de Rafael Nadal, Andy Roddick e Maria Sharapova.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este ano, pelo contrário, as coisas não têm corrido tão bem. Agora que por estes lados só chove dois ou três dias por semana, pelas américas não chegou outro furacão com nome de senhora de 60 anos, teve de vir mais uma semana de chuvinha para estragar a festa. Parece que o pior já passou, uma vez que o supracitado senhor Djokovic está a dar uma tareia a outro senhor com o nome acabado em vic. Agora que falo nisso, o rapaz acabou de arrancar um bocado ao dedo gordo do pé esquerdo, por isso é melhor passar ao assunto seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se há coisa que me irrita é ver fotografias de amigos meus na praia por estes dias. É capaz de ser uma coisa genética, mas faz-me bastante impressão&amp;nbsp;sair do trabalho às quatro da tarde e vir para casa debaixo de chuva em vez de ir para a praia apanhar sol. No outro dia dizia um colega meu que se pudesse trabalhar a partir de casa se mudava para a terra dele. Tendo em conta que o senhor é do Norte desta ilhota, que não é propriamente uma Toscânia (ou um S. João do Estoril), não pude deixar de imaginar um cenário, um tanto ou quanto utópico, em que eu teria exactamente o mesmo emprego mas em Lisboa. Assusta-me um bocado pensar demais nestes cenários, já que tenho noção de que o ser humano passa a vida a correr desmesuradamente atrás do que não tem. Felizmente o meu turno acabou logo a seguir, pelo que voltei a casa debaixo da chuva, fechei as cortinas e fui dormir (já que eram oito da manhã e eu estava a trabalhar desde as onze da noite).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma nota final para o facto de furacões, guerras e aniversários do onze de Setembro terem sido mais eficazes em fazer com que o resto do Mundo se esqueça de que a nossa economia está transformada num aterro sanitário do que oito pacotes de medidas de austeridade seguidos. Ao mesmo tempo acabei de reparar que tenho um voo marcado para o dia onze de Setembro, pela segunda vez em três anos, e em nenhuma das vezes me fizeram desconto no bilhete. Má&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3179683185259246266?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3179683185259246266/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3179683185259246266&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3179683185259246266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3179683185259246266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/09/caras-pessoas-que-nao-dormem-ha-um-mes.html' title='Caras pessoas que não dormem há um mês porque o chat do Facebook mudou de sítio'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3585364411070445467</id><published>2011-08-15T00:00:00.004+01:00</published><updated>2011-08-15T00:17:13.817+01:00</updated><title type='text'>Os hits do Verão 2011 - especial Kuduro (ah pois!)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Duas semanas (inteiras!) de férias foram exactamente o que estava a precisar. Não por estar exausto e a precisar de descanso, mas por necessitar de exposição ao portuguesismo para ter material para escrever o já lendário (pelo menos para a minha mãezinha) post dos hits de verão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este ano o teor desta publicação será ligeiramente diferente do habitual. Noutros tempos passaria sete parágrafos a dissecar cantigas de Rihanna, Jennifer Lopez mais o seu canito Pitbull, Katy Perry ou até a sua prima Christina Perri, que tem aquela música muito animada em que uma das vozes canta duas notas do princípio ao fim da canção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este ano, no entanto, valores mais altos se levantam. No verão passado, quando eu passava o dia numa conhecida praia da linha de Cascais a troco de uma modesta quantia ao fim do mês, começou a passar uma música no bar que me irritava severamente. A cantiga em si não era particularmente irritante, mas o facto de a gerência do estabelecimento gostar tanto dela que a passava cerca de quinze vezes por dia fazia um bocadinho de comichão. O caso só tomou proporções assinaláveis quando, num certo dia, chego a casa e apanho o meu pai a cantarolar “iô iô iô-ô-ô, iô iô iô-ô-ô” e aí percebi que até senhores respeitáveis de 50 anos eram cativados pelos ritmos daquele pseudo-kuduro cantado pelo computador de um filho de emigrantes portugueses em Bordéus, na França. A gota de água que fez transbordar o copo deu-se há pouco mais de quinze dias, quando ouvi esta mesma música a passar à noite em Colónia (sempre em trabalho) não uma mas duas vezes. Caso tenham passado uma temporada em Júpiter e não saibam do que estou a falar, aqui fica o teledisco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/f9aMmSzIHnI" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aqui tudo (ou quase) bem. O ponto em que esta obra, que data já do ido verão de 2010, passa a ser a base deste post prende-se com o típico chico-espertismo do tuga. Assim que aparece um novo “estilo” de música a passar em tudo o que é sítio, vem um exército de energúmenos “inspirar-se” (ou seja, copiar escarrado e cuspido) e fazer a sua própria interpretação da coisa. Normalmente, estas obras são publicadas pela Editora Zé Naifas, sediada na Venda Nova, e passam ao lado de grande parte do público que não ouve a rádio Romântica. Desta vez, no entanto, o caso é diferente. Muito diferente.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/ZbIcXuf3sVw" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por onde começar? A descrição do vídeo revela que esta obra do mestre do pimba marca um momento chave na carreira do cantor, em que Emanuel se reinventa como artista, adaptando-se às sonoridades da nova década do século XXI, que nos informam que começa este ano. Caso estejamos distraídos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cantor em si parece ainda em recuperação de um AVC, que o deixou com uso limitado dos músculos dos ombros e do pescoço, vendo-se obrigado a fazer a totalidade da coreografia com os cotovelos e as mãos. Quando Emanuel está a descansar os antebraços, o ecrã é dominado por um palerma de camisola de alças e calças brancas que parece saído de um anúncio do OMO máquina, e que às vezes fala português e noutras fala portunhol, como na memorável passagem “arriba, abarro, izquerda, dereicha”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cereja no topo do bolo é o talhante a dançar animadamente com as catraias que lhe entram pelo estabelecimento dentro, pondo em prática os anos e anos de experiência a lidar com gado, e um traseiro subliminar ao dois minutos e vinte segundos, claramente fruto do acaso. Coisas que acontecem, mas que não tiram brilho a esta produção megalómana, que decerto relançará a carreira do imperador da música tradicional portuguesa. No entanto, das brumas do passado, surge a competição de um velho conhecido...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe width="640" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/BzZvKc5Prnw" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O seu nome é Malhoa, José Malhoa, e qual Rod Stewart de Figueiró dos Vinhos exibe o seu charme e estilo inconfundíveis ao convidar a morena do Kuduro (que, se não me engano, tem idade para ser sua neta) a sentar-se no seu Corvette amarelo. Quando esta diz que não, José mantem a calma e diz descontraidamente “Tem a certeza? Olhe que vai-se arrepender...”, numa cena que poderia tão facilmente dar início a um filme sobre rapto de menores como a um filme para adultos. O resto do teledisco envolve um padre bailarino e um exército de senhoras em bikini, claramente recrutadas por alguém com graves defeitos ao nível da visão. Já José Malhoa, qual Kanye West, usa e abusa do &lt;i&gt;autotune&lt;/i&gt; no refrão da cantiga, e marca a sua nova posição no panorama musical português com a declaração “José Malhoa is in da house!”. Por fim, é de notar a elevada intensidade dramática da cena inicial, em que a tal criança de 14 anos encontra um Walkman no meio da estrada, e após pegar nele o examina como se de um objecto alienígena se tratasse. Esta é a parte que mais sentido faz em todo o vídeo, uma vez que ninguém com menos de 30 anos faz ideia do que raio é um Walkman...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se alguém souber de outras variantes deste tema, quiçá protagonizados por nomes como Roberto Leal ou Fernando Correia Marques, por favor avise porque tenho quase a certeza que este post pode claramente ter uma sequela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3585364411070445467?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3585364411070445467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3585364411070445467&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3585364411070445467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3585364411070445467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/08/os-hits-do-verao-2011-especial-kuduro.html' title='Os hits do Verão 2011 - especial Kuduro (ah pois!)'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/f9aMmSzIHnI/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-8315677736141420141</id><published>2011-07-31T09:41:00.003+01:00</published><updated>2011-08-01T19:33:59.419+01:00</updated><title type='text'>Renascer das cinzas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o que necessito urgentemente que fazer. Se sair do meu último exame para o meu primeiro dia de trabalho não acabou comigo, uma semana em Colónia a trabalhar 10 horas por dia (e a ingerir quantidades significativas de Kolsch as restantes) é bem capaz de me ter inserido num estado de coma que me permite andar e pouco mais. Felizmente seguem-se duas semanas de "férias forçadas" que se tudo correr bem serão suficientes para descansar. Caso não seja esse o caso, que sejam pelo menos suficientes para dormir mais de quatro horas por noite. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Portugal chegou à final do Euro 2004, o estado era de euforia. No entanto, sete anos volvidos e uma visão imparcial das coisas mostra como às vezes a combinação de partes "mais ou menos" ou até fraquinhas pode, sem se saber muito bem como, dar qualquer coisa de extraordinário. A sério, olhando para o onze que deu uma tareia à Holanda, temos - Nuno Valente a lateral esquerdo, Maniche a distribuír jogo e fruta, um Luís Figo que corria menos que o chefe Silva que tentou apanhar o invasor de campo durante a final e Pauleta como a nossa principal arma atacante, marcando cerca de zero golos durante a competição. Costinha, com cerca de 93 anos, povoava o meio campo quando Petit estava de açaime posto e a lateral direita era disputada por Miguel, que na altura se preparava para se transferir da Kapital para o Luanda por 5 milhões de Euros, e Paulo Ferreira, cuja armação capilar sugava cerca de 75% do orçamento para a campanha da selecção nacional.  Incrivelmente, a soma destas partes medíocres com dois ou três bons jogadores mais o Ricardo criou aquela que foi provavelmente a melhor selecção nacional de sempre, ou pelo menos aquela que meteu os ingleses no sítio e que ainda hoje me dá razões para gozar com eles quando bem me apetece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem querer dizer mais do que posso, é mais ou menos assim que funciona o sítio onde trabalho. As condições não são (surpreendentemente) as melhores, especialmente comparando com outras equipas que nunca ganharam uma corrida que seja, mas sem sabermos muito bem como passámos de eternos segundos a dominar as duas últimas corridas. Infelizmente o rapaz alemão mal precisa de se levantar da cama ao domingo de manhã até ao fim da época para ser campeão, mas pelos vistos a ideia é não desistir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mesmo está a tentar fazer o Sporting, que cada vez mais se parece ao Benfica de há dez anos atrás. A pré-época passada a esfregar as mãos e a dizer “este ano é que é”, uma enchente de aquisições com nomes exóticos como “Kandaurov” ou “Jankauskas” e uma série de jogos amigáveis a dar tareias em mortos. O Sporting fez mais ou menos o mesmo este ano, a começar com a contratação do treinador do momento, que a esta hora deve estar a perguntar-se porque raio é que não ficou em Braga. Depois lançaram-se ao mercado e comparam três plantéis inteiros, na esperança de que pelo menos um sirva. A euforia instalou-se e depois foi-se embora quando levaram três secos do Valência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que vale é que o Porto vai jogar com o Barcelona daqui a nada e vai levar uma tareia tão grande tão grande que vai fazer lembrar... Bom, vai fazer lembrar as tareias que deram ao Benfica na época passada. Felizmente o adversário mais poderoso que o Benfica tem esta pré-época é o Arsenal, que como a taça é do Eusébio deve trazer a equipa de sub-16, o que significa que só ganham por um ou dois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma nota final para o estado de descontentamento em que me encontro por parecer andar com o mau tempo na mala de viagem. No dia em que fui da bifolândia para a alemanha estava sol à partida e chuva à chegada. À saída de Colónia estava o tempo um nadinha frouxo, e em Lisboa um calor que não se podia. Tal situação durou para cima de seis horas, até que S. Pedro decidiu brindar Lisboa com um violento aguaceiro e um briol que não se pode. Qual é a &lt;i&gt;pièce de résistance&lt;/i&gt; disto tudo?! Hoje estão 28 graus em Londres e em Colónia. O Mundo não gosta de mim, obrigado e boa tarde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-8315677736141420141?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/8315677736141420141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=8315677736141420141&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8315677736141420141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8315677736141420141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/07/renascer-das-cinzas.html' title='Renascer das cinzas'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3750621490076304802</id><published>2011-06-30T23:36:00.001+01:00</published><updated>2011-06-30T23:38:09.322+01:00</updated><title type='text'>Barbichas, direcções e merceeiros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, durante um período surpreendentemente calmo no trabalho (surpreendente porque no Domingo passado levámos uma tareia dos nossos amigos azuis e dos nossos amigos vermelhos), matava o tempo a ver as notícias da terra mãe e fiquei surpreendido pela quantidade de informação interessante que preencheu os últimos dois ou três dias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira notícia que me chamou à atenção foi a de que o governo planeava instituir uma série de exames de admissão à carreira de professor. Como é mais que óbvio, esta medida foi recebida com pânico generalizado pela classe docente, como mais um atentado ao direito que uma pessoa com curso superior (ou às vezes sem ele) possui para exercer uma carreira na área da educação. Faz todo o sentido. Os alunos têm testes todos os meses, mas os professores responderem a UM exame quando querem começar a trabalhar é um escândalo. Qualquer dia começamos a dar emprego só aos professores que sabem, de facto, a matéria que vão ensinar, e aí então temos o caldo entornado. Se o meu nome fosse Nuno Crato cortava aquela barbicha ridícula. Quando acabasse, fazia todos os professores do ensino secundário responder aos respectivos exames nacionais ao mesmo tempo que os alunos. A comparação dos resultados daria sem dúvida informações interessantes...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda notícia que me chamou à atenção foi a privatização de, vamos lá, tudo. O governo pretende privatizar a TAP, os CTT, a EDP, a RTP e todas as outras coisas que possui com siglas compostas por três letras. Naturalmente, o PCP e o Bloco de Esquerda pegaram nos foguetes e desataram a disparar em todas as direcções (um pequeno aparte – o meu Word acabou de tentar corrigir “direcções” para direções. Podem ir dar uma volta senhores da Microsoft, nem que tenha de fazer um dicionário só para mim). Portanto os senhores dos partidos de esquerda (e não incluo o PS, visto que este não sabe muito bem o que é) estavam, há seis meses, contra o aumento do investimento para aumentar as receitas do estado, e agora estão contra a redução das despesas. Para quem ainda não se apercebeu, estas criaturas nasceram para estar contra. É esse o trabalho deles, e ainda há 15% da população que vota no PCP e no BE, que para além do mais são uma cambada de totalitaristas carniceiros. Mas vivemos numa democracia, e portanto têm o direito de ser uma cambada de totalitaristas carniceiros com  assento parlamentar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, o Sporting Clube de Portugal está a comprar o Mundo inteiro. A sério, um jogador de cada vez, o plano do senhor careca de cabelos brancos que se parece com o merceeiro da minha rua é contratar todos os jogadores de futebol do Mundo inteiro, e depois todos os não-jogadores de futebol do Mundo inteiro. A ideia é, até 2045, contratar a totalidade da população mundial, e de preferência ter um departamento para cada pessoa chinesa contratada, o que significa que em 2045 o Sporting terá tantos departamentos quanto o número de secretários de estado do governo de José Sócrates.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sério que para a próxima escrevo qualquer coisa com mais calma, mas agora tenho mesmo que ir dormir que amanhã o dia começa cedo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3750621490076304802?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3750621490076304802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3750621490076304802&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3750621490076304802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3750621490076304802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/06/barbichas-direccoes-e-merceeiros.html' title='Barbichas, direcções e merceeiros'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3718136218735177175</id><published>2011-06-23T22:53:00.002+01:00</published><updated>2011-06-24T00:14:18.566+01:00</updated><title type='text'>À rasca...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde a última vez que escrevi neste sítio, aconteceram duas ou três coisas. Para começar, aconteceram sete exames de duas ou três horas cada, após os quais eu jurei nunca mais responder a uma pergunta na vida. Cada vez mais confio neste sistema de ensino, onde a maneira de decidir se temos ou não jeito para ser engenheiros é obrigar-nos a decorar quinze quilos de apontamentos durante três semanas, após as quais noventa por cento da informação desaparece como que por magia. A sério, mais valia fazerem um reality show da coisa e deixarem o público decidir quem eliminar a cada semana...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio disto tudo, e para complicar as revisões ainda mais, fui chamado para uma segunda entrevista de emprego dois dias antes do meu primeiro exame. Infelizmente o emprego era bom demais para dizer que não, por isso lá fui eu de fato e gravata tentar enganar estes senhores e convencê-los de que sou mais ou menos esperto. A coisa correu bem telefonaram-me na manhã seguinte a perguntar se eu podia começar dia 15 de Junho. O meu último exame foi a 13.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dois parágrafos de informação perfeitamente irrelevante para justificar o facto de não escrever uma letra que seja neste sítio há um mês e meio. Como é hábito, é sempre bom fazer a chamada sinopse dos acontecimentos dos últimos tempos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As eleições, que calharam no início de uma semana em que tive três exames em quatro dias, foram obviamente o ponto alto do último mês e meio. Sinceramente as minhas expectativas eram baixas. Por ter acreditado nas sondagens (que cada vez mais são tão fiáveis como as previsões do Professor Bambo) temia que o PS ganhasse mas sinceramente tinha perdido a esperança que mesmo que o PSD vencesse, com ou sem maioria, houvesse uma mudança significativa. Sou capaz de estar errado. O primeiro ponto interessante são os ministros, em grande parte independentes e com um equilíbrio notável entre o PSD e o CDS. É possível que seja coincidência, mas espero que seja mesmo um sinal de que se puseram politiquices de parte e de que se está a fazer (pela primeira vez em vinte anos) o que é melhor para o país. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A polémica dos Governadores Civis é ridícula, uma vez que as únicas pessoas que se queixam são as pobres alminhas que perderam o emprego, que iriam perder o emprego de qualquer maneira, uma vez que se trata de um cargo essencialmente político. Talvez tenhamos os senhores Governadores Civis de Braga, Lisboa e Faro na próxima manifestação da geração à rasca. Faz-lhes bem, forma carácter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinceramente continuo a pensar que se perde demasiado tempo a "dar o exemplo" e a mudar bilhetes de executiva para turística, e que em vez de manobras de marketing ridículas se devia passar ao trabalho. Foi esse, aliás, o ponto que mais me agradou na noite eleitoral, quando Paulo Portas se apressou a afirmar que o dia seguinte era dia de trabalho. Naturalmente, de imediato veio a super-Ana Jorge defecar no espírito de coesão nacional e começar a disparar em todas as direcções. A sério que já vi miúdos de sete anos com menos mau-perder, e a respeitável senhora com uma reconhecida carreira diplomática perdeu não uma mas quinze oportunidades para ficar calada, e espero que o fique até toda a gente se esquecer do sucedido. Mesmo que o comentário não fosse incrivelmente inoportuno, um militante do PS a acusar outrém de fazer o que quer que seja com quem quer que seja é como Zézé Camarinha fazer uma campanha publicitária para a Durex. O que é capaz de ter acontecido, mas fica a ideia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Politiquices à parte, o acontecimento mais empolgante dos últimos tempos foi, sem dúvida, a &lt;i&gt;silly season&lt;/i&gt; do futebol português. Para começar, Fábio Coentrão. Às segundas, quartas e sextas diz que quer ficar no Benfica até morrer. Às terças, quintas e sábados diz que só come a sopa se fôr para o Real Madrid. Ao sétimo dia descansa e vai para a Kapital fazer a sua pré-época. Todos os anos há um jogador que faz uma birra destas e já começa a irritar o facto de não haver respeito nenhum pelos clubes com os quais têm contrato. Numa situação hipotética, se um clube quer meter um jogador chamado Javier Balboa no olho da rua porque não joga um traseiro tem de lhe pagar a totalidade dos ordenados devidos até ao fim do contrato. Se um jogador quer sair e houver um clube interessado o clube não tem opção - ou o vende pelo dinheiro que o comprador quer dar ou o jogador faz birra, deixa de jogar e é vendido em Janeiro por metade do preço. Não me peçam soluções que para isso tenho pouco jeito, mas tinha de despejar isto do peito, já que estava a deixar-me transtornado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que por hoje já chega, ainda para mais porque já se faz tarde. Prometo que para a próxima arranjo qualquer coisa com mais piada, e também prometo que agora sim - o próximo post será dentro de menos de um mês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3718136218735177175?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3718136218735177175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3718136218735177175&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3718136218735177175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3718136218735177175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/06/rasca.html' title='À rasca...'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-8138435198459598306</id><published>2011-05-15T20:17:00.006+01:00</published><updated>2011-05-16T22:37:33.865+01:00</updated><title type='text'>Um post quase tão imprevisível como os doze pontos da Suécia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É Maio, o sol brilha lá fora e o Festival Eurovisão da Canção prenda-nos novamente com matéria mais que digna de figurar nos Proglemas. Como já vem sendo hábito, toda uma análise exaustiva deste magnífico evento está na ordem do dia, mesmo tendo sete maravilhosos exames à porta. É isso mesmo crianças, aqui o tio Ginete tem as prioridades no sítio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é tradição (e se não é passará rapidamente a ser), comecemos pela actuação máirridícula (estou a ler um romance do Mia Couto e o senhor pegou-me o vício de inventar palavras) da noite, e o prémio vai decididamente para a Moldávia. Ora numa tentativa de tentar descrever o indescritível peço ao leitor que construa a seguinte imagem - peguem nos Offspring (banda do final dos anos 90 que fazia questão de gritar as suas canções ao invés de as cantar) e espetem-lhes umas estalagmites na pinha. Combinando isso com efeitos luminosos que fazem com que a BBC tenha de incluir um aviso para epilépticos, o resultado é este:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px" width="640" height="390"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dJYAenuVnQw?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="640" height="390"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O facto de a canção se chamar "So Lucky" e de a letra fazer tanto sentido como o discurso eleitoral de José Sócrates só servem para aumentar o fascínio por este país que nos habituou a um elevado nível de... presença artística, vá, nos últimos anos. Mesmo assim, valeu o esforço e o efeito "o que é que aquelas criaturas têm na cabeça", essencial em qualquer edição deste festival.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda actuação que merece destaque é, sem dúvida, a da Fránça. Sendo um dos tipos com quem partilho casa este ano francês, já me tinha chegado aos ouvidos que este ano os súbditos de Sarkozy eram favoritos à vitória. Sinceramente não fiquei surpreendido, visto que após mandarem nos últimos dois anos um  cadáver e um congolês que tinha engolido uma bateria de automóvel para andar aos pinotes à volta do palco, muito pior não podia ser. Mas foi. O tal favorito é um tenor a quem ainda não foi apresentado o conceito de chuveiro. Com uma cabeleira onde poderão decerto ser encontradas dezenas de novas espécies de parasitas, o senhor lá se apresentou em palco, disfarçado de Napoleão, e cantou a música menos eurovisãoesca (Mia Couto) desta edição. O facto de o senhor ser provavelmente o único de entre os vinte e cinco que emitia mais de três notas afinadas seguidas não ajudou ao facto de a música ser escrita num dialecto falado por cerca de sete pessoas, e o pobre rapaz acabou em décimo quinto. Palermas dos franceses, mandar alguém que sabe cantar à Eurovisão, onde é que isto já se viu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px" width="640" height="390"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rFxbGnMWlZ8?version=3"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rFxbGnMWlZ8?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="640" height="390"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se bem se lembram, a Espanha mereceu, no ano passado, um parágrafo inteiro no meu post sobre este concurso. Como devem imaginar acabei esse parágrafo com os dedos a sangrar, e não fosse o senhor Jimmy Jump ter invadido o palco nem duas frases mereciam, por isso este ano ficamos por aqui. Já a Alemanha fez o que por terras lusitanas é (ou devia ser) conhecida como uma participação à lá Dora, e digo isto em dois sentidos. Para já, é a segunda vez que esta rapariga participa no festival, tendo saído vencedora o ano passado quando tinha apenas dezoito anos, enquanto que a Dora nos representou nos idos anos de mil nove e oitenta e seis e mil nove e oitenta e oito. Quanto ao segundo sentido, deixarei o leitor tentar adivinhar através da visuamentalização de um excerto da dita cantiga:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px" width="640" height="390"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WA-ri4VR93M?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="640" height="390"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora bom, caso o caro leitor não tenha lá chegado sozinho, é óbvio que a catraia tenta cativar o público usando os olhos para procriar com a câmara de uma maneira absolutamente selvática. Quando faço a comparação com Dora dou o devido desconto que o tempo e os nossos brandos costumes exigem, visto que apesar de a nossa cantora da saia verde-alface demonstrar um elevado grau de atrevimento ao interpretar "Não Sejas Máu P'ra Mim" não chega sequer perto da sua congénere alemã, que só posso esperar que tenha dito à organização para envolver devidamente a câmara em látex antes da sua actuação. Imaginem o que não seria a dona Lena receber, hoje de manhã, um telefonema de uma Sony STD2000 a avisá-la de que ir ao médico um dia destes se calhar não era má ideia...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/rSFxafh6QJ4" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passando à frente, o facto de viver em Inglaterra dá-me uma perspectiva ímpar dessa riquíssima fonte de entretenimento que é, de facto, o bife. Os Blue, representantes do Reino Unido nesta edição da competição, foram a banda que chegou atrasada ao "boom" das Boys Band dos anos 90 no Reino Unido, e que se reuniram novamente para representar Sua Majestada. Mal sabia ela... Antes de mais, deixo-vos com a actuação completa, e peço especial atenção para a coreografia, a indumentária e, sobretudo, para os ecrãs ridículos que se encontram atrás dos "cantores" com gravações dos mesmos a dizer adeus para a câmara, a dançar e, se bem me lembro, a lavar os dentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/cIAQ4nUlP_c" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora a questão é "Por onde começar?". Pelo facto de a coreografia parecer saída directamente de 1997, pelo facto de o único membro de origem africana da banda ser o único que não teve direito a mangas no casaco ou pela insistência dos membros da banda em apontarem uns para os outros sempre que "cantam" ao mesmo tempo? A minha resposta é "Por nenhum destes". O que fica na memória é, sem dúvida, o facto de o vocalista da banda, Lee Ryan, parecer ter passado as últimas três semanas a engolir quinze apitos por dia. Para além de o incapacitar ao ponto de não conseguir cantar com voz de gente, tal dieta parece ter claramente levado a um caso grave de prisão de ventre, ainda por tratar na noite de ontem - a única explicação que encontro para os gemidos de "I caaaannnn" e "When you're gooooooooone" ganidos até à exaustão pelo senhor. Já a Simon Webbe mal deixaram abrir a boca, a não ser para dizer os típicos "Cm'on" e "One more time!" que por lei só podem ser proferidos por intérpretes de ascendência africana. A sério, cada ano penso que a participação britânica não pode ser mais cliché, e todos os anos eles me surpreendem...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já os senhores da ilha do lado enviaram dois gémeos de cabelo oxigenado a apontar para o céu, que se fartaram de dar pinotes enquanto as senhoras atrás deles cantavam. Dois pormenores curiosos - os rapazes andaram na escola com um amigo meu, que por sua vez nos informou que mesmo que a Irlanda ganhasse não tinha dinheiro para fazer de anfitrião para o ano. Ao menos nós não temos esse problema...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/uWdCfdF4Fqo" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O outro par de gémeos que me interessa é, digamos, de outro cariz. Num concurso cujos principais atractivos vêm normalmente pouco vestidos e pouco interessados em cantar, é absolutamente revoltante que as "Twins", as gémeas que representaram a Eslováquia nesta edição do concurso, não tenham passado das meias finais. Ora eu compreendo que os Homens da Luta não tenham dito muito ao público europeu, mas isto? Ó meus amigos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px" width="640" height="390"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q5kLIy17wxw?version=3"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Q5kLIy17wxw?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="640" height="390"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As senhoras estão vivas, pelos vistos, e mereciam estar na final, o mais que não seja para saber o que aconteceria se alguém "acidentalmente" lavasse os vestidos das senhoras a 90 graus na máquina no dia antes da final... É o que dá darem metade dos votos a pessoas que percebem de música em vez de deixarem o público dizer de sua justiça. Foi para isto que fizemos o 25 de Abril?! Hein?! Estas coisas deixam-me agastado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda no tema da qualidade artística, as já mencionadas novas regras estragaram a média dos anos recentes. Com a excepção da música vencedora, que tradicionalmente deixo para o fim, muito pouco há para dizer. A Hungria enviou uma senhora dentro de um cortinado azul, a Bielorussia mandou uma catraia a cantar "I Love Belarus", ficando-se surpreendentemente pelas meias-finais, e a Ucrânia presenteou-nos com uma rapariga engraçadota, para logo depois estragar tudo ao distrair-nos do que interessa com a vencedora do "Ucrânia Tem Talento" a fazer desenhos na areia (que por sinal eram muito à frente)...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/j5tpijqnLuU" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resta apenas, então, a canção vencedora. É, na minha opinião, a canção perfeita para ganhar um festival da Eurovisão. Senhores da RTP, ponham os olhos nisto: a dupla Eli e Nikki satisfez todos os parâmetros da equação (da minha autoria) que garante a vitória neste concurso. Chamo-lhe o "Coeficiente de Ginete":&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote style="text-align: justify;"&gt;(Letras que não fazem sentido) x (Intérprete com saia curta + decote arrojado + ventoinha a soprar-lhe nas ventas) x (Intérprete masculino de orientação sexual duvidosa + cumplicidade mais que forçada entre os dois intérvenientes) / (Número total de palavras que compõem a letra + número total de acordes que compõem a música + tempo em que os intérpretes passam a cantar e não a dançar/gritar/comerem-se com os olhos) x 13 = Cg&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O treze é só porque sim. Esta fórmula não falha, e a canção vencedora deste ano assim o prova. Senão vejamos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/F11TgLVjDUE" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Traduzindo à letra, o refrão diz "Eu estou a correr, eu estou assustado hoje à noite. Eu estou a correr, eu tenho medo de luz. Eu estou a correr, eu tenho medo de respirar." e, na minha parte favorita, "Vem a mim, vem a mim bébé. Oh Deus, eu preciso de ti. Enfim... Bébé", o que confere logo uma nota alta no primeiro parâmetro. A segunda expressão entre parêntesis não precisa de explicação, e a cumplicidade forçada pode ser depreendida de duas maneiras - para já, estas duas criaturas nem se conheciam há seis meses, uma vez que concorreram separadamente ao Festival da Canção lá da terra deles, e como não se conseguiam decidir sobre qual era o melhor mandaram os dois. Para além disso, no fim do concurso o Eli (o rapaz) recebeu o troféu das mãos da Lena, a catraia alemã com uma tara por câmaras da Sony que ganhou o ano passado, e a Nikki apressou-se a arrancar o dito das mãos do rapaz e a desatar a correr histérica à volta do palco. Poucos segundos depois, a apresentadora deu o microfone ao Eli (continua a ser o rapaz) para ele mandar um beijinho às tias, aos primos e ao Borat, ao que Nikki reagiu arrancando selvaticamente o microgaitas da mão do pobre rapaz, desatando a berrar "I love you I love you" para sabe-se lá quem. Depois disto, lá tiveram de cantar aquele hino de quatro acordes outra vez e de se comer com os olhos durante mais cinco minutos. Sem dúvida um digno vencedor. Obviamente que para o ano vou desenterrar este post e ver se a canção que sucederá este "Running Scared" segue os mesmos critérios, e a probabilidade de isso acontecer é quase tão alta como a dos Homens da Luta vencerem a Eurovisão do ano que vem. Mas fica o esforço. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Despeço-me com amizade, desejem-me boa sorte para as quatro semanas de inferno que se avizinham, se não for pedir muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;meta charset="utf-8"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-8138435198459598306?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/8138435198459598306/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=8138435198459598306&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8138435198459598306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8138435198459598306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/05/um-post-quase-tao-imprevisivel-como-os.html' title='Um post quase tão imprevisível como os doze pontos da Suécia'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/rSFxafh6QJ4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-5936180916693790355</id><published>2011-04-28T20:11:00.003+01:00</published><updated>2011-05-10T23:43:01.066+01:00</updated><title type='text'>A Troika</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu nasci há vinte e um anos e onze meses, e até ao mês passado nunca tinha ouvido a palavra que figura no título deste post. Não compreendo porque é que, de repente, os senhores do FMI são "a troika" em vez de "os senhores do FMI" e, no decorrer de um qualquer jornal da tarde ou da noite, ouvimos essa palavra cerca de setenta e oito vezes vinda da boca de gente que muito provavelmente não faz ideia do que esta significa, como a pivot do jornal da TVI, o senhor que aparece de fato na SIC a falar dessa entidade mitológica chamada "mercados financeiros", o nosso Primeiro Ministro interino, o nosso Primeiro Ministro demissionário e o nosso provável futuro Primeiro Ministro (infelizmente, estes três últimos são uma e a mesma pessoa). Segundo a Wikipédia, como se sabe possuidora da verdade, "troika" é uma palavra russa que significa "grupo de três", e mais dez segundos de pesquisa nas internétes revelam que a razão para o uso deste termo advém do facto de serem três as organizações que nos vão emprestar os dois euros que necessitamos para comprar tabaco. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que mais me espanta nesta história toda é que a criatura que é paga para governar o país (ainda que de forma provisória) anda em campanha eleitoral, a receber aplausos de outras bestas do mesmo clube depois de dizer, palavra por palavra, que foram os partidos da oposição que "criaram" esta crise. Vamos, portanto, recapitular - o mentecapto que é primeiro ministro há seis anos está a tentar convencer onze milhões de portugueses que a culpa de termos uma dívida pública do tamanho da Simara (antes da dieta) é de toda a gente menos de quem tem governado o país. A situação é mais ou menos a mesma da senhora que tenta convencer o noivo, com quem tinha concordado esperar até à noite de núpcias, que engravidou por intervenção divina. A diferença é que a senhora não recebe uma ovação no final do seu discurso...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente acredito sinceramente que este senhor, cujo QI é sensivelmente inferior ao de um polvo em coma, vai ganhar as eleições de Junho que vem. E digo isto porque o seu principal rival, que segundo a minha mãe só pode ser vigarista porque reside em Massamá, tem usado a sua campanha eleitoral para mostrar ao Mundo que é tão inútil e ainda ligeiramente mais estúpido do que o actual Primeiro Ministro. E digo que é ligeiramente mais estúpido porque o senhor Sócrates já percebeu que cada vez que abre a boca só sai esterco, e portanto não o faz sem ter uma folha de papel ou um tele-ponto à frente. Já Passos Coelho continua a dizer alarvidade atrás de alarvidade, no tempo em que não está ocupado a convidar senhores com um passado político com oito meses de idade para Presidente da Assembleia da República. Tão bom que era que os eleitores acordassem a tempo desta vez e votassem em branco para que a mensagem fosse transmitida à classe política na única língua que eles parecem compreender...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltar a Lisboa, mesmo por um mês que seja, significa ser exposto a horas de transmissão radiofónica, tanto no carro como por toda a casa, já que o meu pai tem um fascínio estranho por rádios. A coisa que mais impressão me faz é a insistência em repetir as músicas da moda até à exaustão. E quando digo até à exaustão não estou a exagerar - eu ouvi o "Price Tag" duas vezes na mesma rádio com quarenta minutos de intervalo... O mais chato é que algumas dessas músicas (que não o "Price Tag") são boas, pelo menos nas primeiras duzentas e trinta e oito vezes que as oiço. Irrita-me especialmente a Rádio Comercial, que para além de passar as mesmas seis músicas sem falta a todas as horas do dia (três delas do Bruno Mars, cada uma mais homossexual que a outra) diz só passar músicas dos últimos dez anos, imediatamente antes de apresentar a música do senhor Iz KamakawiwoʻOle, que faleceu há catorze anos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prometi a alguém que não escreveria sobre futebol, mas vai mesmo ter de ser. Ontem assisti a uma das maiores vergonhas de que me lembro no Real Madrid-Barcelona. O lateral direito do Barcelona Daniel Alves saiu do campo numa maca, depois de o Pepe ter sido expulso por uma entrada perigosa. Nas repetições vê-se que o central mal toca na perna do rapaz, e se toca é com a parte de fora do pé (não com a sola) e na caneleira... Este teatro, se fosse eu a mandar, valia cartão vermelho ao Dani Alves, mas o que aconteceu foi a prova do teorema de José Mourinho - não consegue acabar um Barcelona-Real Madrid com uma equipa completa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peço mais uma vez desculpa pela frequência de um post por mês, mas o tempo anda escasso. Ainda me falta falar na nova onda de reality shows da televisão portuguesa e da peculiar técnica de condução que parece ser ensinada na Universidade da terceira idade, tal é o número de idosos que se vêm entre duas faixas e com a cara a dois centímetros do volante. E este parágrafo não serve para aumentar a expectativa sobre o próximo post, mas sim para me lembrar de que tenho de falar destes tópicos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.S. - O apresentador do programa pós-jogo da SIC acabou de perguntar a Rui Santos se o Villareal (que levou 5-1 do Porto) ainda tem boas hipóteses de chegar à final. Viva os cursos superiores de comunicação social...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-5936180916693790355?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/5936180916693790355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=5936180916693790355&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5936180916693790355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5936180916693790355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/04/troika.html' title='A Troika'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-6158967925960417039</id><published>2011-03-30T19:29:00.004+01:00</published><updated>2011-04-01T01:14:04.335+01:00</updated><title type='text'>E enquanto estivemos de férias...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... duas ou três coisas aconteceram por terras lusitanas. A primeira foi a já quase esquecida manifestação da "geração à rasca". Ora bom, qualquer evento que nasça a partir de uma música dos Deolinda merece logo cerca de três segundos da minha atenção, e normalmente não mais que isso. Este caso é diferente.&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde muito pequeno que venho ouvindo pessoas mais adultas chamarem "rasca" à minha geração. Sendo que não é simpático ouvir isto quando temos doze anos e pouco poder para mudar tais opiniões, é ainda menos simpático se pensarmos que se a nossa geração é ou deixa de ser alguma coisa, é porque não lhe foi dada educação suficiente para fazer melhor. E neste momento não falo de educação formal e do desastre nuclear que é o nosso sistema de ensino, simplesmente da atenção que é dada em casa e das coisas que só se ensinam com o exemplo. Chamar nomes a uma geração que ainda nem chegou ao mercado de trabalho só demonstra uma incrível irresponsabilidade e uma falta de noção sobre como a sociedade funciona.&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo ponto em que os manifestantes têm razão é o do estado do país no dia de hoje. A Democracia é uma coisa muito bonita, mas desde que a conquistámos parece que nos sentámos no sofá e deixámos as coisas seguirem o seu curso. Criámos um sistema político em que os partidos ensinam os seus "profissionais" a ganhar eleições e que, quando chega a altura de governar, passam três anos a aprender como se toma conta de um país. A maior parte dos que não lá chegam são umas bestas inúteis, mal formadas e arrogantes, que passam uma vida inteira a meter ao bolso parte da quantidade absurda de impostos que pagamos. A geração do pós-25 de Abril conseguiu deitar pelo cano abaixo milhões de milhões de contos (e depois Euros) vindos da União Europeia como se esta fosse um poço inesgotável de riqueza e, surpresa das surpresas, quando o poço secou as coisas começaram a ficar complicadas. Mais importante, reforma atrás de reforma conseguiram deixar o nosso sistema de ensino básico e secundário num estado deplorável, que "combate" o insucesso escolar baixando o nível de exigência dos exames ano sim ano sim. O ensino universitário, com algumas nobres excepções, pouco ensina e muito pouco investiga, o que talvez tenha um tudo nada a ver com a quantidade de licenciados sem emprego que saíram à rua pelo país fora. Em suma, se a geração anterior à minha tivesse gastado menos latim a insultar os seus filhos e mais a guiar o país na direcção certa talvez a Europa não se estivesse a rir baixinho de nós por estes dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo, quem saiu à rua por estar "à rasca" não faz mais do que colher os frutos que vem semeando desde que aprendeu a somar dois mais dois. Portugal sempre foi o país do desenrascanço e do chico-espertismo, e não serei o único a notar que para muita gente da minha geração a dinâmica do "vai-se fazendo" domina grande parte das responsabilidades, sendo a escola uma delas. É claro que gente mais e menos aplicada existe em todo o lado, mas quando um aluno decente é visto pelos colegas como um estranho sabemos que algo está mal. O facto de grande parte dos estudantes universitários continuarem a viver em casa dos pais (ao contrário do que acontece na maior parte do Mundo) não ajuda, visto que o choque de ter de sobreviver por conta própria é benéfico para a formação humana e, sobretudo, faz o acto de regredir e voltar para casa dos pais saber a derrota. Talvez este sentimento ajudasse a combater a inércia que muitos recém-licenciados mostram na hora de procurar emprego, ao invés de esperar que o emprego apareça por obra e graça do Espírito Santo.&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O maior problema, no entanto, passa por um sentimento de que um diploma de uma faculdade, seja este de licenciatura, mestrado ou doutoramento, seja um bilhete de entrada livre no mercado de trabalho. De todos os jovens adultos desempregados que compareceram à manifestação, gostaria de saber quantos já foram a uma entrevista de emprego, responderam com confiança e sabedoria a todas as perguntas que lhes foram feitas e saíram de lá sem trabalho. A Universidade não serve para passar recibos, serve para aprender as bases que permitam aos alunos começar a trabalhar com alguma competência, e se estes conhecimentos não estão lá a culpa não é do Governo ou das empresas, mas de quem passou cinco anos a beber imperiais no bar da faculdade. O mito de que não há emprego é falso. O problema é que, ao contrário do que acontecia há vinte anos atrás, hoje em dia há uma competição entre recém-licenciados, e só os melhores ganham. E se em vez de se queixarem dessem o litro para ser os melhores, senhores manifestantes, garanto-vos que o nosso país não estaria como está hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;img src="http://farm6.static.flickr.com/5139/5520800071_4a771e1542.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 500px; height: 333px;" border="0" alt="" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que me faz mais impressão é que, apesar de tudo isto ter relevância, este não é o momento para manifestações. Da mesma maneira, não é o momento para demissões de governos (já lá vamos) ou palhaçadas na assembleia. Estes dias são os mais preocupantes para Portugal desde os anos 80, talvez até desde o pré e pós-25 de Abril e em vez de saír à rua para protestar sobre o que quer que seja, o país inteiro (gerações rasca, à rasca e todas as outras) tem de levantar a cabeça e retirar-se do buraco em que se tão espectacularmente se conseguiu meter. Eu sei que é mais fácil de dizer do que fazer, mas não temos mesmo grande alternativa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo acontecimento digno de nota foi a hilariante demissão do nosso primeiro-ministro. Depois de ser re-eleito sem maioria absoluta após um mandato que meteu cursos inventados, diplomas assinados ao Domingo e escutas telefónicas ao presidente Cavaco, é preciso o parlamento chumbar um conjunto de medidas de combate à "crise" (uma entidade que parece ter ganho vida própria) para se ver livre do Sr. Sócrates. Segundo o líder da oposição, um tal de Passos Coelho de quem eu mal tinha ouvido falar antes do chumbo do PEC, o pacote sugerido pelo governo não era suficiente. A solução é, portanto, demitir o governo e não fazer absolutamente nada até que um novo seja eleito. Faz todo o sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém tem de explicar a esta gente que já chega. Brincar aos políticos foi o que deixou o país no estado em que está e enquanto os deixarmos continuar com estes jogos de poder irresponsáveis não acredito que as coisas melhorem. Espero estar enganado.&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é óbvio, tinha de deixar para o fim o acontecimento que marcou o último mês - o seu nome é Futre, Paulo Futre. O 10 que maravilhou Alvalade, as Antas e o Vicente Calderón volta a aparecer no panorama futebolístico português - e de que maneira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte da candidatura de Dias Ferreira à presidência do Sporting, o ex-jogador foi a figura principal de uma conferência de imprensa absolutamente delirante, em que apresentou uma lista de jogadores que o clube de alvalade não conseguiria comprar nem se enviasse cada adepto para um canto da cidade vender o Borda d'Água, quanto mais com as contas no estado em que estão. No entanto, Futre rapidamente apresentou a solução para construir o plantel de 19 jogadores - mais um. O investimento no melhor jogador chinês da actualidade (cujo nome deve ser complicado demais para o senhor se lembrar) abriria o mercado asiático ao Sporting, que cobraria comissões nos voos, hotéis e museus. Ora eu não sei o que é que o senhor anda a tomar, mas está claramente e fazer efeito. O facto de só ter havido um sócio a partir-se a rir (interrompendo o "concentradíssimo" Paulo Futre) só mostra o estado a que o Sporting chegou. Sinceramente é uma pena, já que fico com saudades dos tempos em que ganhar aos lagartos ainda era um acontecimento. E não digo mais nada senão sou capaz de me arrepender quando chegar a Lisboa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;img src="http://www.abola.pt/img/fotos/exjogadores/futre1.JPG" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 554px; height: 369px;" border="0" alt="" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por estes lados tenho finalmente tempo para respirar, depois de seis meses a trabalhar no projecto de fim de curso. Como é hábito, a versão final não estava pronta até faltarem oito minutos para o prazo, e comecei a ver a vida a andar para trás quando vi "1%... 2%... 3%..." na barra de transferência. Como esta era a pior altura para a minha internet decidir entrar em modo alentejano, não havia dúvidas que era mesmo isso que ia acontecer, da mesma maneira que a minha impressora funciona perfeitamente até à altura de imprimir um trabalho ou o meu computador decide desligar-se meio segundo antes de me lembrar de gravar as vinte páginas de texto que acabei de escrever. Felizmente os oito minutos foram mais do que suficientes, e as dez mil palavras que me custaram 6 meses de vida social (e muitas horas de sono) foram entregues a dois minutos da hora certa. Não me consigo lembrar de muitos momentos da minha vida em que me tenha sentido tão aliviado como nessa sexta-feira à noite... Infelizmente as férias da Páscoa serão passadas a acabar os dois trabalhos que ainda tenho por fazer e a começar as revisões para os exames de Maio. É nestas alturas que me pergunto porque é que me meti nestas complicações de engenharias e não fui para Psicologia, Antropologia ou, vá, Gestão. A minha sanidade mental teria agradecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-6158967925960417039?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/6158967925960417039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=6158967925960417039&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/6158967925960417039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/6158967925960417039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/03/e-enquanto-estivemos-de-ferias.html' title='E enquanto estivemos de férias...'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm6.static.flickr.com/5139/5520800071_4a771e1542_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-2734691411883839986</id><published>2011-02-23T17:31:00.003Z</published><updated>2011-02-23T19:01:28.975Z</updated><title type='text'>Alguém me explica...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... como é que passou um mês, três dias e uma mão cheia de horas desde o nascimento da criança de Luciana Abreu e Hélder Postiga sem eu ter a minima noção da dimensão deste acontecimento?! Pelo que tenho lido foi o nome da criança que fez as delícias de meio mundo, mas há muito para além de um nome que parece húngaro mas soa a nome de barraca de churros da praça de espanha. Muito mesmo. E agora que penso no assunto é capaz de ser o Yannick Djaló e não o Hélder Postiga, mas eu confundo os dois muito facilmente, uma vez que para além de serem goleadores igualmente destros são também bastante parecidos. Mas já está Hélder, fica Hélder. Para além disso o corrector ortográfico embirra com Yannick...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma rápida leitura da peça (curta e concisa, como se aprecia) do Diário de Notícias online oferece ao ouvinte detalhes do parto dos quais, em qualquer outra situação, eu dispensaria ter conhecimento. O caso de Lucy e Hélder é, no entanto, diferente. Senão veja-se pelas declarações da mãe babada:&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A Dra. tirou a cabecinha da Lyonce Viiktória e o Hélder tirou o corpinho dela do meu ventre e ambos a puseram em cima de mim."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora tendo em conta que a mesma peça revela que a própria Luciana cortou o cordão umbilical da criança todo este relato parece refutar de imediato o mito difundido por toda a população feminina deste Mundo - o de que dar à luz é um acto mais doloroso do que levar um pontapé nas chamadas gónadas. Ora bom, eu não sei se algum dos meus leitores do sexo masculino alguma vez teve a oportunidade de comprovar o outro lado da teoria mas eu já, e garanto-vos que se nos 10-15 minutos que se seguiram alguém me oferecesse uma tesoura para cortar um cordão umbilical eu provavelmente introduziria a dita tesoura pela garganta do(a) energúmeno(a) abaixo. A descrição da senhora deixa a entender que, enquanto trazia a criança ao Mundo, Luciana lia a última edição da Flash com uma mão, bebericava um cházinho com a outra enquanto cortava o supracitado cordão umbilical com o pé direito, o que deita por terra as pretensões femininas nesta (até hoje eterna) discussão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejamos então outro parágrafo desta incrível peça de jornalismo:&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;O jogador explica que só duas horas antes do parto é que Luciana Abreu lhe deu autorização para assistir ao parto. "Eu quase não queria acreditar e fiquei tão feliz que nem cabia em mim. Quando chegou o verdadeiro momento estava tão nervoso como nunca estive. Nem sabia como havia de estar", confessou.&lt;/blockquote&gt;Ora bom, sou só eu ou duas horas é um espaço de tempo um nadinha curto para a senhora ir de não deixar o Hélder assistir ao parto da filha, que suponho também ser dele, a deixá-lo remover a criança do seu ventre? É certo que a senhora grávida é uma espécie muito dada a mudanças de humor, mas entre não deixar o pobre rapaz estar dentro da sala a deixá-lo armar-se em parteira vai uma distância considerável. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E chegamos então à parte mais esperada desta análise, pelo menos por mim - o nome da pobre criatura. Ora vejamos:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;Lyonce Viiktórya é o nome da filha de Luciana Abreu e Hélder Postiga. "Lyonce da fusão de Luciana e Hélder e Viiktórya pelo nosso amor ter triunfado e ter vencido os obstáculos e má língua de tanta gente, principalmente daqueles que até hoje só apareceram na nossa sombra, graças à nossa luz e por sermos figuras públicas tão mediáticas", lê-se.&lt;/blockquote&gt;Antes de me aventurar no comentário do nome da criança, houve algo nestas declarações que me deixou curioso - a parte em que Luciana se refere à "luz" que Hélder e a própria emitem por serem figuras públicas tão mediáticas. É impressão minha ou isto cospe ligeiramente em cima de outras declarações, proferidas pela mesma Luciana num programa qualquer da RTP, em que admite que  "às vezes, quando a luz está apagada, tenho de lhe dizer para sorrir senão não o encontro". Afinal em que é que ficamos dona Luciana? Mais uma para juntar à lista de coisas que me fazem confusão nesta história...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lyonce Viiktória. Para começar, tenho dificuldades em perceber onde é que Lyonce consegue ser uma fusão de Luciana e Hélder e não o nome científico de uma variante extinta do Lince Ibérico. Mas o que mais me intriga é o facto de o último nome da criança parecer ter surgido quando o senhor da conservatória estava a escrever o nome "Vitória" e ter tido um enfarte, embatendo com a testa no teclado e completando assim a dita palavra, que naturalmente agradou aos pais babados, que de qualquer maneira não tinham a certeza se a palavra vitória se escrevia com um ou dois is antes do k.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Contrariamente ao que é hábito decidi dar uma vista de olhos pelos comentários a esta notícia e alguém afirma que o nome preza pela diferença, já que existem Joões e Pedros a mais nesta terra. Depois de agradecer pela parte que me toca, tenho de concordar e esperar que esta moda das fusões pegue. E se estão à espera que eu escolha dois nomes e invente uma fusão qualquer peço desculpa, mas já li muitas tentativas e nenhuma chega aos calcanhares de Lyonce, por isso nem sequer vou tentar adivinhar o nome que a criança de Rita Pereira e Angélico Qualquer Coisa teria caso a coisa não tivesse dado para o torto. Mas Reigéltico e Angina são fortes candidatos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outro comentário que me deixou abazurdido foi o de uma senhora que diz que teve de esperar seis meses pela autorização do Conservador para dar o apelido de "Pedro" aos filhos, enquanto que Lyonce ficou registada no dia. Pelos vistos, isto só foi possível dada a dupla-nacionalidade de Hélder Postiga uma vez que:&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;O nome de Lyonce Viiktórya "não conta da lista onomástica portuguesa", revela fonte das Conservatórias do Registo Civil de Lisboa.&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;Ora eu não sei se o senhor jornalista que escreveu esta peça gastou dez cêntimos e trinta segundos da sua vida num telefonema para a Conservatória, mas parece-me que a probabilidade de o nome em questão estar presente noutro sítio que não numa composição de uma criança da quarta classe que teve suficiente menos não me parece valer o investimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apesar de tudo tranquiliza-me o facto de o nosso país ter uma lista de nomes passíveis de ser dados a crianças, evitando que se destine a pobre criatura a anos e anos de gozo por parte dos colegas de escola. Eu sei do que falo, acreditem. E apesar de tudo até compreendo que se abram excepções para jogadores de futebol de renome mundial e cantoras com doses industriais de talento, uma vez que é pouco provável que pessoas tão reconhecidas nas suas profissões possam nascer com mau gosto. Por isso parabéns Luciana, Hélder e Lyonce. E espero que a menina herde o bom gosto dos pais senão é capaz de, quando fizer dezoito anos, se aleijar na correria desenfreada de casa até à conservatória para ver se lhe conseguem arranjar um nome de gente...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lusberto Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-2734691411883839986?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/2734691411883839986/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=2734691411883839986&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2734691411883839986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2734691411883839986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/02/alguem-me-explica.html' title='Alguém me explica...'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-7830510914791733873</id><published>2011-01-10T22:15:00.000Z</published><updated>2011-01-10T22:17:25.079Z</updated><title type='text'>Eleições e afins...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia destes farei a estatística da quantidade de posts deste blogue escritos em aeroportos. São bastantes por uma razão simples – sempre que o meu voo é atrasado (o que acontece com uma frequência bastante elevada) o meu primeiro instinto é retirar o computador e escrever alguma coisa para passar o tempo. Poderia eventualmente ler um livro, mas para isso tenho as três horas de voo, em que não tenho tanto espaço e o assento não é confortável como... estes bancos verdes ao pé do McDonald’s do aeroporto, vá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro tópico que gostaria de abordar hoje assola a minha alma há coisa de meia dúzia de anos, mas só agora ganhei coragem para o partilhar com os meus caríssimos três leitores (contando com a senhora minha mãe). Contudo, há uma semana, durante a visionamentalização do jogo Benfica-Marítimo, esta questão voltou em grande – como raio é que esta gente ainda tem emprego?! E não, eu não estava a “ver” o jogo na Benfica TV, em que a câmara mostra um grande plano de três sem-abrigo que eles apanharam na rua a roubar auto-rádios, fazendo o “relato” do jogo de forma tão imparcial como o Jornal da Madeira, tratando os jogadores pelo nome próprio e o nosso treinador por “ O Jota-Jota”. Eu estava, de facto, a ver o jogo na SIC, e de cada vez que um dos comentadores abria a boca, e peço desculpa pelo vernáculo, só de lá vinham excrementos. O ponto alto ocorreu quando o jogador do Benfica Salvio, enquanto saltava para cabecear a bola, foi placado por dois defesas do Marítimo. Ora o rapaz, enquanto tentava recolocar a espinha que entretanto tinha sido irmãmente dividida em três, falhou o cabeceamento, o que motivou uma sessão de má língua por parte dos comentadores, que acusaram o pobre rapaz de tudo, desde cabecear para o lado errado a “encolher-se” para o cabeceamento. Esta sessão durou cerca de dois minutos e meio e três repetições do lance, após as quais os senhores lá pousaram as minis, olharam para a televisão e se aperceberam de que tinha sido, de facto, falta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais preocupante é que isto não acontece só no inofensivo (ainda que irritante) mundo do relato futebolístico. Metade das pessoas que nos atendem onde quer que seja (mas de uma maneira mais chocante na loja do cidadão) agem como se nos estivessem a fazer um favor ao servir um café ou ao ir buscar um formulário para renovar o cartão do cidadão. Eu, sinceramente, sinto-me com sorte se com o meu formulário não vem um par de estalos só para não adormecer. E podia ficar aqui o resto do dia, mas o meu voo há de partir (pode não ser hoje, mas alguma dia será) e não há tempo para tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo tópico prende-se com, adivinharam, as eleições presidenciais. Caro leitor, peço que não feche imediatamente a janela devido à sua alergia a comentários políticos – o melhor que consigo fazer é falar das eleições presidenciais do ponto de vista de alguém que apanhou a longa-metragem a meio e, portanto, não percebe muito bem o que se está a passar. É certo que alguém que siga a campanha eleitoral desde o seu início tem grandes probabilidades de também não perceber muito bem o que se está a passar, mas pelo menos saberá o nome dos principais candidatos, enquanto que eu lá terei de os adivinhar. Pelos vistos Cavaco Silva e Manuel Alegre tentam reeditar as memoráveis eleições de... da última vez, cujo ponto mais alto foi o discurso de vitória de Mário Soares, que ficou em terceiro. Também anda para lá o senhor Fernando Nobre, que costumava ser presidente da AMI mas que se deve ter fartado de ser uma pessoa nobre e dedicada às causas sociais e decidiu optar por uma mudança radical de vida e dedicar-se à pesca. Como o mar agora anda bravo e está muito frio, decidiu candidatar-se à presidência da república enquanto a  coisa não amaina. Os outros dois candidatos chamam-se... hãã... o tipo do PCP, que tem um nome quase tão memorável como o seu rosto, que por sua vez se assemelha ao do senhor que trabalha na pastelaria debaixo de minha casa; e o senhor Defensor qualquer coisa. Eu até já ouvi várias vezes o nome deste candidato, até porque vários amigos meus dizem que vão votar nele, mas quando o primeiro nome de uma pessoa é “Defensor” tudo o resto nos passa facilmente ao lado. Estou a ponderar seriamente dar um nome derivado de um verbo ao meu primeiro filho... Defensor Ginete é um sério candidato, mas também aprecio Conquistador Ginete ou Prevaricador Ginete. Este último porque aprecio a palavra “prevaricador” e porque penso que seja ostracizada pela nossa sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que mais me impressiona nesta campanha eleitoral é um vulto que paira sobre elas, mesmo quando não tem nada a ver com as ditas. Quando o país perde noites atrás de noites em debates para tentar perceber qual dos candidatos é mais qualificado para espetar a ordem do Infante D. Henrique nas lapelas de um número obsceno de gente e para assinar o que quer que o Primeiro-Ministro lhe peça para assinar, há um homem que insiste em interferir com a campanha. Em vez de ficar lá quieto na sua ilha durante mês e meio, Alberto João Jardim tinha logo de ter um ataque cardíaco a poucas semanas das eleições. Digam o que disserem do tio Alberto, esta sede de protagonismo já irrita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma palavra final para a morte do senhor Carlos Castro – aceitam-se apostas para o período de tempo que as piadas mórbidas sobre o assunto demorarão a começar a circular. Eu tenho 10 euros nos cinco dias úteis, mas façam as vossas sugestões nos comentários. Assim que ouvirem uma piada copiem-na também para um comentário, uma vez que eu aprecio bastante piadas mórbidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-7830510914791733873?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/7830510914791733873/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=7830510914791733873&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7830510914791733873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7830510914791733873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2011/01/eleicoes-e-afins.html' title='Eleições e afins...'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-6250527191586043010</id><published>2010-12-31T03:23:00.007Z</published><updated>2010-12-31T06:23:07.359Z</updated><title type='text'>Só pela piada...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... para não acabar o ano sem um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;post&lt;/span&gt; em Dezembro. E ainda só mesmo pela piada, já que não é nada cliché fazer um balanço do ano que hoje acaba, é isso mesmo que vou fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para começar os não-acontecimentos. Não houve uma epidemia mortal de gripe dos porcos como previram centenas de médicos (que acabaram a passar férias nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Bahamas&lt;/span&gt; à conta dos senhores que fazem o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Tamiflu&lt;/span&gt;) e milhares de jornalistas (que acabaram a passar férias nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Bahamas&lt;/span&gt; à conta dos jornais a mais que venderam, ou que então estouraram tudo em coca). O país não foi à falência, mas se o ano tivesse quinze meses em vez de doze o mesmo talvez não acontecesse. Os Estados Unidos não começaram à chapada com ninguém nem fizeram as pazes com o pessoal com quem andam à chapada por princípio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Morreu muita gente, e paz às suas almas, mas este &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;blogue&lt;/span&gt; não tem secção de necrologia. O acordo ortográfico entrou em vigor nos meios de comunicação palermas mas os meios de comunicação que exigem jornalistas que sabem escrever ignoraram-no. A Crise (nome próprio) não se foi embora desta vez, mas mesmo assim gastou-se mais nesta época natalícia do que no ano passado. O caso Casa Pia foi finalmente julgado, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;surpreendentemente&lt;/span&gt; os condenados não acharam piada às decisões. Já o caso PT, o caso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Freeport&lt;/span&gt; e o caso que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Genoveva&lt;/span&gt; teve com o Osvaldo na novela das nove são mistérios para mim, mas quando me iluminarem eu darei a minha opinião sobre o assunto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;img src="http://images.mirror.co.uk/upl/m4/jun2009/4/2/carlos-queiroz-and-cristiano-ronaldo-pic-getty-418357076.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 450px; height: 306px;" border="0" alt="" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Benfica foi campeão pela primeira vez em cinco anos e mereceu ser campeão pela primeira vez em quinze. Quatro meses depois o Benfica esqueceu-se de como se joga à bola e leva tareias dessa potência do futebol europeu que é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Hapoel&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Tel&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Aviv&lt;/span&gt;. O Porto arranjou um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;mini&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Mourinho&lt;/span&gt; e o Sporting continua a desgraça do costume. Portugal não jogou um traseiro durante o Mundial inteiro mas quando apareceram os espanhóis até nos safámos - pelo menos até o senhor Queiroz tirar o Hugo Almeida e o Ricardo Costa ser expulso por não espetar uma cotovelada no meio dos olhos do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Capdevilla&lt;/span&gt;. Faz sentido. Perdemos a candidatura para o Mundial, mais uma vez por culpa dos espanhóis, mas pelo menos não ficaram os ingleses com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As músicas que passam na rádio são mais ou menos as mesmas que passavam no início do ano, com a excepção de ilustres desconhecidos como um Bruno &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Mars&lt;/span&gt;, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Olly&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Murs&lt;/span&gt; ou até uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Lady&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Antebellum&lt;/span&gt;. Pois. Parece que finalmente o pessoal se fartou da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Lady&lt;/span&gt; Gaga e da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Miley&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Cyrus&lt;/span&gt; (que, aos 17 anos, decidiu que era boa ideia começar a despir-se em público) mas estas foram substituídas por uma criatura estranha chamada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Justin&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Bieber&lt;/span&gt;, a quem ainda ninguém explicou que existem cortes de cabelo que não fazem o portador assemelhar-se a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;genitália&lt;/span&gt; masculina. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;img src="http://www.mamapop.com/wp-content/uploads/2010/08/Justin-Bieber-naked-with-girlfriend.png" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 345px; height: 356px;" border="0" alt="" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na televisão João &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Manzarra&lt;/span&gt; volta a apresentar os Ídolos e Cláudia Vieira volta a estar ali ao lado a fazer olhinhos à câmara e a tropeçar nas palavras que de vez em quando a deixam dizer. O momento mais alto do programa aconteceu quando Pedro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Abrunhosa&lt;/span&gt; se espalhou em grande e em directo, o que demonstra bem a qualidade dos participantes. Na TVI parece que há uma espécie de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Big&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Brother&lt;/span&gt; que mete segredos pelo meio, mas como o meu organismo não reage bem a mais de trinta segundos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;peixarada&lt;/span&gt; da Júlia Pinheiro seguidos nunca consegui perceber bem a ideia. Na RTP a Catarina Furtado continua aos saltos a tentar segurar as pontas e o Fernando Mendes continua a fazer as delícias de reformados e desempregados com o seu arsenal de sete piadas recicláveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No cinema foram uns senhores azuis que prometeram muita coisa mas como não percebi o encanto não posso dizer muito. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Hurt&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Locker&lt;/span&gt;, um filme feito por ilustres desconhecidos, acabou por ganhar melhor filme em vez do multi-milionário &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Avatar&lt;/span&gt;, num ano em que não aconteceu nada de especial. O senhor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Di&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Caprio&lt;/span&gt; está em todas com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Inception&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Shutter&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Island&lt;/span&gt;, mas no primeiro faz de génio, o que me faz sempre confusão. "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;The&lt;/span&gt; Social &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Network&lt;/span&gt;", já a fechar o ano, tenta retratar o nascimento do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Facebook&lt;/span&gt; - resta apenas perceber quanto tempo mais durará. Da última vez que vi uma rede social ser invadida por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;PIFEs&lt;/span&gt; com setenta e quatro fotos de perfil, setenta e duas das quais com o namorado de longa data (entre oito e quinze dias), o passo seguinte foi a morte da dita rede social. E o H&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;i&lt;/span&gt;5 não deixou saudades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já não vamos à lua nem a Marte, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;Boeing&lt;/span&gt; 787 voou finalmente e o A380 já voa só com três motores. Ainda não se descobriu a vacina para a SIDA ou a cura para o cancro, mas quero acreditar que estamos no bom caminho. O nosso primeiro ministro parece acreditar que os carros eléctricos são o futuro e que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;electricidade&lt;/span&gt; é uma energia renovável. No seu curso de Engenharia do Ambiente não lhe ensinaram que grande parte da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;electricidade&lt;/span&gt; em Portugal é produzida por estações que queimam carvão, petróleo ou gás natural. Saudável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que não me esqueci de nada, mas se se lembrarem de alguma coisa que deixei por dizer avisem. Não quero ninguém chateado. Resta-me desejar aos meus três leitores um bom ano de 2011, pelo menos tão produtivo e empolgante como o de 2010. Sinceramente não posso pedir muito mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-6250527191586043010?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/6250527191586043010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=6250527191586043010&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/6250527191586043010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/6250527191586043010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/12/so-pela-piada.html' title='Só pela piada...'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-2177964370712657660</id><published>2010-11-23T16:27:00.005Z</published><updated>2010-11-23T18:08:55.683Z</updated><title type='text'>Solidariedade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ministro das finanças Teixeira dos Santos apressou-se a declarar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;solidariedade&lt;/span&gt; para com a Irlanda, onde as coisas pelos vistos não andam muito saudáveis. É uma atitude louvável e digna, e após escrever a declaração e de a enviar ao seu assessor para este lhe corrigir os erros ortográficos (consta que as palavras "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;orssamental&lt;/span&gt;" e "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;irlandêses&lt;/span&gt;" escaparam ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Word&lt;/span&gt;) o nosso ministro tomou outra atitude louvável e digna, colocando o colete salva-vidas sobre os ombros e a cabeça entre as pernas, já que nós somos os próximos. É incrível como parece haver há já algum tempo um pódio de "países onde isto vai de certeza dar para o torto", e depois de a Grécia ter conquistado a medalha de ouro e os senhores dos duendes terem provado merecer a de prata com alguma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;espectacularidade&lt;/span&gt;, nós parecemos empenhados em trazer a de bronze para casa, derretê-la e vendê-la a peso para comprar umas côdeas de pão para os 11 milhões de portugueses famintos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta mistura de sarcasmo com palermice pode parecer involuntária, mas a verdade é que me tira do sério a maneira como conseguimos estar à beira da falência sem se notar - se julgarmos pela quantidade de Merecedes, BMW's e Jaguares a circular pelas nossas estradas ou pelos voos apinhados de gente a partir para destinos paradisíacos quase parece que estamos em época de vacas gordas. O nosso ministro, depois de prestar as condolências aos pobrezinhos dos irlandeses, apressou-se a tranquilizar os portugueses, uma vez que a nossa situação nada tem a ver com a da Irlanda. Nós temos um sistema bancário moderno e evoluído. Presidente Cavaco veio em seu socorro, juntando o facto de não termos tido uma "bolha imobiliária" (gosto muito desta imagem) à equação. Se isto tudo é verdade, o facto de mesmo assim estarmos com os pés para a cova tem de ser atribuído (como tantas vezes na nossa orgulhosa história) a alguém ter metido água. Quem terá sido, senhor Ministro das Finanças?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para recuperar o fôlego depois de falar de economia (confesso que fiquei com a chamada dor de burro a partir do fim do primeiro parágrafo), voltamos à palermice do costume. Sou só eu ou os miúdos do primeiro ano da faculdade parecem infinitamente mais novos do que nós quando tínhamos a idade deles? É uma questão eterna, que me persegue desde que saí do Planalto, quando os petizes que começavam o 10º ano pareciam usar fraldas e almoçar através de um biberão. Juro que dei uma espreitadela pelos horários e havia uma pausa de duas horas a meio da tarde que tinha uma legenda a dizer "sesta". Não sei se faz parte do chamado complexo "eu sou gande" que as crianças começam a ter por volta dos seis anos e que se estende, mais coisa menos coisa, até aos trinta ou se é simplesmente a memória a trair-me, mas a verdade é que a criançada parece não crescer. Como é óbvio isto não se aplica ao ar de perdidos com que os miúdos tentam fazer os exercícios que nós, a muito custo, lá conseguimos acabar há muito muito tempo. Tenho aliás a certeza de que, se os tivéssemos de fazer hoje - três anos e centenas de horas de aulas depois - demoraríamos mais ou menos o mesmo tempo que eles. Sinceramente, com a excepção de dois ou três programas de computador em que consigo mexer, duas ou três coisas sobre aviões que agora percebo e uma quantidade considerável de neurónios a menos, não me parece que a faculdade me tenha feito muito mais ou menos esperto. O que é uma chatice, visto que, parecendo que não, deu trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-2177964370712657660?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/2177964370712657660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=2177964370712657660&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2177964370712657660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2177964370712657660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/11/solidariedade.html' title='Solidariedade'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-8562028464407453413</id><published>2010-11-18T00:32:00.004Z</published><updated>2010-11-18T13:05:08.254Z</updated><title type='text'>Desculpa Paulo</title><content type='html'>Querido Paulo,&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Peço&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;desculpa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;pelas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;vezes&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;que&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;gozei&lt;/span&gt; com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;teu&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;penteado&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Desculpa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;todas&lt;/span&gt; as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;piadas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;sobre&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;risco&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ao&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;meio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;mais&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;famoso&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;da&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;sociedade&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;portuguesa&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;assim&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;como&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;sobre&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;aquela&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;maneira&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;palerma&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;de&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;falar&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;que&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;te&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;ensinaram&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;lá&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;espanha&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Desculpa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;se&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;alguma&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;vez&lt;/span&gt; pus em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;causa&lt;/span&gt; as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;tuas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;habilitações&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;sobretudo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;quando&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;mal&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;quarta&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;classe&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;tinhas&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;por&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;isso&lt;/span&gt; pedias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;ao&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;teu&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;adjunto&lt;/span&gt; para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;fingir&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;que&lt;/span&gt; era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;treinador&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;Desculpa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;se&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;ficava&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;todo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;contente&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;quando&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;equipa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;que&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;tu&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;costumavas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;treinar&lt;/span&gt; (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;cujo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;nome&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;não&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;vou&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;mencionar&lt;/span&gt; para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;não&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;ter&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;uma&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;recaída&lt;/span&gt;) &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;apanhava&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;na&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;cara&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_81"&gt;Paços&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_82"&gt;de&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_83"&gt;Ferreira&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_84"&gt;Ou&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_85"&gt;Moreirense&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_86"&gt;Ou&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_87"&gt;Fátima&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_88"&gt;Desculpa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_89"&gt;ter&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_90"&gt;batido&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_91"&gt;palmas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_92"&gt;quando&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_93"&gt;Benneton&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_94"&gt;disse&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_95"&gt;que&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_96"&gt;seria&lt;/span&gt; Paulo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_97"&gt;Bento&lt;/span&gt; forever e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_98"&gt;por&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_99"&gt;ter&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_100"&gt;feito&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_101"&gt;três&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_102"&gt;dias&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_103"&gt;de&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_104"&gt;luto&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_105"&gt;quando&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_106"&gt;te&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_107"&gt;foste&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_108"&gt;embora&lt;/span&gt;, com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_109"&gt;medo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_110"&gt;que&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_111"&gt;campeonato&lt;/span&gt; volt&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_112"&gt;asse&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_113"&gt;ser&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_114"&gt;discutido&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_115"&gt;três&lt;/span&gt;. De &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_118"&gt;qualquer&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_119"&gt;das&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_120"&gt;maneiras&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_121"&gt;medo&lt;/span&gt; era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_122"&gt;perfeitamente&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_123"&gt;infundado&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_124"&gt;Desculpa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_125"&gt;isto&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_126"&gt;tudo&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_127"&gt;mais&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_128"&gt;qualquer&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_129"&gt;coisinha&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_130"&gt;porque&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_131"&gt;hoje&lt;/span&gt; me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_132"&gt;fizeste&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_133"&gt;quase&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_134"&gt;tão&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_135"&gt;feliz&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_136"&gt;como&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_137"&gt;durante&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_138"&gt;toda&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_139"&gt;tua&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_140"&gt;carreira&lt;/span&gt; com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_141"&gt;a tal&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_142"&gt;equipa&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_143"&gt;cujo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_144"&gt;nome&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_145"&gt;não&lt;/span&gt; me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_146"&gt;dignarei&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_147"&gt;pronunciar&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_148"&gt;Agora&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_149"&gt;vê&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_150"&gt;lá&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_151"&gt;se&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_152"&gt;não&lt;/span&gt; fazes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_153"&gt;como&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_154"&gt;António&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_155"&gt;Oliveira&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_156"&gt;te&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_157"&gt;tornas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_158"&gt;num&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_159"&gt;especialista&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_160"&gt;ganhar&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_161"&gt;amigáveis&lt;/span&gt;. Eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_162"&gt;sei&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_163"&gt;que&lt;/span&gt; é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_164"&gt;melhor&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_165"&gt;que&lt;/span&gt; o Carlos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_166"&gt;Queiroz&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_167"&gt;que&lt;/span&gt; era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_168"&gt;especialista&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_169"&gt;perder&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_170"&gt;amigáveis&lt;/span&gt;, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_171"&gt;nós&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_172"&gt;já&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_173"&gt;ganhávamos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_174"&gt;qualquer&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_175"&gt;coisinha&lt;/span&gt;... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_176"&gt;Só&lt;/span&gt; para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_177"&gt;não&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_178"&gt;ter&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_179"&gt;de&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_180"&gt;esperar&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_181"&gt;até&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_182"&gt;Mourinho&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_183"&gt;se&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_184"&gt;fartar&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_185"&gt;de&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_186"&gt;ganhar&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_187"&gt;ligas&lt;/span&gt; dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_188"&gt;campeões&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_189"&gt;Grande&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_190"&gt;abraço&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_191"&gt;Paulinho&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_192"&gt;nas&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_193"&gt;próximas&lt;/span&gt; 24 horas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_194"&gt;és&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_195"&gt;maior&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_196"&gt;Depois&lt;/span&gt; logo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_197"&gt;se&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_198"&gt;vê&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_199"&gt;Beijos&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_200"&gt;abraços&lt;/span&gt;,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_201"&gt;Ginete&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-8562028464407453413?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/8562028464407453413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=8562028464407453413&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8562028464407453413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8562028464407453413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/11/paulo-bento-desculpa.html' title='Desculpa Paulo'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-2995790224656125671</id><published>2010-11-09T15:02:00.001Z</published><updated>2010-11-09T15:04:14.326Z</updated><title type='text'>E dois meses depois...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está um frio que não se pode. Nada de novo, é certo, mas mais do que constipações e dores de garganta o frio faz-me questionar o que raio é que vim fazer para esta ilha onde quando não cai aquela chuva molha parvos durante quatro dias seguidos faz o chamado briol que não se aguenta. Felizmente depois de qutro semanas de aulas percebo porquê – não há melhor sítio na Europa para ouvir velhotes de 87 anos a ler histórias para adormecer sobre o espaço, a segunda grande guerra e uma coisa que em português se escreve “materiais compósitos” e que se assemelha à expressão “movimentos compostos” escrita por Jorge Jesus numa ficha de treino. A verdade é que, onde quer que acabe depois deste ano, vou sentir a falta dos quatro meses de férias de verão que a minha faculdade me ofertou durante estes anos. A sério, se juntar quase um mês de férias do Natal e o mês e pouco de férias da Páscoa, quando acabar o curso terei tido mais de um ano e meio de férias... E mesmo assim a minha faculdade consegue ficar no top 100 de todas as listas (os malditos rankings) de melhores universidades do Mundo, onde não figura nenhuma instituição portuguesa. Nem o Técnico. Nem a Católica. Nem a Nova. Ok, se calhar já chega.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por falar em Jorge Jesus, não faço ideia do que aconteceu no Domingo passado. O mais interessante, contudo, é ver o que aconteceu na noite da segunda-feira que se seguiu. Há três perspectivas em que esta data histórica pode ser observada. A primeira prende-se com o facto de todo e qualquer adepto sportinguista se encontrar num estado de euforia tal após os acontecimentos da noite anterior que o facto de a sua equipa ter levado na cara do Vitória de Guimarães se tornou numa pequena gota no meio de um oceano de emoção. Como é óbvio a minha observação limita-se aos dois ou três lagartos com quem faço o sacrifício de conviver diariamente e a todos os outros que se pavoneiam pelo facebook, ainda assim de pullovers em cima dos ombros e com o cabelinho à interjeição imprópria para um blogue de família. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se olharmos para a situação por outro ângulo, a comportamento dos adeptos do Sporting assemelha-se cada vez mais ao dos adeptos do Atlético Clube de Portugal, do Gil Vicente ou do Boavista. Como estão numa liga diferente (e mesmo assim a levar na cara dia sim dia sim), a única satisfação que vêm retendo a nível desportivo reside nas más prestações do eterno rival. E na excelente prestação da sua equipa de ténis de mesa nos recentes campeonatos ibéricos, convém não esquecer. Coincidência ou não, esta aproximação de comportamentos coincide com outra aproximação, a do número de pontos – neste momento, os senhores que vestem de verde e branco ali para os lados do Campo Grande encontram-se um singelo ponto à frente dessa potência do futebol Europeu que é o Olhanense. Faz sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A terceira forma de ver este imbróglio (e confesso, sempre quis usar a palavra “imbróglio” num post deste blogue, o dia chegou) é uma de simpatia e solidariedade. Vendo o sofrimento e angústia da nação benfiquista (e digo nação porque cabe mais gente no Estádio da Luz do que no Liechtenstein), a lagartagem apressou-se a oferecer-lhe um prémio de consolação na forma de uma resplandecente derrota em casa. Infelizmente, por muito entretenimento que um acontecimento destes nos proporcione, não chega porque foram cinco. E cinco aleijam um bocado...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-2995790224656125671?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/2995790224656125671/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=2995790224656125671&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2995790224656125671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2995790224656125671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/11/e-dois-meses-depois.html' title='E dois meses depois...'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-7514365768777594639</id><published>2010-08-21T23:00:00.003+01:00</published><updated>2010-08-21T23:40:29.558+01:00</updated><title type='text'>De volta ao triângulo das Bermudas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que já tinha &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;saudades&lt;/span&gt;. Depois de seis meses de interregno encontro-me de volta ao sítio onde nasci, onde cresci (sobretudo para os lados) e onde perdi basicamente tudo o que em tempos me passou pelas mãos. Passo a explicar - desde que me lembro que o verbo "arrumar" numa frase proferida pela senhora minha mãe tem o trágico significado de eu nunca voltar a ver o objecto em questão na vida. Qualquer coisa "arrumada" pela minha progenitora acaba invariavelmente ou no lixo (ainda que não muitas vezes) ou num lugar tão improvável que nem o mais criativo detective de um romance de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Agatha&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Christie&lt;/span&gt; se lembraria de procurar. Aliada à memória de peixe da senhora minha mãe, que quando não se esquece do telemóvel em casa o deixa no carro ao regressar, esta realidade faz com que qualquer casa habitada pela minha família se torne num triângulo das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Bermudas&lt;/span&gt;, onde em vez de barcos e aviões desaparecem, misteriosamente e sem deixar rasto, carregadores de telemóvel, discos e (o meu favorito) o pedaço de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;correspondência&lt;/span&gt; mais importante de cada molho de cartas. É verdade, de um monte de dezanove cartas a informar-me que ganhei um sorteio de uma magnífica caneta com gravador de voz incorporado e uma com um código de segurança para me inscrever na faculdade, será invariavelmente a última que a minha mãe decidirá "arrumar". Tão certo como eu me chamar João Edmundo em dez das dezanove cartas que sobram...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava com ideias de escrever uma ou duas linhas sobre o Benfica, mas a sério que não me ocorre nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-7514365768777594639?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/7514365768777594639/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=7514365768777594639&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7514365768777594639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7514365768777594639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/08/de-volta-ao-triangulo-das-bermudas.html' title='De volta ao triângulo das Bermudas'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-1906978537237833172</id><published>2010-07-10T23:03:00.001+01:00</published><updated>2010-07-10T23:07:32.951+01:00</updated><title type='text'>Dia 14 – 5342 Milhas/ 8597.1 Km</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Uma vez que um certo idiota só à última da hora se apercebeu que o seu voo não era à uma da tarde mas sim às dez da noite, conseguimos ficar a dormir até às nove. O carro tinha de ser entregue antes das onze, portanto seguimos para o aeroporto de Fort Lauderdale, de onde partiria o meu voo e onde era suposto deixarmos a nossa branca de neve.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Carro entregue, com 5342 milhas marcadas, e seguimos de malas às costas para o terminal 4. Depois de um par de horas à procura do cartão de crédito do Lugo Vastos, eu acabei por ficar feliz e contente a olhar para o balcão de check-in que não abriria até às seis da tarde e o Lugo seguiu para o aeroporto internacional de Miami. Sortudo do rapaz que estaria em casa em menos de vinte e quatro horas, enquanto eu teria de esperar até Domingo para lá chegar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Catorze dias e uma distância que daria para chegar de Lisboa até à China depois, chegámos. Um bocadinho fartos do volante do nosso Toyota Matrix, prontos para dois ou três dias de hibernação e com pressa para chegar a casa, mas chegámos. Obrigado ao leitor e meio que acompanhou isto e prometemos que quando formos da Damaia até Sydney num triciclo a reportagem diária será tão ou mais detalhada como esta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Beijos e abraços,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;&lt;/span&gt;Ginete. E Lugo Vastos, vá...&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-1906978537237833172?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/1906978537237833172/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=1906978537237833172&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1906978537237833172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1906978537237833172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/07/dia-14-5342-milhas-85971-km.html' title='Dia 14 – 5342 Milhas/ 8597.1 Km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-6552755035991613259</id><published>2010-07-09T02:02:00.000+01:00</published><updated>2010-07-10T02:07:01.744+01:00</updated><title type='text'>Dia 13 – 5317.9 Milhas/ 8558.3 Km</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O penúltimo dia da viagem foi menos planeado do que todos os doze que o precederam. No final do dia, era óbvio que teríamos que estar em Miami, uma vez que ambos tínhamos voos para apanhar e o carro para entregar. O que aconteceria no meio logo se veria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o pequeno almoço tomado partimos em direcção ao Cabo Canaveral, onde avistámos com um pouco de dor o Kennedy Space Center, o outro grande centro de operações da NASA, de onde foram lançados todos os veículos do programa espacial americano, desde o Mercury até ao Space Shuttle, passando obviamente por Ben Affleck e Bruce Willis quando um enorme asteróide ameaçava atingir a terra. Sem perder muito tempo, para não acentuar a pena de não termos tempo para entrar, seguimos pela A1A, estrada que segue a costa Oeste americana até o nosso destino. Pode parecer estúpido, mas a verdade é que passei a primeira meia hora a olhar para a direita à procura do mar, antes de perceber que agora este estava à esquerda.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDfG-xigu8I/AAAAAAAAALM/RcRDWCv9A1g/s320/Dia+13+-+1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492077052353887170" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com uma primeira paragem numa praia... basicamente no meio do nada, em que demonstrámos ser peritos na arte de afugentar todo e qualquer peixe que o senhor de bigode que dividia a praia connosco ambicionava apanhar. Almoço rápido e seguimos caminho, com a esperança de parar em mais duas ou três praias e chegar a Miami a horas decentes para dar uma limpeza no carro e re-arrumar as malas. Chegados a Palm Beach, os quilómetros passavam e palacete após palacete teimava em intrometer-se entre nós e a areia até encontrarmos, por fim, um parque de estacionamento público. Um praia com pouca areia e muito calhau aguçado acabaria por ser o nosso último mergulho deste lado do atlântico.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDfG_EFw__I/AAAAAAAAALU/SV7KUkaSjmo/s320/Dia+13+-+2.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492077057333592050" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A chegada a Miami, já com os traseiros perfeitamente moldados ao formato dos bancos do carro, foi simples mas estranha. Oito mil e quinhentos quilómetros depois esperávamos um fogo de artifício, vá, ou todo um conjunto de cheerleaders a receber-nos. O que, de facto, nos esperava em Miami era a maior espelunca na qual algum nós jamais tinha pernoitado. Não me quero alongar, mas apesar de o preço ser muito bom para um motel no meio da cidade, o facto de (mesmo com o ar condicionado no máximo) estar mais calor dentro do quarto do que na rua, de o duche não funcionar e de haver gotas de sangue nos meus lençóis explica mais ou menos a dimensão da coisa. Ansiosos por dali sair o mais rápido possível fomos lavar o carro e, depois de um duche de água fria (que soube melhor que sete massagens tailandesas), seguimos para o centro tentar comer qualquer coisa. Acabámos num bar perto do centro da cidade onde jantámos e bebemos uma sprite bem fresquinha cada um, que soube melhor que sete massagens taliandesas aplicadas pela Gisele Bündchen. Daí seguimos para um pub onde jogámos o último jogo de snooker desta viagem, que obviamente foi ganho pelo jogador mais tecnicamente avançado. Caso tenham dúvidas, fui eu. Ah, e quando esta cena lamechas das últimas coisas desta viagem começar a irritar avisem.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDfG_f783yI/AAAAAAAAALc/-cWEtsFhDUo/s320/Dia+13+-+3.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492077064808619810" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o bar fechou voltámos para a nossa pequena favela, que reparámos ser muito bem frequentada por toda uma população de dealers e meninas de quarto incerto, onde o Lugo Vastos dormiu e eu tentei dormir. Depois de lavar os dentes pela penúltima vez nesta viagem e regar as chamadas urtigas pela terceira vez a contar do fim nesta viagem (a sério, digam qualquer coisa se começar a irritar), perdi meia hora às voltas na cama, uma vez que a temperatura dentro do quarto devia rondar os trinta e cinco graus (estavam trinta e dois na rua), até desistir e ir dormir para o carro. Não sei muito bem como é que deixam aqueles senhores cobrar dinheiro a quem lá fica, mas se houvesse um incêndio (lento, para não aleijar ninguém) que deitasse tudo ao chão não se perdia nada. Um bocadinho de serviço ao consumidor – se estiverem em Miami e passarem ao lado do Red Carpet Inn fujam, pelo amor de Deus.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-6552755035991613259?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/6552755035991613259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=6552755035991613259&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/6552755035991613259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/6552755035991613259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/07/dia-13-53179-milhas-85583-km.html' title='Dia 13 – 5317.9 Milhas/ 8558.3 Km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDfG-xigu8I/AAAAAAAAALM/RcRDWCv9A1g/s72-c/Dia+13+-+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-4275626925518732854</id><published>2010-07-08T19:41:00.001+01:00</published><updated>2010-07-09T19:56:16.627+01:00</updated><title type='text'>Dia 12 – 5071.7 Milhas/ 8162.1 Km</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A manhã seguinte começou com um farto pequeno almoço, uma vez que o dia prometia ser longo. Eram onze em meia quando fomos violentamente postos a andar do hotel, desta vez levando mesmo um par de toalhas de recuerdo, já que Lugo Vastos tinha deixado a sua algures pelo caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDdt8ZAEP9I/AAAAAAAAAKs/VMiMI6ns33g/s320/Day+12+-+4.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491979154872352722" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não passou muito tempo até à primeira paragem, visto que havia toda uma meia-final do mundial para ver. Como a Espanha e a Alemanha se vinham safando bem até à data parámos num restaurante para visionamentalizar o dito jogo, que foi a hora e meia mais secante das últimas semanas. E isso é dizer muito. Depois da tempestade veio a bonança, sob a forma de um mergulho na praia ali ao lado, seguido de um passeio para, vá, ver as vistas. Sucede que durante esse passeio, estávamos nós felizes e contentes a observar a fauna e flora da praia de Panama City (a brincar, a Cidade do Panamá a sério é, portanto, no Panamá), quando um grupo de putos charilas, que nem pelos na cara tinham e que se entretinham a deslizar em pranchas de skimming numa poça de água, acharam por bem gozar com os calções de banho do Lugo Vastos, pelo simples facto de estes acabarem um ou dois centímetros acima do joelho. Pondo de parte a vontade de encetar a nobre actividade da chapada na tromba, parece que os padrões de estilo de Panama City a brincar são mais exigentes do que os da praia de Carcavelos. Tomem nota.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDdt9GfOosI/AAAAAAAAAK0/OJra2agQDl8/s320/Day+12+-+5.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491979167082652354" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mergulho dado e paisagens mais que vistas, seguimos caminho por uma estrada cujos contornos me escapam, até porque estava ferrado a dormir. Confesso que por esta altura da viagem duas coisas começavam a acontecer – conduzir começava a deixar de ter tanta piada como ao início (já foi bom ter durado doze dias) e o cansaço acumulado atingia um ponto que já chateava. Quando acordei já Lugo Vastos estava no seu estado normal (com fome), pelo que parámos num drive-in para comer o quinquagésimo sétimo cheeseburger desta viagem – se eu tiver uns quilinhos a mais da próxima vez que me virem não é de admirar, infelizmente nem todos temos uma ténia de estimação como o Lugo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As horas que se seguiram foram de condução à noite, em que o ponto mais alto foi (sem fazermos ideia) o atropelo de um sapo, que não sabemos muito bem como acabou na grelha inferior do nosso pára-choques, que ainda fica a uns bons vinte centímetros do chão. Como indivíduos adultos que somos decidimos tirar toda uma série de fotografias da posição do dito sapo no momento em que teve um encontro imediato com o nosso pára-choques, capturados para sempre no rigor mortis do pobre réptil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDdwKvOF5mI/AAAAAAAAALE/zlmOhYjHG6w/s400/sapo.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 178px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491981600378185314" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A chegada a Cape Canaveral foi marcada pelas cerca de trinta e oito portagens diferentes por que tivemos de passar, cada uma cobrando setenta e cinco cêntimos ou coisa parecida. Esta gente tem de aprender com a nossa Brisa e cobrar logo quarenta euros de uma vês para ver se este povo aprende. Depois de encontrado mais um motel a um preço decente e de, no caminho entre o carro e o quarto, temos sido devorados por cerca de cinquenta e sete espécies de insectos diferentes, fomos dormir.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-4275626925518732854?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/4275626925518732854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=4275626925518732854&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/4275626925518732854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/4275626925518732854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/07/dia-12-50717-milhas-81621-km.html' title='Dia 12 – 5071.7 Milhas/ 8162.1 Km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDdt8ZAEP9I/AAAAAAAAAKs/VMiMI6ns33g/s72-c/Day+12+-+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3233589483328216073</id><published>2010-07-07T15:56:00.000+01:00</published><updated>2010-07-08T16:00:43.764+01:00</updated><title type='text'>Dia 11 – 4570.9 Milhas/ 7356.2 Km</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nova Orleães acordou-nos com uma carga de água de proporções bíblicas, mas que felizmente desapareceu tão rapidamente como apareceu. Quem não desapareceu foi a empregada de limpeza do hotel, que insistentemente nos pôs fora às onze da manhã, hora a que nos fizemos ao caminho, conduzindo pela baixa até à zona histórica - o French Quarter.&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDXnPU9mMzI/AAAAAAAAAKc/f5FFKYuTh7Y/s320/Dia+11+-+1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491549571159307058" /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Metade turismo desenfreado, metade exemplo pe&lt;/span&gt;rfeito da vida da cidade, todo o ambiente é caótico mas de festa. Música é tocada na rua, em particular a música “When The Saints Go Marching In”, tema da equipa de futebol americano da cidade, que venceu o Super Bowl na época passada. Mesmo no meio de toda a gente de sandálias e meias dá para perceber que esta é uma cidade diferente. Sobretudo, dá para perceber que é uma cidade de gente diferente, uma vez que conseguem estar em festa mesmo depois de metade da sua população se ver forçada a mudar-se com as armas e bagagens que o furacão Katrina deixou inteiras. A influência francesa é mais que óbvia, sobretudo depois de tomar um café e comer uns “Beignets” (donuts, vá) no Café du Monde, cujos únicos itens na lista são... Café e Beignets. O empregado que se enganar no pedido deverá ser executado ao pontapé na boca por tamanho insulto à inteligência humana.&lt;/p&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Por volta do meio dia seguimos viagem da mesma direcção em que vínhamos andando desde Los Angeles. Voando pelo Mississípi (que junto à costa se resume a vinte ou trinta quilómetros) e só parando no Alabama para jantar, chegámos à Florida ainda durante o dia. Como já não víamos um pedaço de areia desde LA pode o leitor imaginar a nossa excitação quando vimos precisamente isso – um pedaço de areia, muito mal enjorcado. Levámos a nossa bola de futebol americano e lá nos entretivemos durante uma hora ou duas, até o sol se pôr.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDXnP4cfrKI/AAAAAAAAAKk/FtX5oU_JiWQ/s320/Dia+11+-+2.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491549580684143778" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de podermos continuar a conduzir pela noite dentro, decidimos assentar arraiais em Fort Walton Beach e fazer o caminho pela costa durante o dia. Fazendo a habitual prospecção de motéis (espero que seja esse o plural de motel, senão lá terei a minha Edite Estrela de estimação à perna) encontrámos um que até era para o baratusco e que tinha toda uma piscina, que a julgar pela temperatura que se fazia sentir nos pareceu uma muito boa ideia. Sucede que foi, e já eram onze da noite quando nos fartámos da água e decidimos ir para um bar ali perto.&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;A noite seguiu o seu caminho com um sem fim de jogos de snooker, em que num deles Lugo Vastos me deu uma tareia, nem me deixando três jogadas antes de limpar a mesa. Anda a aprender o rapaz. Sete jogos, seis coca-colas e cinco horas depois fomos dormir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3233589483328216073?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3233589483328216073/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3233589483328216073&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3233589483328216073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3233589483328216073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/07/dia-11-45709-milhas-73562-km.html' title='Dia 11 – 4570.9 Milhas/ 7356.2 Km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDXnPU9mMzI/AAAAAAAAAKc/f5FFKYuTh7Y/s72-c/Dia+11+-+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-4563144828119244221</id><published>2010-07-06T16:58:00.003+01:00</published><updated>2010-07-07T17:15:32.710+01:00</updated><title type='text'>Dia 10 – 4319.3 Milhas/ 6951.2 Km</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não nos levantámos às quatro da tarde foi por duas razões – o pequeno almoço era servido até às dez, e como o quarto nos tinha custado o equivalente a dois Produtos Internos Brutos da Tanzânia tínhamos que aproveitar tudo. Pusemos a hipótese de levar as toalhas, mas ao repararmos que cheiravam tanto a tabaco como o quarto pusemos de parte essa ideia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A principal razão que nos fez parar em Houston foi o Lyndon Johnson Space Center, que basicamente foi o sítio para onde Neil Armstrong falava ao dizer “Houston,  Tranquility Base here, the Eagle has landed.” Ainda hoje é o sítio onde a NASA planeia e controla todas as suas operações, mas é sobretudo o complexo onde se deram os acontecimentos mais impressionantes alguma vez protagonizados pela humanidade. Pessoas como Buzz Aldrin, John Glenn, Jim Lovell ou Alan Shepard foram treinadas no Johnson Space Center para, primeiro, levar ao homem ao espaço e, não muito mais tarde, a pisar a lua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDSnnV5ZPkI/AAAAAAAAAKE/wXkg7rOCx_o/s320/Dia+10+-+1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491198140006088258" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o  Saturn V, o foguetão que inscreveu Armstrong, Aldrin e Collins nos livros de história até à sala de comando, onde algumas das mentes mais brilhantes da altura coordenavam toda a missão, com a ajuda de dois computadores com 1 Megabyte de memória cada, o museu do centro é muito direccionado para crianças, com muitas atracções desenhadas para a petizada. No entanto, ao ignorar a parte do museu em que se ouvem os gritos histéricos percebe-se que há muito para ver. Depois de um filme sobre a história da NASA vê-se uma colecção de objectos ligados à exploração espacial, desde as cápsulas (verdadeiras, que foram ao espaço e voltaram) dos programas Mercury, Gemini e Apollo até uma colecção de rochas recolhidas na superfície lunar, acompanhadas sempre de testemunhos de quem esteve, de facto, lá em cima. Antes disso tivemos de esperar muito muito tempo até apanharmos o autocarro que nos levaria à volta do complexo, onde vimos a já referida Sala de Comando, o Saturn V e um estábulo que parecia estar um nadinha fora do contexto, mas que contava com um búfalo com um par de chifres maiores do que os que John Terry deixou a Wayne Bridge.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDSnonpEz1I/AAAAAAAAAKM/OKSh0L6B3wE/s320/Dia+10+-+2.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491198161949347666" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se tínhamos planeado em fazer uma visita rápida ao centro e seguir para Nova Orleães, as seis horas que lá passámos mudaram ligeiramente os planos e já eram quase sete da tarde quando nos pusemos na estrada. No entanto não havia grande problema, visto que dali a Nova Orleães era um pulinho de seis horas. Como já fazia noite fomos pela auto-estrada, com uma paragem num sítio chamado Baton Rouge, que mais tarde percebemos ser a capital do estado do Louisiana. Depois de passarmos por um pub e o Lugo perguntar à empregada, a gaguejar, se serviam jantar, sendo redireccionados para uma pizzaria próxima e de nos repastarmos com um farto jantar concordámos que não há outra explicação para o fenómeno que presenciámos – desde a fundação da cidade que existe uma lei que dita que todas as raparigas feias sejam deportadas para Albuquerque ou coisa assim. Depois deixem a evolução trabalhar e o resultado é a cidade com a maior densidade de miúdas giras por metro quadrado que vimos até hoje – e sim, isto inclui Florença, Estocolmo e Copenhaga. A minha lista de “sítios onde viver um dia destes” acabou de ganhar o seu primeiro nome francês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDSnpiCvnYI/AAAAAAAAAKU/waQTzZhb3bA/s320/Dia+10+-+3.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491198177626267010" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí para a frente a viagem seguiu sem sobressaltos e incluiu uma demorada discussão sobre a demografia da cidade de Baton Rouge até à chegada a Nova Orleães. Depois de tentar três ou quatro motels diferentes lá nos contentámos com um cujo preço ainda era muito alto, mas que como tinha pequeno almoço e seria difícil arranjar mais barato nas redondezas acabou por ter de servir. Ficámos agradavelmente surpreendidos por duas razões – o quarto não cheirava a tabaco e era maior do que os três quartos anteriores todos somados, pelo que aproveitámos para recarregar baterias com um sono de para cima de oito horas. Maluquice.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-4563144828119244221?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/4563144828119244221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=4563144828119244221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/4563144828119244221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/4563144828119244221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/07/dia-10-43193-milhas-69512-km.html' title='Dia 10 – 4319.3 Milhas/ 6951.2 Km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDSnnV5ZPkI/AAAAAAAAAKE/wXkg7rOCx_o/s72-c/Dia+10+-+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-7869026628930133533</id><published>2010-07-05T07:38:00.000+01:00</published><updated>2010-07-06T08:19:03.563+01:00</updated><title type='text'>Dia 9 – 3946.7 Milhas/ 6351.6 Km</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo este dia pode ser resumido em cinco palavras – andámos mil milhas, côa breca! De longe o dia mais violento em termos de tempo na estrada, aproveitámos o facto de haver muito pouco digno de se ver no Novo México e não muito mais no Texas para ganhar terreno rapidamente, o que se tudo correr bem nos permitirá passar mais um dia numa cidade mais interessante, provavelmente Nova Orleães (nome que nunca na vida deveria ser traduzido, porque em português soa bastante palerma).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saímos de Santa Fé relativamente cedo, após um simpático pequeno almoço no centro da cidade, bem mais animado que na noite anterior. Em vez de seguirmos por auto-estradas desinteressantes em direcção a Houston decidimos fazer paragens estratégicas em sítios que, por uma razão ou outra, tinham algum interesse. A primeira destas paragens foi em Roswell, ainda no Novo México, cidade perto da qual supostamente um disco voador se despenhou algures nos anos setenta, matando toda a sua tripulação de seres de menos de metro e meio com olhos grandes e com quatro dedos em cada mão. Achámos por bem visitar uma espécie de museu, com uma colecção de recortes de jornais e de pessoas maluquinhas, juntamente com declarações de pessoas da cidade que juram a pés juntos terem chegado ao local do acidente antes das autoridades e terem visto as tais criaturas, juntamente com a nave em que estas viajavam. Depois de um almoço rápido seguimos viagem.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLP26Lt3gI/AAAAAAAAAJs/RF7iEVfcNsc/s320/Dia+9+-+1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490679437956341250" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De seguida seguimos mais uma série de estradas secundárias formadas na sua maior parte por linhas rectas, perfeitas para a matança do mosquito, actividade cujos resultados são perfeitamente descritos por todo um memorial no pára-choques do nosso carro. O destino era Odessa, uma terriola no meio do nada (há muitas destas no Texas) cujo único ponto de interesse era uma escola secundária, sobre cuja equipa de futebol americano e população típica da “Middle America” H.G. Bissinger escreveu o livro Friday Night Lights. Como tinha lido o livro há um par de anos pareceu-nos boa ideia parar para dar uma vista de olhos sobre a escola, que se mostrou mais moderna do que imaginava, mas cujo “estádio” pareceu bem menos impressionante do que o livro retrata.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLP3VrSSuI/AAAAAAAAAJ0/nJK8NDw7cww/s320/Dia+9+-+2.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490679445336509154" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As horas que se seguiram não têm grande história, uma vez que se passaram na estrada a caminho de Houston, com uma paragem numa cidade chamada Junction por ser precisamente a intersecção de duas estradas. Este pessoal não tem mesmo muito jeito para dar nomes a terras, facto que pode ser comprovado por haver uma terra chamada Las Vegas à saída de Santa Fé e outra chamada Denver City, a caminho de Odessa, ambos nomes de cidades situadas em estados vizinhos. Outro fenómeno interessante é a das duas Vancouvers que se situam uma a Norte outra a Sul de Seattle. Reza a história que o general Vancouver deu uma tareia nos índios que viviam a sua vidinha felizes e contentes no norte do Oregon e para celebrar tal feito deu à cidade o seu nome. Como o trabalho ainda não estava acabado foram seguindo para norte arreando em todos os índios que lhe passavam pela frente até chegar ao Canadá onde, suponho, encontrou uma cidade com mais índios para chacinar do que o normal. Depois de mais um feito heróico, em que com as suas carabinas e metralhadoras conseguiu derrotar uma série de tipos de pele vermelha equipados com paus, achou que também este local era merecedor de usar o seu apelido daquele dia em diante. Mal sabia ele que, mais de três séculos depois, tinha conseguido que pessoas pouco orientadas a caminho do Canadá acabassem no Oregon (o que não se deseja a ninguém), e vice versa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLP3skHEQI/AAAAAAAAAJ8/II4qr7CH0KU/s320/Dia+9+-+3.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490679451480428802" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após uma série de horas na estrada em que o principal acontecimento foi descobrir que o meu portátil tinha toda uma panóplia de episódios de séries como o How I Met Your Mother ou os Friends, que lá iam animando a coisa, lá chegámos a Houston por volta das três da manhã, onde arranjámos um quarto para fumadores, uma vez que era o único que se arranjava. Se o quarto para não-fumadores de Santa Fé parecia ter tido Fidel Castro como hóspede, este parecia ser povilhado regularmente com cinzas de uma ponta a outra pelas empregadas, uma vez que o odor era tão violento que quase tornava fisicamente impossível o acto de, como é que se diz, respirar. Como eram três da manhã e já andávamos a piscar os olhos desde San António lá adormecemos para um sono que certamente nos deixaria os pulmões no estado dos de alguém que fuma cinco maços por dia desde os três anos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-7869026628930133533?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/7869026628930133533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=7869026628930133533&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7869026628930133533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7869026628930133533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/07/dia-9-39467-milhas-63516-km.html' title='Dia 9 – 3946.7 Milhas/ 6351.6 Km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLP26Lt3gI/AAAAAAAAAJs/RF7iEVfcNsc/s72-c/Dia+9+-+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-8113547269103599686</id><published>2010-07-04T07:30:00.000+01:00</published><updated>2010-07-06T08:18:47.637+01:00</updated><title type='text'>Dia 8 – 2941.8 Milhas/ 4734.4 Km</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A decisão de passar a noite no Grand Canyon acabou por ser perfeitamente justificada, mas por pouco não foi tudo por água abaixo quando pus o alarme para as sete da manhã, pensando que o pôr do sol era às sete e meia. Acontece que era às cinco e meia, mas ainda não eram cinco e já a luz nos tinha acordado. O que se seguiu fez o 4 de Julho e as dores no corpo, de cima a baixo, serem pormenores quando comparados com o que tínhamos à frente dos olhos. Se na noite anterior me tinha parecido a imagem mais brutal que alguma vez tinha visto, com a luz do dia e o facto de todo o parque estar praticamente deserto fizeram-nos perder duas horas em silêncio a olhar para o desfiladeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLOyhUWbRI/AAAAAAAAAJU/-ywI8-Z7hV8/s320/Dia+8+-+1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490678263050562834" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que por muito espectacular que a vista fosse acabou por fartar, sobretudo depois de termos concordado que jogar ao “Ai se não fosse eu caías” era capaz de não ser boa ideia. Depois de ver tudo o que havia para ver seguimos caminho, comendo panquecas índias ao pequeno almoço. A principal diferença entre as panquecas índias e as panquecas não índias foi o facto de os empregados índios se limitarem a fazer o equivalente de nos tirar a carteira do bolso e remover uma quantidade obscena de notas de dentro da mesma sem pestanejar. Nos outros sítios em que tomámos o pequeno almoço, a empregada pelo menos era simpática, perguntava-nos se estava tudo bem e desejava-nos um bom dia. Para estes senhores parecia ser um sacrifício ir buscar um copo de café em troca de uma quantidade de dólares que daria para comprar um rim saudável num qualquer país da antiga união soviética.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLOy32c_4I/AAAAAAAAAJc/datYmWn5GOE/s320/Dia+8+-+2.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490678269099179906" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As próximas duas horas não estão lá muito presentes na minha mente, até porque foram passadas a recuperar o sono perdido na noite anterior, mas tudo correu nos conformes até chegarmos ao fantástico estado do Novo México. Sinceramente espero bem que o Velho México tenha mais piada do que o novo, porque não há muito para dizer. Almoçámos num pub noutro pedaço da route 66, numa cidade chamada Gallup (a sério, estes senhores começaram a atirar letras ao acaso quando ficaram sem nomes decentes para sítios), e depois de beber um café fizemo-nos de novo à estrada em direcção a Santa Fé, que as nossas informações garantiam ser o único sítio digno de visita neste estado.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLOzXAiiTI/AAAAAAAAAJk/6Zu4Xlt2uAI/s320/Dia+8+-+3.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490678277462985010" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eram cerca de cinco e meia da tarde quando chegámos a Santa Fé, e depois de arranjarmos um quarto que, sendo de não-fumadores, tresandava a tabaco de uma tal maneira que suspeitámos ter sido ali que tinha ficado Fidel Castro de férias quando o deixaram entrar no país, e como não havia charutos pelas redondezas foram quinze maços de Marlboro pelos pulmões dentro. Ainda a recuperar da noite anterior dormimos uma agradável sesta, e de seguida fomos jantar a um restaurnte mexicano, cuja qualidade culinária era agradável, mas que ficava muito abaixo da simpatia da empregada que nos sentou. Que era gira todos os dias. Pronto, está dito.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O centro da cidade mostrou-se engraçadote mas um pouco para o mortiço, visto ser véspera de feriado e não se ver muita gente na rua, e após uma volta estava tudo visto. Voltámos para o motel, onde ficámos meia hora a atirar uma bola de futebol americano de um lado para o outro, só começando a acertar em carros quando veio um aguaceiro, que claramente interferiu com a prática da modalidade. Quando nos fartámos (e reparámos que não tínhamos partido o vidro do quarto dos donos do motel por vinte centímetros), fomos dormir.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-8113547269103599686?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/8113547269103599686/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=8113547269103599686&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8113547269103599686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8113547269103599686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/07/dia-8-29418-milhas-47344-km.html' title='Dia 8 – 2941.8 Milhas/ 4734.4 Km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLOyhUWbRI/AAAAAAAAAJU/-ywI8-Z7hV8/s72-c/Dia+8+-+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3434425276665282525</id><published>2010-07-03T07:26:00.000+01:00</published><updated>2010-07-06T08:18:38.310+01:00</updated><title type='text'>Dia 7 – 2454.7 Milhas/ 3950.5 Km</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A saída de Las Vegas foi feita tarde e a más horas, visto que o conforto do leito que nos estava destinado atrasou consideravelmente a hora do acordar. Saímos pouco antes de o Uruguai-Gana ficar interessante em direcção ao Grand Canyon, com a ideia de lá chegar antes do pôr do sol, ver o que havia para ver e seguir viagem para Austin, no Texas, onde nos disseram haver interessantes celebrações do 4 de Julho, dia da declaração da independência desta gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLNPxI0DaI/AAAAAAAAAJE/BrfF3BlY8cE/s320/Dia+7+-+1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490676566490090914" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda a viagem foi passando sem grandes percalços, com uma paragem para almoço nessa bela localidade que é Kingman, que pouco tinha para além de um troço da Route 66, no qual escolhemos num diner quase tão descaradamente turístico como Veneza em Agosto. Rapidamente percebemos que chegar ao Grand Canyon com luz decente seria difícil, mas não perdíamos nada em tentar. Eram sete e meia da tarde quando chegámos ao primeiro ponto onde se via o dito cujo, e posso dizer que foi a vista mais impressionante de que me lembro. Apesar de normalmente não ter grande medo de alturas, quando olhei para baixo tremi um bocadinho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLNQLnO2uI/AAAAAAAAAJM/jAK2-TMc-4s/s320/Dia+7+-+2.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490676573596998370" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meia hora depois e estava noite cerrada, pelo que não conseguimos ver mais nada. Ao pararmos num restaurante, de computador portátil em riste para considerar as nossas opções, percebemos que teríamos de escolher entre ver o Grand Canyon como deve ser ou passar o 4 de Julho numa cidade decente. Depois de uma hora de deliberação, a escolha foi a de pernoitar num descampado qualquer por aqueles lados, acordar cedo e ver o sol nascer à medida que íamos avançando pela Desert View, a estrada que acompanhava o desfiladeiro. Como os estômagos já rosnavam e todos os restaurantes estavam a fechar acabámos por comprar uma pizza (que alimentaria, à vontade, sete italianos e três gregos) e duas garrafas de sprite (uma mexicana e uma belga), que levámos para o nosso descampado, escolhido a dedo entre toda uma panóplia de descampados que se apresentou à nossa frente.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite passou-se muito bem, olhando para um céu ainda mais visível do que duas noites antes e jogando ao jogo das estrelas cadentes, que acabou 5-5. De referir a qualidade estrutural do nosso Toyota Matrix, cujo tejadilho aguentou com dois mânfios em cima (um de cada lado, não há cá misturas) durante algumas horas, só estalando três ou quatro vezes. Com a ajuda das nossas sprites multiculturais, seguidas de uma garrafa de iced tea que trazíamos no carro desde Seattle fomo-nos entretendo com conversas sobre coisas como o sentido da vida ou as rotas migratórias do pinguim sul-africano, até se acabar o iced tea, em que aproveitámos para reclinar os bancos do carro e dormitar umas horitas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3434425276665282525?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3434425276665282525/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3434425276665282525&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3434425276665282525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3434425276665282525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/07/dia-7-24547-milhas-39505-km.html' title='Dia 7 – 2454.7 Milhas/ 3950.5 Km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLNPxI0DaI/AAAAAAAAAJE/BrfF3BlY8cE/s72-c/Dia+7+-+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-8219028736943352314</id><published>2010-07-02T07:19:00.000+01:00</published><updated>2010-07-06T08:18:29.668+01:00</updated><title type='text'>Dia 6 – 2165.6 Milhas/ 3485.2 Km</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do incomparável encanto da cidade de Ridgecrest, foi com algum alivio que dela fugimos tão rápido quanto possível. Pequeno almoço tomado e níveis de cafeína no sangue repostos, seguimos de novo a estrada que tínhamos percorrido duas vezes na noite anterior, desta vez sem parar até àquele que supostamente seria o sítio mais quente do Mundo – o Death Valley. Como é óbvio duvidámos de tal distinção, uma vez que a nossa Amareleja terá sempre uma palavra a dizer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de um par de horas a andar por estradas secundárias completamente cercadas por paisagens desertas acabámos por apanhar uma estrada que nos levava sobre uma montanha de cerca de dois mil metros de altitude, perdendo depois os mesmos dois mil metros até chegarmos ao nosso destino. Sem melhor maneira de descrever a temperatura que se sentia no vale, imaginem uma sauna completamente seca e juntem-lhe um sol resplandescente. O único termómetro que vimos marcava 48 graus à sombra, e a ausência de qualquer tipo de humidade tornava o ambiente completamente sufocante. Tirar a camisola só fazia sentir mais o sol na pele, enquanto que o ar condicionado do carro fazia o choque térmico que sentíamos ao sair do mesmo causar um pequeno ataque cardíaco. Enfim, um sítio simpático para assentar e criar uma família até porque, comparando com os 58 graus que ali fazem no pico do verão, o dia até estava fresquinho.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLLoP2t2cI/AAAAAAAAAIs/_K2v4qxMNT0/s320/Dia+6+-+1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490674788029290946" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passámos por Furnace Creek, supostamente o ponto mais quente do local mais quente do Mundo, mas onde os nossos amigos americanos acharam uma excelente ideia construir um campo de golfe. A passagem pelo Golden Canyon foi mais longa do que este merecia, visto que o Lugo decidiu ir em toda uma expedição ao ponto mais alto do dito calhau (a tradução portuguesa para “Canyon”), de chanatos e sem uma garrafa de água. Finalmente chegámos à Badwater Basin, o único ponto com um bocadinho de água neste vale durante o verão, água esta com uma quantidade de enxofre tal que a tornaria supostamente nauseabunda. Talvez por não sentirmos nada sem ser uma vontade de mergulhar numa piscina de cubos de gelo, não conseguimos cheirar nada, pelo que seguimos para um agradável passeio pelo tapete de sal que a corrosão das rochas circundantes acabou por criar no meio do Death Valley.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLLoavIJVI/AAAAAAAAAI0/PmeYquus9ho/s320/Dia+6+-+2.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490674790950249810" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após mais uma hora a conduzir sobre o outro lado do vale entrámos no Nevada, e rapidamente percebemos que este era o sítio onde o ridículo tinha sido inventado. A primeira localidade em que parámos, com o nome sugestivo de Pahrump, tinha mais casinos do que casas de banho. Apesar de tudo eu e o Lugo não nos queixámos, visto termos sido prendados com um almoço farto e muito bom, pelo qual não tivemos de sacrificar nenhuma parte do corpo, o que raramente tinha sido o caso nesta viagem. Sem muito mais para ver enchemos o depósito e seguimos em direcção a Las Vegas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recebidos como reis pelo contacto do Lugo, a primeira coisa que fizemos foi dormir uma piquena sesta, visto estarmos todos partidos e a temperatura do ar tornar impossível a prática de qualquer outra actividade. Depois disto vestimo-nos decentemente (uma camisa e um par de calças) e seguimos para o centro de Las Vegas. Há três actividades passíveis de serem feitas nesta cidade – jogar, beber néctares de frutas e observar coisas que vêm aos pares. Esta observação pode ser feita em casas construídas para esse efeito (casas essas que proliferam por toda a cidade) ou simplesmente na rua, onde regra geral andam perfeitamente à mostra. Como sou capaz de ter cerca de vinte cêntimos em meu nome decidimos que jogar seria palerma, pelo que passámos a noite a passear pelos casinos, degustando os tais néctares de frutos e jogando o mítico jogo do “verdadeiros ou falsos?”.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLLowxrV9I/AAAAAAAAAI8/9tPiGPKCyP8/s320/Dia+6+-+3.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5490674796866525138" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O veredicto é simples – Las Vegas é o sitio mais ridículo à face da terra. É impressionante como há pessoas que conseguem viver naquele sítio, já que todo o ambiente é sufocante, até por toda a dinâmica da cidade revolver em torno dos casinos. Nem que me pagassem o ordenado do nosso amigo Cristiano eu vivia nesta terra. Em resposta à questão colocada no fim do último parágrafo, quase exclusivamente falsos. Juro a pés juntos que fomos servidos num bar por uma catraia cujas... maçãs do rosto pesavam mais do que o resto do corpo, e que devem ter custado mais do que um T3 em Entrecampos. Como dá para perceber, não fiquei com uma boa impressão de Las Vegas, e não me importava nada de nunca mais lá meter os pés. Com esta decisão tomada voltámos a casa, onde dormimos o sono mais confortável da última semana.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-8219028736943352314?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/8219028736943352314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=8219028736943352314&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8219028736943352314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8219028736943352314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/07/dia-6-21656-milhas-34852-km.html' title='Dia 6 – 2165.6 Milhas/ 3485.2 Km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDLLoP2t2cI/AAAAAAAAAIs/_K2v4qxMNT0/s72-c/Dia+6+-+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-5882337730531946846</id><published>2010-07-01T06:34:00.000+01:00</published><updated>2010-07-06T08:18:18.876+01:00</updated><title type='text'>Dia 5 – 1854.4 Milhas / 2984.4 Km</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saímos de Los Angeles pela fresquinha com vontade de lá ficar por mais uns dias. Como já tínhamos visto o que havia para ver, apanhámos a I-5 durante os primeiros quilómetros, que mesmo sendo uma auto-estrada rasgava as montanhas como se não houvesse amanhã, dando origem a paisagens simpáticas e a um caminho que até dava um certo gosto conduzir. Foi também nesta estrada que nos cruzámos com o quinquagésimo pedaço de pneu no meio da estrada, o que levantou a questão “o que raio é que nós fazemos se um dos nossos pneus se decide desintegrar no meio do deserto?”,  questão que até hoje permanece sem resposta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDAiCkYmOEI/AAAAAAAAAIU/e3odsm7VgeI/s320/Dia+5+-+1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489925373286561858" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguimos portanto a auto-estrada até essa metrópole que é Porterville, onde atestámos o depósito de gasolina e os nossos organismos de cafeína antes de nos lançarmos pelo parque nacional de sequóias, onde era suposto haver... sequóias. Apesar de as vistas serem simpáticas, quilómetros e quilómetros passaram antes de vermos uma árvore, e quando estas apareceram tratavam-se claramente de pinheiros. Grandotes, mas pinheiros. Como é óbvio, visto estarmos a perder um dia de viagem por causa das sacanas das sequóias, isto levou-nos a toda uma pesquisa em guias da American Express, que nos revelou haver cerca de três florestas nacionais de sequóias nas redondezas, e que estávamos precisamente no meio da mais fraquinha. Voltar para trás não era propriamente uma opção, visto que já tínhamos andado durante duas horas por curvas e contra-curvas, por isso seguimos caminho, jurando a pés juntos dar um tiro a alguém caso continuássemos a ver pinheiros o resto do dia.&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pouco tempo depois de decidirmos ir ao Jardim Botânico quando voltássemos para ver árvores gigantes em condições, passámos por um sinal que anunciava a presença de um caminho com 100 sequóias gigantes. Eram cinco. Como a sequóia é um bicho com piada, sim senhor, mas sem muita variedade essas cinco chegaram para as fotografias da praxe. O mais impressionante foi um trio de sequóias que se entrelaçava de uma forma quase obscena até atingir uma altura impressionante. Uma pouca vergonha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDAiC7dWULI/AAAAAAAAAIc/Qgj56mFoeEM/s320/Dia+5+-+2.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489925379480506546" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A próxima paragem foi no Lake Isabella, possivelmente a poça de água mais estranha à face da terra. Sendo bastante grande e tendo-nos proporcionado uma agradável banhoca, tinha árvores verdejantes completamente submresas, assim como tubarões e corcodilos. Pelo menos era isso que o Lugo jurava a pés juntos. Mantendo um olho na família obesa que se banhava completamente vestida, uma vez que o nosso carro teve de ficar aberto com as chaves genialmente escondidas no porta-luvas, lá nadámos até nos fartarmos e percebermos que já se comia qualquer coisa. Um bar no meio do nada proporcionou-nos um simpático almoço e, sobretudo, toda uma série de jogos de snooker, da qual Lugo Vastos se retirou a meio para a mesa do lado “para treinar”. Deixo ao leitor o exercício de adivinhar quem ganhou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDAiDoO6xUI/AAAAAAAAAIk/pyb5h304aYA/s320/Dia+5+-+3.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489925391499576642" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A próxima paragem foi a fantástica localidade de Ridgecrest, onde a ideia era parar num café com internet para actualizar este blogue, parar numa loja para comprar uma caixa de seis garrafas de sumo de maçã e seguir para um lago que o senhor Google Maps dizia haver nas redondezas, de modo a pernoitar por lá. Feitas as duas primeiras actividades, seguimos viagem até percebermos que o lago estava vedado por ser usado por uma fábrica. Ainda pensámos em saltar a vedação, mas tivemos medo de voltar com três braços e treze dedos nos pés, pelo que procurámos uma pensão nas redondezas. A única pensão na cidade de Trona estava completamente ocupada pela equipa de produção de um filme, pelo que nos vimos obrigados a voltar a Ridgecrest, parando no caminho para , acompanhados por uma das tais garrafas de sumo de maçã, efectuar a actividade altamente heterossexual de olhar para o céu, completamente inundado de estrelas. Depois de passarmos meia hora a discutir sobre se a mancha que se via no céu era uma nuvem ou a via láctea lá arranjámos um quarto por trinta dólares, dez dos quais serviram claramente para a senhora alimentar o seu vício do tabaco, uma vez que era esse o cheiro predominante da nossa habitación. Após a visionamentalização de dois episódios de Friends que calhou estarem a passar na TV fomos dormir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-5882337730531946846?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/5882337730531946846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=5882337730531946846&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5882337730531946846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5882337730531946846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/07/dia-5-18544-milhas-29844-km.html' title='Dia 5 – 1854.4 Milhas / 2984.4 Km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TDAiCkYmOEI/AAAAAAAAAIU/e3odsm7VgeI/s72-c/Dia+5+-+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-2310447831651864791</id><published>2010-06-30T03:23:00.000+01:00</published><updated>2010-07-06T08:18:03.625+01:00</updated><title type='text'>Dia 4 – 1481.9 Milhas/ 2384.8 Km</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro dia sem conduzir desde Seattle começou cedo com uma corrida  pela praia, para desabituar os nossos traseiros da forma do banco do carro. Apesar de o tempo continuar pouco característico de Los Angeles a coisa até foi agradável. Daí seguimos para um pub, onde tomámos outro pequeno almoço mais indicado para um elefante do que para um ser humano enquanto acompanhávamos a desgraça que foi o jogo contra a Espanha, do qual me vou escusar a falar, uma vez que isto é um blogue de família, e rapidamente deixaria de o ser se eu começasse a falar do Capdevilla.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois do jogo fomos ter com uma amiga do Lugo Vastos, actriz de renome internacional que manterei (desta vez a sério) no anonimato, de modo a manter os stalkers longe da rapariga, pelo menos até a Lux decidir fazer um exclusivo sobre o assunto. Como tal, usarei o nome fictício de Rita Hayworth. Só porque sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCv8Ih17yBI/AAAAAAAAAIM/rMvWQJiv82g/s320/Dia+4+-+3.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488757794334820370" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rapidamente percebemos que pouca gente havia mais indicada para nos mostrar Hollywood do que, de facto, uma actriz. Desde Sunset Boulevard até aos Hollywood Hills, passando pelo sinal pequenito que tira quaisquer dúvidas sobre a localização do turista mais distraído, vimos basicamente tudo o que havia para ver. Vimos, aliás, um bocadinho mais, uma vez que entrámos por uma rua com um sinal à entrada a proibir a passagem, mas como a multa eram “só trezentos dólares” seguimos em frente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCv8IXjInWI/AAAAAAAAAIE/M6VZMi1DpN8/s320/Dia+4+-+1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488757791571615074" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passando por casas relativamente modestas e, pouco depois, pela casa de banho onde o senhor George Michael foi apanhado a cantar com a boca cheia (facto que a nossa guia turística fez questão de nos relembrar cerca de dezassete vezes), acabámos num café à conversa com o grupo de amigos da Rita, do qual faziam parte um actor americano, um actor italiano, uma actriz Israelita, os seios de uma actriz Israelita (a sério, eles tinham vida própria), um actor da Zâmbia que falava português, uma actriz alemã e um director de fotografia alemão, que trazia diversidade a um grupo de actores, actrizes e, vá, seios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na fila do café, enquanto espalhávamos o nosso portuguesismo entoando o bailinho da Madeira, trocámos três palavras com uma senhora que se começou a rir de nós e que o meu inexistente dom da escrita me impede de descrever como deve ser. Digamos que se os muçulmanos têm razão e o senhor Alá sabe o que é a vida, as quarenta virgens que estão à espera dos justos quando levam um tiro no meio dos olhos são todas iguais à senhora. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao voltarmos à mesa onde estavam os amigos da Rita percebemos que eles  não iam ficar por muito tempo e, durante as despedidas, a senhora gira todos os dias (é esse o nome que consta no passaporte dela) sentou-se na nossa mesa pensando que também nós nos íamos embora. O resultado foi acamarmos à conversa durante duas horas, depois de ela e a Rita se aperceberem de que faziam parte da mesma agencia. Como se não bastasse a senhora parecer saída de uma passagem da Victoria’s Secret, ou era estupidamente esperta ou disfarçava bem, visto que durante essas duas horas se falou de tudo e mais alguma coisa, desde a Cientologia até à cortina de ferro. Ficámos sem saber qual era o problema da senhora, uma vez que, como é sabido, o Senhor dá e o Senhor tira (tradução à bruta de um provérbio inglês). Aposto que tem um dedo grande do pé maior do que o outro ou coisa parecida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a noite a cair e a temperatura a descer a valores pouco típicos para a Califórnia despedimo-nos da Rita e da senhora gira todos os dias e voltámos para casa e fomos dormir, não sem antes o Lugo Vastos nos prendar com toda uma descrição do quão gira e interessante era a senhora gira todos os dias. Felizmente uma chapada na tromba bastou para ele se calar e adormecemos tão tranquilamente como possível.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-2310447831651864791?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/2310447831651864791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=2310447831651864791&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2310447831651864791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2310447831651864791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/07/dia-4-14819-milhas-23848-km.html' title='Dia 4 – 1481.9 Milhas/ 2384.8 Km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCv8Ih17yBI/AAAAAAAAAIM/rMvWQJiv82g/s72-c/Dia+4+-+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3690316321066173965</id><published>2010-06-29T03:07:00.000+01:00</published><updated>2010-07-01T03:22:58.338+01:00</updated><title type='text'>Dia 3 – 1441.4 Milhas/ 2319.7 km</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como só tínhamos nove horas de caminho pela frente acordámos por volta das oito da manhã, planeando sair da cidade antes das onze. Depois de um pequeno almoço à americana (que daria para alimentar cerca de sete famílias etíopes durante um mês), fizemos a visita a San Francisco mais rápida da história, subindo a um dos pontos mais altos da cidade, os Twin Peaks, de onde se tem uma vista de 360 graus sobre a dita. Infelizmente, como o tempo estava xôxo (termo técnico da área da metereologia) não se via a Golden Gate bridge, mas ficou combinado que quando voltássemos a Lisboa íamos a Alcântara e tirávamos uma foto sorridentes com a 25 de Abril atrás.&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCv7PFnrnyI/AAAAAAAAAHs/pLKjvAjkTt0/s320/Dia+3+-+1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488756807506304802" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atingimos as 1000 milhas à saída de San Francisco (que na verdade marcava 969.1, porque só nos lembrámos de pôr o conta quilómetros a zeros 30.9 milhas depois de sairmos de Seattle), o que motivou celebrações que duraram cerca de três segundos e que se resumiram a dois ou três gritos histéricos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCv7PhKmLJI/AAAAAAAAAH0/oySObCnf-i0/s320/Dia+3+-+2.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488756814900505746" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À medida que os quilómetros passavam, ora com praias que se estendiam por quilómetros ora por montanhas violentamente massacradas pela estrada, aproximávamo-nos de Los Angeles. Passámos pelo Big Sur sem perceber muito bem qual era o encanto, talvez por não termos entrado no parque e, sobretudo, por termos sido roubados à força toda para não ficar sem gasolina pelo caminho. Não tardou muito até chegarmos a San Luís Obispo, uma cidade tão empolgante que passámos por ela sem perceber que ela lá estava. Com o Lugo Vastos desesperado para regar o chamado urtigame lá parámos no primeiro aglomerado de establecimentos americanos que nos apareceu pela frente – tinha um Taco Bell, uma Pizza Hut, um McDonald’s e um Applebee’s num raio de 200 metros. Cada vez acho mais que estes restaurantes se reproduzem e acabam todos no mesmo sítio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCv7QK8a_iI/AAAAAAAAAH8/Wxg8ussj6sU/s320/Dia+3+-+3.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488756826115341858" /&gt;Daí  para a frente seguimos sempre pela 101 para evitar chegarmos a Los Angeles a horas impróprias, uma vez que o nosso contacto tinha de ir cedo para o trabalho no dia seguinte. Com o tempo a ficar cada vez mais xôxo lá chegámos a Venice Beach às oito e meia da noite, e enquanto o rapaz que nos ia dar chão para dormir não nos respondia aos telefonemas fomos dar umas voltas pela praia, onde tivemos sorte em voltar com a roupa no corpo e os dois rins no sítio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando o rapaz nos respondeu lá fomos ter a casa dele, onde juntamente com os vizinhos a noite se transformou numa piquena festa, animada por um xarope para a tosse dinamarquês que depressa tratou da minha constipação. Quando o pessoal se fartou do cumbíbio e se lembrou que se tinha de levantar cedo no dia seguinte para, vá, trabalhar fomo-nos deitar, por volta da uma e meia da manhã.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3690316321066173965?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3690316321066173965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3690316321066173965&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3690316321066173965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3690316321066173965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/07/dia-3-14414-milhas-23197-km.html' title='Dia 3 – 1441.4 Milhas/ 2319.7 km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCv7PFnrnyI/AAAAAAAAAHs/pLKjvAjkTt0/s72-c/Dia+3+-+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3711583436810057549</id><published>2010-06-28T06:46:00.000+01:00</published><updated>2010-07-06T08:17:22.797+01:00</updated><title type='text'>Dia 2 – 980.6 milhas/ 1578.1 Km</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao acordar, Newport mostrou-se quase tão animado quanto ao deitar. A pé às seis da manhã porque se avizinhavam catorze horas na estrada, tomámos o pequeno almoço num café ao pé do porto deserto, mesmo para um Domingo de manhã. Fotografia da praxe tirada e seguimos caminho, saindo de Newport às oito da manhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCra95pogGI/AAAAAAAAAHE/Ao9JwNwkRr8/s320/Dia2-6.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488439852886687842" /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem muito para ver à parte das vistas fomos seguindo caminho, chegando à fronteira com a Califórnia antes do meio dia. Interpelados por um agente da autoridade que nos perguntou se tínhamos fruta fresca respondemos obviamente que não, apesar dos dois sacos de bananas e maçãs e de uma caixa de morangos que tínhamos no banco de trás. Não se preocupe senhor leitor, que tanto eu como o Lugo Vastos fizemos figas quando respondemos, o que por lei nos isenta de quaisquer repercussões.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCrbQmESJzI/AAAAAAAAAHM/DQ9rFi_AqO4/s320/Dia+2-5.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488440174047274802" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegámos a Eureka, a terra com o nome mais genial de todo o sempre, por volta das duas da tarde, hora perfeita para dar uma volta pela cidade e almoçar. A questão que se seguiu, onde almoçar, foi imediatamente respondida por um senhor de uma heterossexualidade indiscutível, a quem o Lugo pediu indicações e que nos aconselhou uma casa de hamburgas de esquina, antes de lhe dizer que tinha uma linda voz e que devia experimentar cantar. Depois de mais dois minutos a dar-lhe música mandámo-lo dar uma volta e lá fomos almoçar. Como havia um Starbucks ao lado abastecemo-nos de cafeína e seguimos caminho.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi por volta desta altura que começámos os contactos  com a catraia que nos ia dar cama para dormir no dia seguinte, amiga de um amigo do Lugo que dava pelo nome (acreditem ou não, absolutamente verídico) de Roxanne Cu. Para ajudar à festa e, sobretudo, para me direccionar ainda mais para a piada javardola inevitável, a senhora convidou-nos para um barbecue, ao qual nós tentaríamos chegar a horas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCrbxcFBMPI/AAAAAAAAAHc/jgddAkqy6AA/s320/Dia+2-2.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488440738301686002" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os quilómetros que se seguiram depois de deixarmos a 101 e entrarmos na 1, que seguia junto à costa, foram os melhores que já tive a oportunidade de conduzir. Entre secções que pareciam tiradas de uma etapa do mundial de ralis, cortando pelo meio das montanhas, até vistas geniais para a costa passaram-se muitas e muitas horas, mas não nos queixámos, e duvido que o leitor o fizesse depois de olhar para a vista que tínhamos do nosso lado direito.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCrbiRvUIxI/AAAAAAAAAHU/9eZZxpGqDdo/s320/Dia+2-4.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488440477828260626" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o aproximar da noite, ficou claro que chegaríamos bastante atrasados ao barbecue da senhora Cu (cá está, era inevitável). A estrada continuou no mesmo espírito até ao fim, e a certa altura ficámos presos atrás de uma senhora que devia ter aprendido a conduzir há quinze dias, visto que a curva mais rápida que a vi fazer foi a dez milhas por hora (tipo 15 km/h). Depois de quinze minutos perdidos a olhar para a matrícula da senhora e de um par de sinais de luzes o jipe lá encostou para nos deixar passar. Para azar nosso e, suponho, irritação dela vimos a placa da fotografia abaixo assim que a ultrapassamos, o que nos fez dar meia volta para ir tirar um par de fotografias e ver as vistas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCrcC4nE7tI/AAAAAAAAAHk/NtJHkpIyx8I/s320/Dia2-1.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488441038018506450" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de ultrapassarmos a senhora mais uma vez lá seguimos pela estrada mais sinuosa à face da terra, com gatos, raposas e pássaros suicidas a atravessarem-se no caminho do Lugo, que os contornou com a perícia e audácia de um Marcus Gronholm. Chegámos a São Francisco às onze da noite,  passando pela ponte Golden Gate (que é basicamente uma cópia da nossa ponte 25 de Abril, escarrada e cuspida) e indo em direcção da casa da Roxanne, que o Lugo jurava a pés juntos ser, de um a dez, um oito – a julgar pela voz da senhora ao telefone. Infelizmente as expectativas saíram novamente defraudadas, pelo que estendemos os sacos-cama e nos fomos deitar para uma noite muito bem dormida.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3711583436810057549?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3711583436810057549/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3711583436810057549&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3711583436810057549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3711583436810057549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/06/dia-2-9806-milhas-15781-km.html' title='Dia 2 – 980.6 milhas/ 1578.1 Km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TCra95pogGI/AAAAAAAAAHE/Ao9JwNwkRr8/s72-c/Dia2-6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-9141614377615014367</id><published>2010-06-27T09:21:00.000+01:00</published><updated>2010-06-28T16:54:05.594+01:00</updated><title type='text'>Dia 1 – 368.2 milhas /  592.6 km</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na noite anterior combinámos sair cedo. Não tão cedo que adormecêssemos pelo caminho, mas (e passo a citar) “não às duas da tarde”. Saímos às três e meia. Bagageira e bancos de trás tão cheios de tralha que deixariam qualquer família cigana de boca aberta, partimos para aquele que seria um dos dias mais tranquilos, com apenas seis horas e meia de viagem de Seattle até Newport.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sair de Seattle foi muito estranho. Para começar, porque o caminho é exactamente o mesmo que fiz todas as semanas até ao aeroporto onde aprendi a voar, com a diferença  simples de continuarmos até... Miami. A estranheza vem sobretudo do facto de não planear voltar, pelo menos nos tempos mais próximos. Mas deixemo-nos de lamechices e passemos ao que interessa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de ultrapassarmos um pouco de trânsito ao passar por Tacoma e de seguirmos os primeiros de poucos quilómetros de auto-estrada saímos para a estrada 101, que nos levará quase até São Francisco. Com uma paragem planeada para Astoria, terra onde Steven Spielberg decidiu situar os seus “Goonies”, surgiu um desejo de molhar as mãos no Oceano Pacífico, que nos fez fazer um desvio até  um sítio chamado “Cape Disappointment”. O cabo em si não foi propriamente desapontante, mas o facto de nos termos perdido e andado vinte milhas em sentido contrário já o foi. Como tal, e com medo de não chegarmos a Newport a horas decentes, decidimos não parar em Astoria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TChb70CzRFI/AAAAAAAAAG0/HO-rZBKp7Fc/s320/photo4.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 229px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487737229091750994" /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguimos caminho até encontrarmos uma vista que não podia mesmo ser ignorada, onde parámos para tirar fotografias, esticar as pernas e, no meu caso,  regar a minha mão direita na urina de um qualquer caramelo que decidiu usar a pedra em que eu me debrucei como alvo. O melhor é que só me apercebi disto a meio da viagem, e como estávamos com pressa só consegui lavar as mãos à chegada a Newport.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TChcfNwTNKI/AAAAAAAAAG8/19mhMPZfi4w/s320/photo+3.jpg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487737837288895650" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes disso decidimos parar numa terriola chamada Lincoln City, que supostamente tinha uma praia simpática que convinha ver. Sucede que quando lá chegámos já eram onze da noite e estava relativamente escuro. Mesmo assim deu para ver que a praia devia ser engraçada e para perceber que a lua estava estupidamente grande. Mais meia hora na estrada e estávamos em Newport.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de vinte minutos à caça do motel mais barato lá escolhemos um que nos custou trinta e poucos dólares, um investimento sensível se olharmos para as 14 horas de viagem que se avizinhavam no dia seguinte. Instalados no quarto, que num qualquer filme americano teria o aspecto perfeito para um ataque de zombies ou a consumação de um caso extra-conjugal (dois, neste caso, visto que tinha duas camas), seguimos para um restaurante recomendado por um amigo, que esperámos encontrar a abarrotar, por ser Sábado à noite. Felizmente as nossas expectativas não se confirmaram, mas a companhia de um empregado holandês, de um cozinheiro mexicano e de uma empregada que tinha ar de se sentir ligeiramente desamparada, fez-nos perceber que Newport não era propriamente o ponto alto da vida social do Oregon, que já por si não é o estado mais empolgante para estes lados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com esta descoberta e os estômagos satisfeitos fomo-nos deitar, tendo pela frente uma quantidade obscena de horas de sono (para cima de quatro) antes da viagem do dia seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-9141614377615014367?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/9141614377615014367/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=9141614377615014367&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/9141614377615014367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/9141614377615014367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/06/dia-1-3682-milhas-5926-km.html' title='Dia 1 – 368.2 milhas /  592.6 km'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TChb70CzRFI/AAAAAAAAAG0/HO-rZBKp7Fc/s72-c/photo4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-7264907874073857648</id><published>2010-06-26T09:15:00.000+01:00</published><updated>2010-06-28T16:53:46.216+01:00</updated><title type='text'>Do Pacífico ao Atlântico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O título diz basicamente tudo o que o leitor precisa de saber. Os próximos posts serão uma descrição mais ou menos detalhada da viagem que dois marmejos, eu e um indivíduo que manterei no anonimato, usando o nome fictício de Lugo Vastos (o padre que o baptizou tinha um proglema na fala).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia é partir de Seattle no dia 26 de Julho, descer até Los Angeles e virar à esquerda em direcção a Miami, onde tenho bilhete de avião para o dia 9 de Julho. Munidos de um Toyota Matrix branco como a cal, de dois sacos-cama e de um iPhone (que se tudo correr bem nos safará quando os nossos dotes de navegadores nos falharem), a ideia é chegar ao fim inteiros e, de preferência, a horas para o meu check-in.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html;charset=UTF-8"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TChazCIZqdI/AAAAAAAAAGs/H_sBTcJaGPc/s320/Untitled.png" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487735978742884818" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se encontrar internetes todos os dias prometo actualizações diárias, senão prometo actualizações diárias na mesma, são é capaz de aparecer às três ou quatro de cada vez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-7264907874073857648?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/7264907874073857648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=7264907874073857648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7264907874073857648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7264907874073857648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/06/do-pac.html' title='Do Pacífico ao Atlântico'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/TChazCIZqdI/AAAAAAAAAGs/H_sBTcJaGPc/s72-c/Untitled.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-2715381256869794724</id><published>2010-05-30T22:03:00.007+01:00</published><updated>2010-05-31T09:27:25.778+01:00</updated><title type='text'>Está na hora...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... do post anual sobre o Festival da Canção! É verdade, temido por muitos, ansiado por dois ou três, esta tradição por si só seria suficiente para manter este blogue vivo e a estrabuchar. Antes de mais é importante sublinhar o facto de este ser o primeiro festival da Eurovisão que eu visionamentalizei longe da Europa. Como ver um certame desta magnitude sozinho no meu quarto roçaria o deprimente (e sei de fonte segura que o deprimente não aprecia ser roçado), eu e uma catraia sueca decidimos criar todo um evento em honra do dito festival, juntando gente de todómundo - até de Espanha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7uWCTeIv-Tc&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7uWCTeIv-Tc&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que melhor sítio para começar a minha análise do que a Espanha, que depois de trazer um marmejo vestido de Elvis no ano passado decidiu evoluir e trazer dois gémeos com duas igualmente vistosas trunfas, acompanhados pelo elenco do Feiticeiro de Oz e, a partir de certa altura, pelo tipo da audiência que saltou para o palco para se juntar à festa. O melhor disto tudo foi que ao princípio ninguém percebeu que aquele tipo com uns boxers na cabeça não devia estar ali, já que o resto da performance fazia quase tanto sentido como comer gelado de chocolate coberto de queijo roquefort.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De seguida, o prémio "estes gajos são os maiores" desta edição. Anteriormente ganho pelos britânicos Scooch (último lugar em 2007) que se apresentaram vestidos de assistentes de bordo e por uns alemões quaisquer que decidiram repetir a frase "We are the winners of Eurovision" trinta vezes antes de irem embora, este prémio é para o pessoal que vai à Eurovisão sem qualquer intenção de ganhar o que quer que seja. É no fundo para quem entra na competição pelo bilhete de avião e pelo champanhe à pala, e neste ano o justo vencedor parece-me ser Jessy Matador, com a "canção" &lt;i&gt;Allez Olá Olé. &lt;/i&gt;Peço que prestem especial atenção à letra, de uma profundidade notável:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cqpFUVAEhn8&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cqpFUVAEhn8&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digam o que disserem, qualquer coisinha é melhor que a senhora que os franceses trouxeram em 2009, que aparentava ter falecido há pelo menos cinco anos sem ninguém lhe ter dito nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por falar em britânicos, os eternos candidatos ao último lugar, este ano se havia coisa que não faltava era confiança. Josh Dubovie afirmou na noite antes do concerto acreditar num resultado entre os cinco primeiros. Após uma actuação que começou com o rapaz a sair do armário e de uma música tão mazinha tão mazinha que doía, confirmou-se o pior - 10 pontos, último lugar. Ironia das ironias, o Chipre - cujos representantes eram, nada mais nada menos, britânicos - acabaram com mais dezassete pontos, o que mostra o quão a Europa gosta dos bifes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BLiL-tRxhkE&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/BLiL-tRxhkE&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confesso que não foi preciso fazer um grande esforço para não ouvir a participação portuguesa antes da competição, mas fiquei agradavelmente surpreendido pelo facto de, ao contrário de basicamente toda a gente, ser cantada em português. As surpresas agradáveis ficaram-se, contudo, por aí. Para começar, uma música com o título "Há Dias Assim" nunca pode ser grande espingarda. Qualquer canção cujo título se assemelhe a uma frase de resignação do Sr. António da mercearia devia ficar confinada às últimas faixas do álbum "É a Vida", de preferência após o terceiro &lt;i&gt;single&lt;/i&gt; "Cá Estamos". Não ajudou à festa a descoberta de que a catraia que escolheram para representar o peito ilustre lusitano tenha subido ao "estrelato" após ganhar... o Família Superstar. Nada contra a rapariga, se ignorarmos o belo do vibratto de queixo até se safa mais ou menos, mas ganhar um concurso que tem por júris os Anjos e a Clara de Sousa não é propriamente coisa para se pôr no currículo. Para melhorar ligeiramente as coisas a música que a fizeram cantar, para além de parecer saída da banda sonora de um qualquer filme da Disney, inclui as palavras "Quem te me levou roubou-me a alma". E fiquemos por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/suSFvA3xkR0&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/suSFvA3xkR0&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, vamos ao que interessa - a nota artística. Uma das principais razões para a existência desta competição, que de "festival da canção" só tem mesmo o nome. Apesar de tudo foi um ano fraquinho, não se comparando às colheitas de 2005 e 2006, em que as participações de Israel e da Ucrânia deixaram meio Mundo (a metade com pêlos na cara, menos a dona Joaquina) de queixo caído. No entanto, no início a coisa parecia bem encaminhada com a actuação do Azerbaijão, que nos brindou com Safura, provavelmente a única miúda gira num raio de 250km. E fizeram eles muito bem, o povo agradece. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Bw1zXW8qYCI&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Bw1zXW8qYCI&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coisa esmoreceu imediatamente, ou não tivesse a Espanha actuado logo de seguida, mas recuperou parte do fôlego inicial com a bastante positiva actuação da Geórgia. Seguiram-se a actuação da Roménia, um assim assim, e a da Ucrânia que desapontou por duas razões. Para começar, os olhinhos da rapariga eram claramente os de quem estava sob o efeito de qualquer coisa decididamente não destinada a ser consumida por seres humanos. Para ajudar à festa, a pirralha apresentou-se com uma capa de cabedal sobre o vestido, removendo a capa durante a actuação mas incompreensivelmente optando por deixar o vestido quieto. Para além disso, a música em si (aspecto claramente secundário) coloca-a naquela linha ténue entre o "não canta um traseiro" e o "é alternativo", chegando ao fim antes de se conseguir perceber em que lado da linha caiu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/syGRTJXmbhM&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/syGRTJXmbhM&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vencedora do prémio "É Só Saúde" (ou qualquer outro piropo que conste no Manual do Trolha, 2ª edição) do festival da Eurovisão 2010 é claramente a actuação da Arménia, que conseguiu juntar o agradável ao agradável, tirando máximo proveito dos seus dotes, vamos lá, vocais. Apreciemos então a riqueza melódica e poética (o segundo par de argumentos mais apelativo desta senhora, sendo o primeiro naturalmente os seus magníficos globos oculares) da actuação da Arménia. De notar o plano artístico com que o realizador nos decide brindar assim que o velhote do pífaro se cala:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ErDkipQUsCQ&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ErDkipQUsCQ&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contados os votos ganhou a Alemanha, com a entrada que mais vai contra aquilo que é o verdadeiro espírito do festival Eurovisão - uma catraia que não faz propriamente parar o trânsito e que, pasmem-se, até canta qualquer coisinha com uma música decente e sem palhaços dançantes ou asas nas costas (ver actuação da Bielorússia). Enfim, basicamente o mais empolgante que a Alemanha consegue trazer ao Mundo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="640" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UmOeISUYXuI&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UmOeISUYXuI&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais um ano que passou e o festival da Eurovisão mantém-se igual a si mesmo - tão mau, tão mau, tão mau que é bom. Nota final para a quantidade de gente que achou absolutamente necessário o uso da máquina de vento este ano. Não houve alminha que saísse do palco sem levar uma rajada na tromba. Devia estar em promoção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o ano há mais, algures na Alemanha. Se tudo correr como o previsto, lá teremos o puto que ganhou o programa do Goucha a representar as nossas gentes... Pelos vistos continuo a ser o único a exigir a presença dessa lenda viva do nacional-cançonetismo que é José Cabra neste certame internacional. Um dia hão de te me te ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-2715381256869794724?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/2715381256869794724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=2715381256869794724&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2715381256869794724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2715381256869794724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/05/esta-na-hora.html' title='Está na hora...'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-1886593294878006574</id><published>2010-05-19T21:20:00.003+01:00</published><updated>2010-05-19T22:14:41.235+01:00</updated><title type='text'>Os Parabens (mais um sem acentos)</title><content type='html'>Fiz anos na semana passada. Recordo com saudade os tempos em que quem me dava os parabens era o pessoal que se lembrava, de facto, que eu tinha nascido uma quantidade de anos antes naquela data. Essas pessoas variavam de ano para ano, mas geralmente incluiam a minha familia mais proxima, os meus amigos e colegas de escola e a minha prima Maria Barbara, que de certeza que se senta num cadeirao depois de jantar, pega num caderninho com as datas de nascimento de toda a populacao portuguesa e passa o resto da noite a fazer telefonemas. E digo isto por nao fazer a minima ideia de quem seja a minha prima Maria Barbara, a nao ser o facto de possivelmente ser minha prima.&lt;br /&gt;Hoje em dia, contudo, as coisas mudaram ligeiramente. Recebi mensagens de parabens, entre outros, de um marmejo italiano com quem troquei exactamente 27 palavras, de um marmejo da minha escola em quem deixei exactamente 27 nodoas negras e de uma catraia polaca que me adicionou no Skype porque precisava de ajuda nos trabalhos de casa de portugues ha dois anos, e que portanto nunca vi na vida. Ainda melhor, grande parte das mensagens de amigos ingleses ou americanos incluem desejos de parabens personalizados... em castelhano. Sinceramente, e sem querer parecer pobre e mal agradecido, se nao sabem de que parte da peninsula iberica sou, nao vale a pena darem-me os parabens. Ja me chega a prima Maria Barbara.&lt;br /&gt;Gostava de acreditar que o crescimento da populacao que me da os parabens nada tem a ver com o facto de o Facebook nos lembrar dos aniversarios de todomundo, mas como possuo uma capacidade intelectual ligeiramente superior a de um esquilo em coma, nao me cheira que seja o caso. Mas valeu a pena tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes senhores sao pessoas estranhas. E nao estou a falar de americanos, para variar um bocadinho, mas de engenheiros. Ha uma semana um professor conseguiu falar durante 20 minutos sobre um foguete que voou durante exactamente 20 segundos. Ora bom, posso estar a exagerar um nadinha, mas parece-me comparavel a uma rapariga chorar durante semanas sobre um namoro de tres dias. E todos sabemos que isso nao acontece.&lt;br /&gt;Entre outras coisas estranhas que caracterizam os engenheiros, para alem da falta de capacidade de comunicacao com outros seres humanos, e a capacidade de fazer alguem adormecer em menos tempo do que a dose diaria maxima recomendada de valium. E e neste ponto que comeco a ficar preocupado. Tive de fazer uma apresentacao no outro dia, e uma das coisas que normalmente faco e escolher alguem na audiencia e monitorizacionalizar o seu estado de consciencia a medida que vou falando. Se comecarem a dar sinais de adormecimento, adianto um bocadinho a coisa e fecho a loja. Ora bom, apos as quatro palavras que passaram pelas minhas cordas vocais antes de fazer a minha decisao, ja o escolhido estava imerso num sono profundo.  Escusado sera dizer que a coisa nao correu bem depois disso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o assunto do momento - e se nao e devia ser. As escolhas de Queiroz. Ora bom, o senhor embirrar com o Quim eu ainda percebo. A coisa correu mal com o Brasil e o rapaz levou seis na pa, e capaz de ter dito uma ou duas coisas que nao devia, e o Eduardo e um bom guarda-redes. Agora por onde raio e que anda o Joao Moutinho?! E quem e que deixou o Ricardo Costa entrar outra vez? E o Miguel Veloso, que ja nao joga pela seleccao desde o tempo em que ainda so tinha de comprar um bilhete de aviao? O que mais me inquieta e, contudo, o facto de o mais proximo que temos de um substituto do Deco ser... o Tiago. Nada contra o Tiago. Ok, quase nada contra o Tiago, mas Deco e coisa que o rapaz nao e. E verdade que nem ele nem o Carlos Martins, mas se o senhor consegue fazer de Aimar a epoca inteira, era capaz de se safar razoavelmente bem, desde que trabalhasse no sotaque durante o estagio.&lt;br /&gt;Fora isso, a coisa parece-me razoavel. A cena dos centrais e mais ou menos indiferente, desde que estejam la dois, o resto pouco importa. A unica coisa que me preocupa e o Ricardo Carvalho, que nos ultimos tempos tem passado mais tempo lesionado do que de pe, mas se e para aquecer o banco tanto serve o Ze Castro como o Paulo Madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, peco desculpas por nao dizer nada ha um mes, mas ha trabalho a mais e sono a menos. Eu ate prometia um esforco durante o Verao, mas parece que este ano nem Verao vai haver. Espero que as esporadicas edicoes de posts do tamanho de volumes do Senhor dos Aneis cheguem para satisfazer o meu leitor e tres quartos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos e abracos,&lt;br /&gt;Ginete&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-1886593294878006574?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/1886593294878006574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=1886593294878006574&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1886593294878006574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1886593294878006574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/05/os-parabens-mais-um-sem-acentos.html' title='Os Parabens (mais um sem acentos)'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-5842590002653790119</id><published>2010-04-18T07:38:00.003+01:00</published><updated>2010-04-18T11:28:28.939+01:00</updated><title type='text'>Velhos...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha geração tem o mau hábito de negar tudo o que as gerações que nos precederam fizeram. Quando as coisas correm mal, ouve-se por vezes dizer que "parece que estamos nos anos 60". Não querendo referir nomes, um amigo meu que normalmente ostenta um manjerico no alto do seu metro e meio leva esta prática a um extremo, louvando a plenos pulmões o que é "moderno". A ideia deste post é, por muito desinteressante que soe, pôr esta ideia no devido contexto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos anos 60 o homem pisou a lua. Nos anos 70 passou a ser possível ao comum dos mortais voar ao dobro da velocidade do som. Nos anos 80 chegou o vaivém espacial e nos anos 90 Marte passou a ser uma alvo não muito distante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E assim chegamos até hoje. Nada contra hoje, entenda-se, mas parecemos mais interessados em "inventar" carros eléctricos (que já cá andam desde os anos 30... do século XIX), a fazer um escândalo sobre alguém que espirre muito alto, contribuindo para o aquecimento global, e a inventar doenças mortíferas com nomes de espécies animais avulsas sempre que a indústria farmacêutica precisa de um subsídio de Natal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No século XX o Homem pôde orgulhar-se de se ter desenvolvido mais do que no resto da sua história, chegando onde antes apenas se tinha sonhado chegar. A esse desenvolvimento atribuem-se previsões de bases em Marte em 2010 ou viagens a Júpiter no ano 2000. No entanto, houve uma altura em que fizemos aquilo que melhor sabemos fazer - contentarmo-nos com o que temos. Quarenta anos depois de aterrar na lua pela primeira vez, a "humanidade" contenta-se em inventar redes sociais de todos os tamanhos e feitios e servidores de partilha de vídeos, e parece que o único sítio a que quer chegar é ao teclado de um computador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daqui a 50 anos, quando andarmos apanhados das cruzes como se tivéssemos sido atropelados por um autocarro, podemos pegar num livro de história em que naquelas barras cronológicas haverá um vazio entre 2000 e 2010. E se alguém for criativo o suficiente para se lembrar de qualquer coisa para lá pôr, mais valia ficar quieto. Se algum miúdo ficar incrivelmente excitado porque em 2001 a Toyota introduziu o primeiro carro híbrido merece apanhar um calduço no meio da nuca, o que o levará a ter de procurar os globos oculares num raio de 50 metros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O facto de todo o santo miúdo a sair de uma escola secundária querer ir para economia ou gestão é o exemplo mais óbvio disso. Não digo que não haja quem vá para economia ou gestão porque é isso que quer fazer da vida. Mas em grande parte dos casos é pura e simplesmente um caso de falta de ambição - não da ambição de "ser rico", essa não conta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumindo e concluindo, o meu pedido à pessoa e meia que ainda lê esta coisa é simples - façam pela vida. Levantem a cabeça, e depois usem-na. Ponham alguém em Marte. E depois Júpiter. Acima de tudo, pelo amor de Deus, deixem de se contentar com o medíocre, uma vez que cada vez mais parece ser esse o adjectivo que vem sendo imprimido nesta geração. Eu provavelmente acabarei por ser medíocre porque não tenho jeito para grande coisa, mas pelo menos usarei os anos de vida que me foram reservados a tentar não o ser. Felizmente nem toda a gente tem a mesma desculpa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo, uma vez que foram pessoas da idade dos vossos avós que fizeram tudo o que está descrito neste post, tenham um bocadinho de respeito. Se não fossem eles não estávamos onde estamos. Duvido que os nossos netos possam dizer o mesmo de nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para terminar (que já é tarde e o post já vai longo), uma frase do senhor Bruce McLaren, piloto neo-zelandês que formou aquilo que eventualmente se tornou na equipa de Fórmula 1 com o seu nome. É verdade, este post já se estava a aproximar perigosamente do nível de um e-mail em cadeia, creio ser esta a estocada final.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[sobre a morte de um companheiro de equipa num acidente] &lt;i&gt;"The news that he had died instantly was a terrible shock to all of us, but who is to say that he had not seen more, done more and learned more in his few years than many people do in a lifetime? To do something well is so worthwhile that to die trying to do it better cannot be foolhardy. It would be a waste of life to do nothing with one’s ability, for I feel that life is measured in achievement, not in years alone."&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-5842590002653790119?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/5842590002653790119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=5842590002653790119&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5842590002653790119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5842590002653790119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/04/velhos.html' title='Velhos...'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3687488230548336413</id><published>2010-04-12T21:56:00.003+01:00</published><updated>2010-04-18T07:37:41.323+01:00</updated><title type='text'>Cafe (aviso previo - este teclado nao tem acentos)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seattle e capaz de ser a cidade que mais cafeina consume a nivel mundial. Por uma serie de razoes - historicas, uma vez que foi em Seattle que abriu, nos remotos dias (para os padroes americanos)  de 1971, o primeiro Starbucks; demograficas, visto que ao juntarmos a quantidade ridicula de universidades que proliferam em torno da cidade as sedes de empresas como a Boeing, a Microsoft ou a Amazon obtemos uma quantidade consideravel de gente que depende de cafeina para sobreviver como um automovel necessita de Sem Chumbo 95. No entanto, e mesmo com estas razoes bastante validas, a ligacao desta gente a cafeina nao deixa de impressionar. Conheco duas pessoas que dizem nao beber cafe - uma delas e alema e culpa as dores de cabeca, a outra e Mormone e o cafe e contra a sua religiao (assim como alcool, cha ou tabaco). Fora isso, todas as outras centenas de pessoas com quem me cruzei nesta terra se apresentam regularmente com um copo de cafe ou uma lata daquelas bebidas energeticas com o dom de provocar um ataque cardiaco instantaneo a um cavalo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas ultimas vem-se tornando particularmente populares nos ultimos tempos, especialmente em epoca de exames, onde nao importa propriamente o que entra no organismo de qualquer estudante, mas sim a quantidade de materia que se consegue enfiar nos nossos tres neuronios funcionais antes dos exames. Eu, sinceramente, mantenho-me fiel ao meu cafe, porque sabe bem e porque gostava que o meu coracao durasse pelo menos tanto tempo como os meus pulmoes, que se eu continuar a mexer em fibra de carbono como nos ultimos tempos, nao durarao mais de 15 dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O post de hoje e, no entanto, uma analise mais profunda a cultura americana do cafe. Em Portugal (e em grande parte da Europa) ha o galao, a bica e a chamada meia de leite. A bica pode ser curta, cheia ou piiin...gada (como dizia o senhor do cafe ao pe de minha casa, acentuando o "pin" como se se tratasse de uma campainha daquelas dos correios. Outro promenor interessante do dito senhor era possuir uma unha do dedo mindinho consideravelmente maior do que as outras nove, o que a tornava uma excelente ferramenta na altura de descolar autocolantes, desfazer nos e manter a higiene das cavidades oricular, nasal e bucal, se tudo correr bem nao por esta ordem).  Por estes lados, o que e dificil de encontrar e a bica. De resto ha lattes, mochas, macchiatos (ou macchiati se forem italianos e esquesitos), breves, drips e americanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem querer perder tempo a explicar no que consistem todos os outros (vao a Wikipedia e desenrasquem-se), penso que urge fazer uma analise a essa estupidez profunda que e o americano. Basicamente, o cafe que esta gente bebe ao pequeno almoco e cafe de filtro (o chamado drip), estupidamente aguado mas que nao requer uma maquina de cafe. Nao sabe a nada, mas esta gente parece contentar-se com pouco. E tambem o cafe mais barato que se pode comprar no starbucks ou coisa parecida. O conceito do "americano", por outro lado, e espectacularmente estupido - basicamente esta gente da-se ao trabalho de tirar uma bica (implicando a tal maquina relativamente cara) e depois dilui a dita bica em agua. O resultado e, mais coisa menos coisa, um cafe de filtro pelo dobro do preco. Ora digam la se esta gente nao tem jeito para a parvoice.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em conversa com uma catraia extremamente americana, fez-se luz na minha avaliacao dos americanos. Ha duas coisas que esta gente sabe fazer bem. A primeira (e mais obvia) e chegar a um sitio algures no globo, dizimar tudo o que mexe e ir embora em menos de uma semana. E certo que para limpar a confusao que fazem nao tem tanto jeito, e ha muitas provas disso, mas esse merito ninguem lhes tira. A segunda e convencer o comum dos mortais de que sabem muito mais do que de facto sabem. Esta gente tem o dom de falar com alguem que e incrivelmente mais inteligente do que eles e que sabe muito mais do assunto em causa e faze-los sentir estupidos. Por uma razao muito simples - e assim que se arranja um curso universitario por estas bandas. O sistema universitario americano faz com que isto seja possivel, e a imagem do vendedor de automoveis americano que se ve nos filmes e surpreendentemente verdadeira, uma vez que e isto que lhes ensinam na escola. A parte mais dolorosa desta situacao para quem tem de trabalhar com americanos e a impossibilidade obvia de dizer a um americano que ele fez qualquer coisa mal, independentemente do quao obvio isso seja. O instinto natural, provavelmente inscrito no ADN, leva-os a entrar em toda uma espiral defensiva que comeca por nos convencer que eles nao fizeram nada de errado e evolui para nos convencer de que fomos de facto nos a meter agua. Fora isto, e tudo gente boa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abracos,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3687488230548336413?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3687488230548336413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3687488230548336413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3687488230548336413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3687488230548336413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/04/cafe-aviso-previo-este-teclado-nao-tem.html' title='Cafe (aviso previo - este teclado nao tem acentos)'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-1291365718994426286</id><published>2010-03-21T07:17:00.004Z</published><updated>2010-03-21T08:50:24.664Z</updated><title type='text'>Voar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca fui um talento natural nestas coisas. Na verdade, nunca fui um talento natural em coisa nenhuma, mas é melhor deixar esta reflexão para uma outra altura. Quando aprendi a conduzir não deixei propriamente o meu instrutor preplexo com as minhas capacidades inatas. Até há três ou quatro anos não me tinha apercebido de que também era canhoto a jogar à bola, uma vez que o meu pé esquerdo era tão inútil como o direito. Se lerem os primeiros posts deste blogue perceberão também que não nasci para escrever. Por estas e por outras razões, aprender a voar pareceu-me uma excelente ideia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira aula parece ter sido há meses, mas foi há pouco mais de quatro semanas. O desconforto do cockpit minúsculo, claramente desenhado com vista a um exército de pilotos anões, os pedais de leme que não fazem sentido nenhum e, sobretudo, a postura do instrutor, impávido e sereno, sem a mínima preocupação ou nervosismo por estar no lugar do pendura de um avião minúsculo pilotado por um maçarico. Mas a primeira impressão é que tudo é surpreendentemente fácil. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quartro semanas depois, a coisa muda um pouco de figura. Não é fácil. Mas ver o mundo de cima tem a sua piada. E vale a pena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Portugal (e, que eu saiba, no resto da Europa) os carros da polícia e ambulâncias não podem ter as sirenes ligadas a partir de uma certa hora da noite. Nos Estados Unidos, parece-me que a lei dita o oposto - a partir da meia-noite, os carros da polícia, bombeiros e ambulâncias são obrigados a ligar a sirene extra estupidamente forte que é montada especificamente para essa ocasião. Em lado nenhum do Mundo as autoridades sentem uma necessidade tão grande de anunciar a sua presença. Qualquer intervenção policial, que em Lisboa seria resolvida pelo chefe Silva e o seu imponente bigode, envolve por estes lados um mínimo de três carros, todos com luzes de quatro cores que se vêm a quinhentos metros de distância. Antes das férias do Natal, um pobre rapaz que tinha provavelmente levado com os pés da namorada (que se chamava Krystal ou um qualquer outro nome de stripper) estava pacatamente sentado à porta de uma das residências a chorar com um poster com os dizeres "Krystal I love you". Cinco minutos depois chegam três carros de polícia de sirenes e luzes ligadas para tratar da situação. Não sei qual dos extremos faz mais sentido, mas um meio termo era agradável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história está feita de exemplos de altruísmo. Grande parte dos heróis que o mundo admira ganharam esse estatuto por actos que não fazem sentido ao comum dos mortais por serem desprovidos de qualquer benefício próprio. A razão para isso é tão simples quanto dura - nós somos egoístas, não prestamos. Qualquer demonstração do contrário é de louvar. Talvez não fosse má ideia começarmos a funcionar com os papéis trocados. As coisas eram capazes de funcionar melhor se o egoísmo deixasse de ser banal e passasse a ser condenado. Infelizmente, o mundo de hoje em dia parece alimentar-se do egoísmo do tal comum dos mortais. E até o comum dos mortais se aperceber disso ou o mundo encontrar outro sítio onde se alimentar, é assim que temos de ir sobrevivendo. E sim, este é o momento RFM deste post. Vale a pena pensar nisto. Ou então nem por isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-1291365718994426286?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/1291365718994426286/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=1291365718994426286&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1291365718994426286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1291365718994426286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/03/voar.html' title='Voar'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-293737114659839321</id><published>2010-03-01T09:31:00.004Z</published><updated>2010-03-01T10:29:37.350Z</updated><title type='text'>A eterna questão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando cheguei ao Colégio Planalto era um pirralho de 9 anos, e só de lá saí com 18. Apesar de a minha progenitora ter adquirido hábitos e sotaques característicos da linha de Cascais em tempos recentes, a minha família nunca foi propriamente muito data a esquesitices no que toca à etiqueta. Talvez por isso, ou talvez por achar tudo isso uma parvoíce pegada, sempre me fez um bocado de comichão chegar às 4 e 20 (a hora do chamado toque) e ao encontrar mães de colegas meus em direcção à saída lhes ter de chamar "tia", ser tratado por você e não ter muito bem a certeza de quantos beijinhos dar à senhora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma década volveu e ainda não percebi o código do beijinho, mas sempre tive a sensação de que o Mundo conspirava contra mim. Sempre que estendia a cara para o segundo ficava invariavelmente pendurado, mas sempre que ficava quieto, impávido e sereno, depois do primeiro a senhora investia para a segunda parte - aí, e ao tentar salvar a situação, acabava sempre por embater contra a pobre senhora com uma força que, não provocando dor, estravazava claramente os trâmites do normal beijinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo que me contaram um dia, a coisa evoluiu como é hábito destas coisas de modas quotidianas - as senhoras de bem sentiram necessidade de se diferenciar da plebe (os colares de pérolas e os lenços de seda não chegavam) e com esse intuito introduziram a moda do beijo único, que apesar de soar ligeiramente à PREC é basicamente o oposto disso, uma dinâmica mais "levas um e já gozas". No entanto, e como tudo na vida, alguns anos bastaram para que a moda do beijo único se espalhasse não so pela gente de bem mas também pela gente-que-não-era-de-assim-tão-bem-mas-que-queria-à-força-ser-de-bem (peço desculpa pela justaposição, mas teve mesmo de ser). Ora as senhoras de bem não acharam grande piada à coisa e portanto, suponho que depois de uma Convenção Nacional das Senhoras de Bem (CNSB), decidiram revogar a lei do beijo único e voltar à prática do beijo duplo, com a votação histórica de 55 votos a favor, 32 votos conta e três abstenções, uma delas da senhora Maria de Jesus Champalimaud de Bragança, que tomou um valium a mais e adormeceu ainda a votação ia a meio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje em dia, como as pessoas perderam a conta de quem é de bem e de quem não é de bem, a coisa está um bocado indefinida, o que deixa as pessoas-que-não-são-de-bem-e-que-não-têm-quaisquer-intenções-de-serem-de-bem, como eu, bastante confusas. Como tal, e como eu estou neste Mundo com o puro e simples intuito de espalhar o amor (estou muito anos 60 hoje), desde há uns anos que quem me dá um beijinho leva outro, quer queira quer não. Foi a maneira pouco elegante mas suspreendentemente eficaz que encontrei para contornar a eterna questão - beijo único ou beijo duplo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se é sentimento único, mas é impressão minha ou corre tudo bem ao Benfica? Para além de ganhar basicamente jogo sim, jogo sim (com uma ou outra excepção), até as outras equipas parecem fazer o que os benfiquistas querem. 6 milhões de portugueses torceram para que o Porto ganhasse ao Braga há quinze dias e surpresa das surpresas - cinco na pá. O mesmo Futebol Clube do Porto, uma semana depois, com os mesmos 6 milhões contra ele, consegue levar três de um Sporting a cair de morto. Das duas uma, ou alguma coisa mudou em relação aos últimos 15 anos ou isto é bom demais para ser verdade... Esperemos que seja a primeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para terminar, o Mundo não anda bom do juízo. Primeiro o terramoto no Haiti, agora o mesmo no Chile. Decerto que teremos algum génio a relacionar o facto de a terra não parar de tremer com o aquecimento global, uma vez que pelos vistos é essa a razão para todos os males que vão acontecendo... De qualquer das maneiras é preocupante. Especialmente quando acontece em países onde o número de mortes é multiplicado pela falta de resposta e auxílio imediato. O que me faz pensar o que aconteceria se voltasse a acontecer uma brincadeira destas em Lisboa, especialmente agora que a coisa mais parecida com o Marquês de Pombal que por aí anda é presidente do Sporting...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beijos (dois) e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-293737114659839321?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/293737114659839321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=293737114659839321&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/293737114659839321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/293737114659839321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/03/eterna-questao.html' title='A eterna questão'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-1849649472159563116</id><published>2010-01-29T22:31:00.006Z</published><updated>2010-01-29T23:34:35.494Z</updated><title type='text'>As noivas de Sto. António</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade, mais um post inspirado por uma discussão nascida no Facebook, mais concretamente de uma animada troca de ideias entre mim e duas personagens, Filipa Tomilho e Catarina Correios (nomes fictícios, por forma a proteger as respectivas identidades), sendo que esta última se encontra em vias de se casar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após Catarina Correios ter partilhado com o resto da comunidade do Facebook ter "ficado noiva" no sábado passado (usando o verbo "ficar" com a naturalidade de quem diz "fiquei presa no elevador" ou "fiquei sem luz a meio da novela"), Filipa Tomilho procedeu a invocar essa instituição quase tão antiga como José Hermano Saraiva, ou até à própria humanidade - as noivas de Sto. António.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece-me um escândalo que, em cinco anos de proglemas, ainda nunca me tenha debruçado sobre este assunto, sobre o qual tanto há para dizer. Criados por uma qualquer mente brilhante nos idos de mil nove e cinquenta e oito, os Casamentos de Sto. António tornaram-se uma instituição mais que estabelecida na sociedade portuguesa quando passaram a ser alvo de toda uma transmissão televisiva, concedendo a todas as senhoras nascidas antes de 1820 a possibilidade ímpar de passar cinco horas por ano enxovalhando (e estou a ser simpático no uso do verbo enxovalhar) todo e qualquer pormenor da cerimónia, começando pelas comidinhas do mítico copo d'água na Estufa Fria, e acabando invariavelmente nas carinhas (regra geral não exactamente larocas) de cada uma das noivas. Acredito sinceramente que este dia é um dos pontos altos do ano para qualquer velhota com mais de 190 anos nascida em Portugal, e talvez até na Madeira. Outro aspecto interessante deste evento é o facto de, de quando em vez, a sua transmissão televisiva contar com a apresentação de nomes como Merche Romero ou Helena Coelho, que meses antes figuravam nas capas de publicações de renome artístico como a FHM ou a Maxmen, o que ajuda sempre a vincar o teor religioso de toda a cerimónia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num plano mais pessoal, nunca percebi qual é a ideia de transmitir um casamento de uma vintena de casais que 99% da população portuguesa não conhece de lado absolutamente nenhum na televisão. Sinceramente, ir ao casamento de um primo afastado que já não vejo desde que sujava o babete a comer a sopa já é mau que chegue. Mais, em toda a minha vida sou capaz de ter achado piada a cerca de um casamento e meio - o do António Polónio (de novo, nome fictício) e o copo d'água do de um primo meu, visto que o meu pai se perdeu no caminho para a igreja e quando lá chegámos já a missa tinha terminado há uma boa meia hora. Salvo raras excepções, sempre que me convidam para um casamento a minha reacção é igual à de quando a minha mãe me diz que tenho de ir ao supermercado comprar canela em pau - o chamado "tem mesmo de ser?".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de tudo, aquilo que desde sempre mais me fascinou sobre as noivas de Sto. António não é a cerimónia religiosa, mas sim a cerimónia civil. O princípio é óbvio - laicidade do estado e tal e coiso - mas se ver uma série de estranhos contraindo matrimónio numa igreja já é o que é, ver uma série de estranhos no conservatório do registo civil a assinar um papel (leram bem, a assinar um papel) ganha toda uma nova dimensão de estupidez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não querendo generalizar, tenho a sensação de que todos estes sentimentos são partilhados por grande parte dos seres humanos com menos de 190 anos, o que me leva a uma conclusão - a única razão plausível para a SIC ou a RTP continuarem a transmitir os casamentos de Sto. António todos os anos, ainda por cima num feriado Municipal, em que os outros canais estão a passar filmes do calibre de "Sozinho em Casa 4" ou "Um Porquinho Chamado Babe 2" é a quantidade inquietante de senhoras com mais de 190 anos existente em território nacional. E na Madeira. É um facto estatístico que as senhoras vivem mais do que os homens, e é possível que os casamentos de Sto. António tenham alguma coisa a ver com isso. Sem dar por isso, a Câmara Municipal de Lisboa é capaz de ter nas suas mãos o elixir da velhice eterna. Ou então tudo isto é uma tremenda estupidez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão que fica no ar é a seguinte - agora que o casamento entre "pessoas do mesmo sexo" já é uma realidade (ou quase), para quando os Noivos de Sto. António? Parece-me um conceito vencedor. Não sei se alguém partilha isto comigo, mas eu ligava a televisão para ver o senhor António Serzedelo (presidente dessa outra grande instituição que é o Opus Gay) assinar um papel antes de se dirigir até à estufa fria de braço dado com o seu companheiro de vida, que seja quem for nunca terá um bigode que chegue aos calcanhares do senhor Serzedelo. O que deixa bem claro quem é o homem da relação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/S2NudBS6PpI/AAAAAAAAAGk/TGELiyYHhzM/s320/highres_8351791.jpeg" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432307020381961874" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-1849649472159563116?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/1849649472159563116/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=1849649472159563116&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1849649472159563116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1849649472159563116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/01/as-noivas-de-sto-antonio.html' title='As noivas de Sto. António'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/S2NudBS6PpI/AAAAAAAAAGk/TGELiyYHhzM/s72-c/highres_8351791.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-5704446768818255100</id><published>2010-01-26T07:47:00.002Z</published><updated>2010-01-26T07:50:09.239Z</updated><title type='text'>Vampiros</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Pegando na deixa do Sr. Nuno Markl, provavelmente o cidadão português com mais piada desde que o Herman José deixou de se dar ao trabalho de escrever, sinto-me obrigado&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;a perguntar – qual é a cena dos vampiros? Só me apercebi da dimensão disto quando fui a Lisboa pelo Natal, mas a verdade é que de há uns meses para cá o pronunciar da palavra “Vampiro” provoca reacções anatómicas inexplicáveis em raparigas de idade compreendida entre os catorze e, vamos lá, os vinte e dois anos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Para já, e pelos vistos, os vampiros são “mesmo giros”, “todos bons” ou até, em casos mais extremos, “uns pães”.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Não sei se sou o único, mas no meu tempo os vampiros eram feios todos os dias, maus como as cobras e tinham uma tendência para, como é que se diz... Comer pessoas, sem limpar posteriormente os cantos da boca, apresentando-se invariavelmente com estes cheios de sangue. Não sei bem quando é que os vampiros passaram a ser sex symbols, mas seja como for cheira-me a pantuminice. Mais ou menos como quando a Luciana Abreu se deitou uma inocente catraia e acordou uma actriz de filmes para adultos. A dinâmica é a mesma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Outro fenómeno interessante é a quantidade de miúdas de catorze anos que usa a palavra “crepúsculo” com a mesma frequência que usa o pronome pessoal “eu”, sem fazer no entanto ideia do que este significa, produzindo quantidades industriais dos chamados predigotos (o aparelho nos dentes não ajuda) e regra geral acertando ao lado na fonética, acabando no “querpúsculo”, “crespúquelo” ou até no genial “quercúspulo”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;A mensagem que quero passar é a seguinte – por favor arranjem qualquer coisa para acalmar essas hormonas que já não se pode ouvir falar em vampiros para aqui, vampiros para ali. A gerência agradece.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Longe vão os tempos em que o hi5 era um sítio civilizado. Muito antes de ser invadido por PIFE’s de 12 anos com estrelinhas e letras cor-de-rosa por tudo o que é lado. Durante algum tempo temi que o Facebook descesse por esses caminhos, mas por enquanto nada disso se confirma. Tem as suas coisas irritantes, como o FarmVille ou aquela cena das almofadas (que me parece extremamente palerma), mas como as PIFE’s ainda não podem colocar arco-íris ou ursinhos no seu perfil, a coisa vai-se aguentando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Há, no entanto, uma praga, em tempos típica do ai cinco, mas que infelizmente se começa a alastrar ao facebook – as declarações de amor. O “murais” são, caro leitor, cada vez mais comparáveis àquelas avionetas que de vez em quando aparecem na praia, com uma tela atrelada com os dizeres “Amo-te Irina”. E a minha pergunta é a seguinte – os meninos e as meninas não têm telemóveis? E mesmo que não têm, não podem partilhar os vossos sentimentos pelo vosso/a fofuchinho/a no dia seguinte na escolinha? É mesmo preciso fazer com que, cada vez que eu entro no facebook, tenha de ler que o Pedro Matias da Cruz ama intensamente a Mafalda Andrade e Coutinho?! O que é que os leva a querer que mais alguma alminha, para além do Pêpê e da Mafaldinha, quer saber do quão vocês se amam?&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Deixo já claro, preto no branco, que a resposta é não. Portanto façam o favor de se abster, para além de emitir guinchinhos irritantes cada vez que se fala em vampiros, partilhar o quão amam o vosso namorado de longa data (para cima de 15 dias), tá bom? Mais uma vez, a gerência agradece.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-5704446768818255100?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/5704446768818255100/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=5704446768818255100&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5704446768818255100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5704446768818255100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/01/vampiros.html' title='Vampiros'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3219173895765334960</id><published>2010-01-12T07:31:00.003Z</published><updated>2010-01-12T07:37:12.725Z</updated><title type='text'>A outra relatividade</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Ao embarcar em mais um voo de 18 horas para a terra onde chove quando não neva (e neva quando não chove), uma rapariga, com ar e sotaque claramente americanos mete conversa comigo e pergunta se vivo em Nova Iorque (o destino do tal voo). Respondo-lhe que não, que vou para Seattle. A conversa evolui no sentido óbvio e trocamos nomes de universidades. Habitualmente, ao dizer onde estudo a reacção é de surpresa, provavelmente por ser uma das melhores escolas do país e por eu não ter um ar muito inteligente. Neste caso a coisa não correu da mesma maneira – acontece que a dita rapariga era uma aluna de primeiro ano na Universidade de Princeton, que não é &lt;i&gt;uma &lt;/i&gt;das melhores do pais. É &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; melhor do pais. A conversa continuou animadamente durante para cima de sete minutos, até ela se sentar algures na fila onze e eu reparar que o meu lugar era na vinte e três. Despedimo-nos com um “até já”, mas como tinha dormido pouco na noite anterior, só a vi à passagem pelo controle de passaportes, que para mim demorou mais hora e meia do que para ela, por ser americana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário do que o caro leitor possa pensar, a ideia desta história não é partilhar com o mundo a minha habilidade (inexistente) para meter conversa com raparigas em portas de embarque, mas sim notar a outra relatividade – não a do senhor simpático de bigode, mas sim a inoportuna e chata relatividade das coisas que dizemos a estranhos. Com as notáveis excepções de “sou astronauta”, “descobri a vacina para a SIDA” ou “sou ditador de um pais de terceiro Mundo” há poucas afirmações que possam ser consideradas universalmente boas ou inequivocamente más, pelo menos hoje em dia. Qualquer coisa que digamos pode causar reacções perfeitamente opostas em pessoas com origens e destinos diferentes, o que se torna essencial em situações como entrevistas de emprego, jantares com pessoas mais ou menos importantes ou até simplesmente meter conversa com a catraia que nos precede na fila para o embarque (uma tarefa tão nobre como qualquer outra). A solução pode passar por ficar calado, escolha da qual sou apologista, mas é também verdade que as probabilidades de voltar a ver a miúda/director(a) de recursos humanos/pessoa mais ou menos importante na vida caso a coisa dê para o torto são basicamente nulas. Já a figura de parvo ao dizer, quase com orgulho, que estudo engenharia aeronáutica a uma ambientalista ninguém ma tira. Na cabeça dela, assim que abri a boca cresceram-me dois corninhos, uma barbicha e um tridente na mão...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;É possível que esteja um pouco atrasado e que todos os outros 11 milhões (e uns trocos) de portugueses já tenham dado a sua opinião sobre os casamentos homossexuais ou, como pelos vistos se diz em português corrente, casamentos entre &lt;i&gt;pessoas do mesmo sexo&lt;/i&gt;. Antes de mais, não percebo qual é a ideia de terem de inventar um novo nome para coisas que já têm nomes perfeitamente aceitáveis, mas isto já é uma luta antiga, que remonta ao tempo da doença das vacas loucas.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Posto isto, parece-me chamar a este assunto uma questão de igualdade de direitos é uma parvoíce pegada. Ninguém impede duas &lt;i&gt;pessoas do mesmo sexo&lt;/i&gt; de se casarem. Só não podem é casar uma com a outra, visto que a definição de casamento é essa mesma – um contrato entre duas pessoas de géneros diferentes, vulgo um homem e uma mulher ou José Castelo Branco e qualquer outro ser animado. Se a questão é a de &lt;i&gt;pessoas do mesmo sexo&lt;/i&gt; que vivem juntas poderem ter certos benefícios fiscais e estatutos legais que pessoas casadas já têm, não me parece que seja essencial criar um contrato para que isso se verifique. Basta conceder esses benefícios e estatutos a quaisquer duas pessoas que vivam juntas. Mas se insistem em ter um contrato que junte legalmente duas &lt;i&gt;pessoas do mesmo sexo &lt;/i&gt;não me parece que venha assim tão grande mal ao Mundo. As coisas começam a tomar outros contornos se se pensar sequer na possibilidade de esse contrato alargar o conceito de família e se vá ao ponto de conceder aos tais “casais” de &lt;i&gt;pessoas do mesmo sexo&lt;/i&gt; o direito de adoptar crianças. Isto por uma razão muito simples – o conceito de família é uma das bases da sociedade moderna e já é posto em causa suficientemente por um conjunto de estilos de vida “pós-modernos”, que a julgam desnecessária e folclórica. Curiosamente, estes estilos de vida estão associados, pelo menos na sua origem, a &lt;i&gt;pessoas do mesmo sexo&lt;/i&gt; e a &lt;i&gt;pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo&lt;/i&gt;, o que torna toda esta questão deveras irónica. Por fim, a questão da adopção é uma questão lógica. Se fosse suposto duas &lt;i&gt;pessoas do mesmo sexo&lt;/i&gt; terem uma criança a seu cuidado, então Deus, a evolução ou qualquer que seja o mecanismo de definição do ser humano com o que o leitor se identifica ter-se ia encarregue de o fazer acontecer antes de nós o forçarmos através das chamadas “leis dos homens”. Por toda a natureza existem criaturas hermafroditas, se nós não o somos por alguma razão é... Até porque isto perdia a piada toda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Peço desculpa por um post tão sério, mas estou num assento de avião com espaço para as pernas pequeno demais para um recém-nascido, em que tenho de partilhar o descanso para os braços com um senhor indiano cujo pai é certamente um dos pioneiros da aviação dessa economia em crescimento. Todos estes factores se juntam para não permitir que o meu neurónio com piada funcione como deve ser. Por isso apresento desde já as minhas desculpas...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3219173895765334960?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3219173895765334960/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3219173895765334960&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3219173895765334960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3219173895765334960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/01/outra-relatividade.html' title='A outra relatividade'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-2396709007895258382</id><published>2010-01-03T21:50:00.003Z</published><updated>2010-01-03T23:49:49.179Z</updated><title type='text'>Um ano fraquinho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não querendo entrar na rotina politicamente incorrecta de dizer mal de um defunto, a verdade é que 2009 foi um ano fraquinho. Se quisermos nomear três acontecimentos chave do ano que agora terminou, teremos de nos comentar com a morte de Michael Jackson, com meio terramoto e um resfriado. E isso diz muito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Porto foi campeão outra vez, o Benfica despediu o treinador outra vez e o Sporting, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;surpreendentemente&lt;/span&gt;, lá se livrou do tipo do risco ao meio. Houve três eleições a que toda a gente ligou quase tanto como à taça da Liga, e cujos resultados foram tão inesperados como a ementa da noite de Natal. Caíram três ou quatro aviões, pessoal continuou aos tiros nos sítios do costume e políticos continuaram a berrar uns com os outros dia sim dia sim, até decidirem juntar-se em Copenhaga para berrar um bocadinho mais do que é hábito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Morreram Michael Jackson, Patrick &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Swayze&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Brittany&lt;/span&gt; Murphy e  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Bobby&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Robson&lt;/span&gt;, mas ressuscitaram os Ídolos em versão revista, com dois apresentadores sem jeitinho nenhum e com juízes do calibre de Pedro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Boucherie&lt;/span&gt; Mendes, que percebe tanto daquilo como eu dos rituais de acasalamento do pinguim sul-africano. É um facto que Cláudia Vieira adiciona todo um encanto à coisa, mas assim que abre a boca perde a piada toda. Passaram-se mais cerca de 37 novelas da TVI sem que ninguém tenha dado conta, já não deixam a Manuela Moura Guedes fazer a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;peixeirada&lt;/span&gt; do costume à sexta-feira e os Gatos Fedorentos continuam a ser o que ainda safa a televisão neste país... Com a ajuda do Cinco para a Meia-Noite, que tem potencial para ter bastante piada, mas que infelizmente já não vejo desde o verão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de tudo, 2010 está com bom ar. Não há eleições, o que é um bom começo. Há campeonato do Mundo de futebol e Jogos Olímpicos de Inverno, que sempre servem para nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;distrair&lt;/span&gt; durante um mês ou outro. Se tudo correr bem a gripe dos porcos há de deixar de fazer metade das primeiras páginas, e a outra metade deixará de ser partilhada pelos escândalos do Primeiro Sócrates e pelas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;calinadas&lt;/span&gt; dos seus Ministros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se houver alguém lá em cima com mão neste Mundo o Benfica será campeão, não teremos de ouvir o Paulo Bento falar todos os fins-de-semana e alguém arrancará aquele microfone da cara da Cláudia Vieira. Deixem-na estar caladinha que é isso que ela faz bem. Finalmente, esta criatura que vos escreve arranjará tempo para escrever mais do que um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;post&lt;/span&gt; por mês. Se calhar. Se tudo correr bem...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, um bom 2010 para todos os (dois) leitores &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;relativamente&lt;/span&gt; assíduos deste &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;blogue&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-2396709007895258382?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/2396709007895258382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=2396709007895258382&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2396709007895258382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2396709007895258382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2010/01/um-ano-fraquinho.html' title='Um ano fraquinho'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-8831916586164504775</id><published>2009-11-13T18:33:00.004Z</published><updated>2009-11-27T09:56:02.543Z</updated><title type='text'>Dia de Acção de Graças (Ação de Graças para os palermas que acham piada ao acordo ortográfico)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os americanos fazem qualquer coisa por um feriado. É essa a conclusão a que chego depois de ter passado o dia inteiro a comer que nem um romano (sem a parte da regurgitacionamentalização). Sinceramente, não nos podemos queixar - somos provavelmente o país europeu com mais feriados ao longo do ano, especialmente no mês de Junho, que é basicamente ele próprio um feriado. Por cada santinho temos um dia de ronha, nem nos lembramos dos dias exactos dos feriados, e quando me dizem que no dia seguinte é feriado e eu pergunto "por alma de quem?", por norma a resposta é "sei lá..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por este lado do charco, as coisas são ligeiramente diferentes. De todos os feriados que estes senhores celebram, três fazem sentido - o Natal, para vender árvores e meias, o dia do trabalhador e o dia dos Veteranos, o feriado da assinatura do armistício da Segunda Guerra Mundial. Daí para a frente é tudo inventado, e o conceito do Dia de Acção de Graças parece-me o mais forçado de todos - a ideia é tirar o dia para agradecer as coisas boas que nos caem do céu. E comer desenfreadamente, ou não fossem estes senhores americanos... O feriado é móvel por razões óbvias - é complicado escolher um dia no meio de trezentos e sessenta e cinco que esteja mais qualificado para mostrar gratidão do que os outros trezentos e sessenta e quatro, e a única razão para ser colocado na terceira quinta-feira de Novembro é para lembrar o pessoal menos acordado que está na hora de fazer a árvore de Natal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar disto tudo, a coisa funciona. Num país com menos de três séculos e constituído por uma mistura completamente aleatória de gente com origens tão diferentes como o México e o Japão, o Gana e o Vietname ou a Alemanha e a Áustria, e sem história que se veja para providenciar uma identidade nacional, são pequenas coisas como a bandeira, o presidente (mesmo quando este possui a capacidade intelectual de um sofá) e o Thanksgiving que os fazem ter orgulho em serem americanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para além disso, é o único dia do ano completamente dedicado à família. Quando saí à rua hoje, para apanhar o autocarro até à casa da minha família "adoptada", não se via ninguém. A cidade inteira ou estava em casa dos pais com a família, ou estava a caminho. No país onde a tradição é olhada de lado, há uma mão cheia que não mostram sinais de se poderem perder. Talvez o facto de esta envolver famílias inteiras reunidas na mesma sala a comer como se não houvesse amanhã e a ver futebol na televisão ajude à coisa, mas mesmo assim é bom saber que nem tudo se perde. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando comecei a ver futebol como deve ser (sem perguntar ao meu pai se éramos os de vermelho ou os de azul), a baliza do Benfica estava entregue. Michel Preud'homme de seu nome, provavelmente o melhor guarda-redes da história do clube, mesmo com a concorrência de Bento, Costa Pereira e... Carlos Bossio. O último grande jogo da carreira de Preud'homme, se a memória não me engana, foi na velhinha Luz contra o Porto. O senhor, do alto dos seus 40 anos, defendeu tudo e mais alguma coisa. Se o Drulovic e o Zahovic tivessem mais uma semana para tentar marcar, Preud'homme continuaria a dizer "não vai dar". Parecia fácil, um homem de pouco mais de um metro e oitenta (e mais baixo do que eu - medo) a voar de um lado ao outro da baliza como se nada fosse. Mas a verdade é que o senhor tinha 40 anos e já não tinha idade para segurar as pontas da equipa por muito mais tempo, e portanto decidiu retirar-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O substituto imediato tinha por nome Sergei Ovchinnikov, era russo, tinha um rabo de cavalo e não era grande espingarda. Num dos períodos mais negros da história do Benfica, houve vários jogadores de quem eu me lembro por serem tão maus tão maus tão maus que até doía. Mas houve dois de quem me lembro por serem dois génios perfeitamente incompreendidos no meio de tanta confusão. O primeiro é Karel Poborsky, o mago checo que dispensa apresentações. O segundo é Robert Enke.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer leitor interessado saberá (ou poderá saber facilmente) a história da morte do jogador alemão, por isso não me vou alongar sobre o assunto. Sinceramente, contudo, tenho muitas dificuldades em compreender como algum com o talento de Robert Enke e com o percurso do guarda-redes alemão pode entrar num estado de depressão de tal maneira forte que possa levar ao suicídio. Segundo a senhora Teresa, os esforços para o fazer sentir melhor passavam (entre outras coisas) por tentar convencê-lo de que a vida não era apenas futebol. É um facto que, depois do Benfica, a carreira de Robert não cumpriu as expectativas, provavelmente por culpa do Barcelona, que à época mal conseguia ganhar um par ou ímpar, quanto mais um campeonato. No entanto, qualquer jogador se conformaria com um lugar no banco de suplentes de uma das maiores equipas do Mundo. Depois de um par de anos emprestado voltou à Alemanha, onde se lembrou que sabia jogar a bola. Estava prestes a defender as cores do seu país no Mundial de 2010. Não consigo compreender o nível de exigência para consigo próprio que alguém tem de ter para achar que tudo isto é motivo para alguma coisa que não orgulho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade que a morte da filha foi um ponto acrescido a tudo isto, mas segundo a mulher do guarda-redes não foi isso que despoletou o problema, para aborrecimento das porteiras deste Mundo, que bramiam "Já viste o pobre do rapaz, morreu-lhe a filha e matou-se!" O problema parece ser maior do que esse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer maneira, e não querendo associar-me a multidão de pessoas a elogiar o rapaz pelas suas "qualidades humanas" sem nunca o terem visto na vida, só me ocorre uma coisa. És grande, Robert. Dos que eu vi jogar com os meus olhos, foste o melhor entre os postes. É pena que para ti não tenha sido suficiente. Descansa em paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma nota final para toda a nação lusitana - e não se preocupem, não sou ambicioso ao ponto de pensar que a nação inteira vai ler isto. Não sou ambicioso, aliás, ao ponto de pensar que alguém vá ler isto, mas não perco nada em tentar. Deixem a gripe dos porcos em paz. Arranjem outra coisa com que se entreter e para abrir os telejornais - é uma constipação! Sinceramente pensei que a coisa morresse mais tarde ou mais cedo, mas mesmo quando o Mundo inteiro se acalmou e percebeu que um resfriado não vai causar a extinção da raça humana, continua tudo a precisar de trocar de calças com a mesma frequência com que desinfecta as mãos, tal é o medo de apanhar a sacana da gripe dos porcos. Ah, e pelo amor de Deus chamem-na pelo nome. Gripe A, ou "gripá", a natural evolução de um termo que já foi dito cerca de um milhão de vezes a mais, é pura e simplesmente parvo. Qual é a ideia? Ok, existe Hepatite A porque também existe Hepatite B e C e por aí fora até à Hepatite P, em honra da actriz americana Pamela Anderson, que as tem quase todas. Mas qual é a ideia de darem uma letra a esta gripe, quando as outras todas têm nomes bastante mais interessantes, como a gripe dos pássaros, a gripe sazonal ou a minha favorita, a gripe espanhola. Sinceramente, se me chamarem porco são capazes de apanhar na trombeta, mas chamem-me espanhol e não se levantam mais até à Páscoa. Ou vice-versa, se forem maiores do que eu ou saibam uma daquelas artes marciais irritantes... Enfim, tenho a certeza de que vou escrever mais sobre este assunto que tanto me agasta, mas a moral de história é simples - arranjem outra coisa qualquer para se entreterem (e escutas telefónicas não contam, que essas já aborrecem) e quando tiverem mesmo de falar sobre o assunto, chamem-na pelo nome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-8831916586164504775?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/8831916586164504775/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=8831916586164504775&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8831916586164504775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8831916586164504775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/11/dia-de-accao-de-gracas-acao-de-gracas.html' title='Dia de Acção de Graças (Ação de Graças para os palermas que acham piada ao acordo ortográfico)'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-1873102901904559523</id><published>2009-11-03T20:58:00.006Z</published><updated>2009-11-03T21:48:09.132Z</updated><title type='text'>Um momento historico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E verdade, desde o inicio dos problemas que nao tinha deixado passar um mes sem escrever nada. Ate hoje. Para compensar, levam com mais uma das minhas tentativas de bater o recorde de caracteres num unico texto, pertencente como e obvio ao nosso amigo Tolstoi. Mas sem acentos, porque nao temos ca disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TPC. Trabalhos de casa. Trabalhos para casa. Chamem-lhe o que quiserem, mas estou em crer que essas obras do demo sao um dos maiores flagelos da historia da humanidade, la em cima com a peste bubonica e (a julgar pelas gordas dos jornais) a gripe dos porcos. Ja nao tinha trabalhos de casa desde o 9o ano (os esforcos do prof. Pena ao perguntar quando lhe dava na gana quem e que tinha feito os TPC, independentemente de ter marcado alguma coisa ou nao, nao contam) e de repente, no terceiro ano da faculdade, tenho 20 exercicios para fazer a cada cadeira todas as semanas. O argumento de que os trabalhos de casa obrigam os alunos a estudar todas as semanas para cada cadeira e valido. Mas isso e so uma maneira de estudar. Sinceramente, nao vejo qual e a diferenca entre estudar todas as semanas um pouco ou "rever" em duas semanas toda a materia. Enquanto que no nono ano faz sentido forcar os alunos a tomar o primeiro caminho - a tentacao para um miudo de 16 anos e nao fazer nada todas as semanas e nao estudar de todo antes do exame - um aluno universitario sabe (ou deve saber) como funciona melhor. Eu sei que consigo tirar boa nota a um exame se estudar que nem um animal duas semanas antes, e nao me importo de o fazer, desde que nao tenha de fazer trabalhinhos de casa irritantes todas as semanas... Enfim, sei que vou levar com comentarios de professores irados, mas nao ha uma maneira ideal de aprender. Assim como nao ha uma forma ideal de ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Halloween nao correu bem. Nada bem. Para comecar, o fato de piloto da forca aerea que encomendei ainda nao chegou (para os menos atentos, o Halloween foi no Sabado passado). Para ajudar a festa, neste pais de oportunidades e-me negada a oportunidade de frequentar qualquer tipo de establecimentos em que se sonhe sequer existir algo parecido com uma bebida alcoolica. Tal restricao limitou desde logo a escolha do que fazer no dia em questao. A piece de resistence foi o facto de a noite anterior nao ter corrido propriamente bem. Resultado - no primeiro e provavelmente unico Halloween que alguma vez passarei na chamada Amereca foi passado a ver um filme e a dormir. Genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que abro a boca e digo alguma coisa em ingles em Inglaterra, regra geral o pessoal goza comigo por o meu sotaque nao ser como o dos bifes. Sempre que abro a boca e digo alguma coisa em ingles em solo lusitano, toda a gente goza comigo por o meu sotaque ser como o dos bifes. Sempre que abro a boca e digo alguma coisa aqui, todo o ser humano do sexo feminino num raio de 10 metros entram num estado estranho de hipnose. E muito estranho. Na tal noite que nao correu bem, uma rapariga vestida (mas pouco) perguntou-me se o meu sotaque era a serio ou era so pelo Halloween. A seguir disse-me que o coracao dela estava a bater mais do que devia, e quando lhe perguntei o que raio e que era (a vestimenta, obviamente), respondeu "sou namorada dele", apontando para um rapaz que estava ao meu lado a olhar para mim com cara de poucos amigos. E isto acontece literalmente todos os dias. Portanto para quem alguma vez gozou com o meu sotaque bife/nao bife/o que quer que seja, lamento. Se vos soa mal, peco desculpa. Mas desde que continue a fazer coracoes de catraias vestidas (mas pouco) bater mais do que devem, por mim tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos e abracos,&lt;br /&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-1873102901904559523?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/1873102901904559523/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=1873102901904559523&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1873102901904559523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1873102901904559523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/11/um-momento-historico.html' title='Um momento historico'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-7505450078100686687</id><published>2009-09-29T06:49:00.003+01:00</published><updated>2009-09-29T08:03:35.671+01:00</updated><title type='text'>O melhor sistema político não é a democracia</title><content type='html'>Se alguém assistiu à camapnha eleitoral que culminou na noite eleitoral de Domingo passado não pode deixar de concordar comigo. A única maneira que me ocorre de formular um sistema político perfeito era se este não fosse baseado na... classe política. Nem é a questão dos salários - não me importava nada de pagar do meu bolso às almas inúteis sem jeitinho nenhum deste país (e dos outros) para se fecharem numa sala todos os dias a berrar uns com os outros. &lt;div&gt;As últimas semanas demonstraram o óbvio - enquanto se deveriam estar a tomar decisões para tirar o nosso país do buraco onde está enfiado (e quem conseguir discordar, faça favor) estes senhores parecem estar a torcer por clubes de futebol! Não ouvi ninguém falar de política na noite eleitoral e na campanha pouco mais se disse. Poucos partidos tiveram ideias concretas, e grande parte destas eram, qual é a palavra... Tremendamente estúpidas. &lt;div&gt;Sinceramente, se as eleições de Domingo passado serviram para alguma coisa foi para destruír por completo a minha fé na política, que já era sensivelmente menor do que a minha fé na Alexandra Solnado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por aqui o inevitável aconteceu - começou hoje a chover. As previsões dizem que a partir de quinta-feira a coisa melhora, mas já há uns tempos que confio quase tanto na meteorologia como na classe política. Já me perguntaram várias vezes porque raio é que eu me vim meter num sítio onde chove dez meses por ano. A minha resposta normalmente guia-se pelas linhas do "passei o verão todo ao sol na praia, acho que chega até ao verão que vem". No entanto, a verdade é que até acho piada à chuva. Não a chuvinha molha-parvos irritante de hoje, nem o chamado aguaceiro que só vem exactamente quando saímos de casa e que pára quando chegamos à estação de metro. Não há nada com apanhar uma molha de tamanho considerável, chegar a casa encharcado de cima abaixo e de tomar um duche quente. Ou de jogar à bola num lamaçal e fazer um carrinho daqueles que só acabam nos painéis de publicidade (ou no passeio da rua ao lado, vá).  Chamem-me maluco se quiserem, mas venha o inverno...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Começo as aulas na quarta-feira, e pela primeira vez desde há algum tempo não me apetece. É capaz de o facto de o meu estado de espírito já ter tido melhores dias não ajudar, mas é estranho, especialmente porque não tenho assim tantas aulas como isso... Mas pronto, lá terá que ser, venham os fluidos, as estruturas e as vibrações. Sim, é isto que estes senhores me ensinam, algum problema?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-7505450078100686687?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/7505450078100686687/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=7505450078100686687&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7505450078100686687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7505450078100686687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/09/o-melhor-sistema-politico-nao-e.html' title='O melhor sistema político não é a democracia'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-2286809068337521447</id><published>2009-09-24T21:37:00.002+01:00</published><updated>2009-09-24T22:32:38.558+01:00</updated><title type='text'>A Amérca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade, já ando pelas américas há um par de semanas e, como devem imaginar, já muitas novidades tenho para contar (rima e é verdade). Como da última vez que escrevi um post sobre um sítio novo este riavlizou com o "Guerra e Paz", tanto em termos de qualidade literária como de volume de páginas, hoje prometo, caro leitor, ser mais sucinto. Em vez de dez coisas de que gosto mais em Seattle do que noutro sítio qualquer, falarei de duas ou três coisas que me fazem confusão deste lado do atlântico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira, e mais complicada para mim, é o facto de este pessoal não saber por onde anda. Como já devem saber, na minha primeira semana em Seattle fiquei com uma família que se voluntariou para me acolher, supostamente por serem uns tipos porreiros com pouco que fazer. Ora sucede que, depois de me irem buscar ao aeroporto (o que já não foi mau) não fizeram muito mais, chegando ao ponto de se desmarcarem para a Turquia de férias dois dias antes de eu poder ir para a minha residência. Como se não bastasse, os ditos senhores viviam no que pode ser descrito graciosamente como a cavidade rectal de Judas Iscariotes. A sério, a casa dos senhores era no meio de um bosque sem iluminação nenhuma, numa rua que ninguém (nem sequer um taxista) sabia onde ficava, e que ficava a umas escassas três horas de autocarro da faculdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aqui tudo bem. O que mais me intrigou foi o facto de a senhora se oferecer todos os dias para me levar a algum lado, para alguns segundos depois se lembrar que tinha alguma coisa para fazer (geralmente um jogo de ténis ou uma coisa a que ela chamava "trabalho", mas que mais parecia uma coisa mais ou menos voluntária). Na única ocasião em que ela me tentou, de facto, levar a algum lado andámos hora e meia às voltas porque ela não fazia ideia de onde ficava, vamos lá, o centro da cidade. À noite, ao jantar, comentou com o marido o quão diferente estava aquela zona da cidade (onde tínhamos andado às voltas, completamente perdidos), afirmando que já não metia os pés no centro há mais de cinco anos. Isto levou-me a desconfiar que a senhora, que vivia em Seattle desde a extinção dos pterodáctilos, conhecia o caminho de casa para o "trabalho", para o clube de ténis, para o supermercado... E chega. Se quando eu fizer 60 anos não souber como é que se vai de onde quer que esteja até ao Marquês de Pombal, fica o caro leitor encarregue de me dar uma valente bofetada. Ou duas, se lhe souber bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de correr a cidade com cinquenta quilos de malas às costas, devido à fuga da minha fantástica família emprestada para Istambul, lá me consegui instalar no meu quarto. Comparando com a residência em Inglaterra, o quarto é mais pequeno, mais caro, e aquilo a que os nativos chamam "cozinha" é uma sala com um micro-ondas e um lavatório. Felizmente só paguei a renda até ao Natal, e se as coisas correrem tão bem até lá como nos últimos quatro dias, cheira-me que vou ter de arrastar os cinquenta quilos de malas para outra freguesia. É um facto que temos uma televisão enorme, mas alguém deve ter escondido o comando e portanto a escolha é entre a CNN e... pronto, a CNN.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de tudo, os americanos (ou pelo menos estes americanos) não são tão maus, tão ignorantes ou tão irritantes como os pintam. A começar pelos professores (que falam, de facto, com os alunos durante mais de trinta segundos antes de fugirem para os respectivos escritórios) e a acabar nos funcionários, que têm a mania irritante de ser simpáticos para os toda a gente, a coisa tem corrido bem. Os alunos americanos propriamente ditos estão a começar a chegar agora, por isso ainda travei conhecimento com muitos autóctones, mas a seu tempo darei a conhecer o meu veredicto sobre o assunto. Até lá, deixo-vos com um post de tamanho razoável que, se tudo correr bem, três pessoas inteiras terão coragem de ler até ao fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-2286809068337521447?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/2286809068337521447/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=2286809068337521447&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2286809068337521447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/2286809068337521447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/09/amerca.html' title='A Amérca'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-1539493065757924193</id><published>2009-09-03T00:24:00.006+01:00</published><updated>2009-09-07T10:23:34.259+01:00</updated><title type='text'>Três perguntas existenciais de Verão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou tentar ser conciso, mas vou provavelmente falhar. Todos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;verões&lt;/span&gt; surgem-me algumas perguntas que seria aconselhável deixar no ar, no caso de vir uma rabanada de vento que as leve para bem longe. No entanto, como instituição de serviço público que somos, vamos deixá-las aqui registadas para a posteridade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira questão que me vem à cabeça é a seguinte - porque raio é que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Nelly&lt;/span&gt; Furtado tem uma música em espanhol?! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Ok&lt;/span&gt;, eu percebo que o facto de a senhora ser luso-descendente (da parte do periquito) a leve a fazer meia dúzia de vezes naquele português &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;floribélico&lt;/span&gt; dela, mas de onde é que vem o espanhol? Se a ideia é demonstrar as vantagens de ser poliglota, proponho um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;single&lt;/span&gt; em polaco e, possivelmente, todo um álbum em turco. Se a ideia é fazer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;concorrência&lt;/span&gt; à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Shakira&lt;/span&gt; (que edita a mesma música em espanhol e em inglês - uma perda de tempo, visto que os guinchos da senhora tornam as palavras imperceptíveis) e à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Jennifer&lt;/span&gt; Lopez, a nossa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Nelly&lt;/span&gt; vai ter de passar os próximos 15 anos no ginásio, a treinar 24 horas por dia exclusivamente a região dos glúteos. E mesmo assim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda questão prende-se com a apresentação do avançado/médio/aquecedor-de-bancos espanhol ex-Valência Miguel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Ángel&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Angulo&lt;/span&gt;. Já na qualidade de presidente do Sporting, José Eduardo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Benetton&lt;/span&gt;, debaixo daquela carapinha ridícula, proferiu as seguintes palavras: "Só depois de se ter inteirado das ambições, da ideologia e da forma de jogar do clube é que decidiu assinar com nós outros. Perdão, connosco." Ora por onde começar? Se o processo de identificação de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Angulo&lt;/span&gt; com a equipa incluiu ver o Sporting a levar na trombeta do Braga, é bom que o atleta pondere o uso de lentes de contacto, uma vez que qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;alminha&lt;/span&gt; com dois olhos na cara fugia a sete pés depois de ver aquela desgraça. Por outro lado, gostava de expressar a minha admiração por esse grande dirigente que é José Eduardo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Benetton&lt;/span&gt; - a única pessoa que me ocorre a conseguir começar uma conferência de imprensa a fazer figura de par&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;vo por causa daquela trunfa oxigenada, e acabá-la com o estatuto de atrasado mental perfeitamente adquirido, ainda para mais a falar espanhol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A terceira e última pergunta tem um cariz mais pessoal, e compreendo que não interesse nem ao menino Jesus. Ocorre a alguém alguma razão para o meu vizinho de baixo (que se chama Luís Nunes, ou coisa parecida) ter recebido uma carta endereçada a um tal de Francisco Brochado Ferreira? Mais - o senhor meu vizinho achou por bem deixar a carta à entrada do prédio, no caso de haver alguém interessado (neste caso eu). Estamos perante um caso típico de ou-este-nome-é-inventado-ou-foi-criança-pouco-desejada. De qualquer das maneiras, não vou como é óbvio abrir a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;correspondência&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;outrem&lt;/span&gt; (e muito menos de Brochado), ainda para mais por ter como remetente a Direcção Geral da O.G.A.U., parte do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;GAES&lt;/span&gt; - o que deixa antever que o seu conteúdo seja deveras aborrecido. Para os cépticos que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;lêem&lt;/span&gt; este &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;blogue&lt;/span&gt; (as melhoras), fica aqui a prova documental deste importante achado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 204px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/Sp8LaVt0g7I/AAAAAAAAAGQ/RDH3uX38lIM/s400/Brochado.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377029027237495730" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-1539493065757924193?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/1539493065757924193/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=1539493065757924193&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1539493065757924193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/1539493065757924193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/09/tres-perguntas-existenciais-de-verao.html' title='Três perguntas existenciais de Verão'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/Sp8LaVt0g7I/AAAAAAAAAGQ/RDH3uX38lIM/s72-c/Brochado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3725916118262294015</id><published>2009-08-22T01:28:00.007+01:00</published><updated>2009-08-22T11:42:35.741+01:00</updated><title type='text'>Heróis</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se alguma vez me perguntarem em que ano gostaria de ter nascido se não o tivesse feito há duas décadas, provavelmente responderei 1919. Se tudo corresse como nos filmes, teria sido piloto na segunda grande guerra, teria festejado o fim da mesma e daí para a frente teria assistido a grande parte da história relevante do século XX - desde a Guerra Fria aos primeiros passos do homem na lua, desde a morte de Kennedy até à queda do Muro de Berlim, se até lá chegasse. É um facto que a história se escreve todos os dias, mas nunca a humanidade fez tanto, de mau ou de bom, quanto no século passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há apenas uma área em que tudo isto não é verdade, e que faz com que a minha data de nascimento não seja má de todo. Enquanto que o século XX foi o tempo de heróis na política e na ciência, o século XXI tem sido, até agora, o tempo em que desportistas conseguem fazer coisas que se pensavam impossíveis. Não me ocorre uma única modalidade desportiva (que me interesse, pelo menos) em que nos últimos nove anos não tenha sido feita história. No ciclismo, Lance Armstrong atacou as montanhas do Tour com a mesma determinação com que batalhou o cancro, superando todos os que lhe antecederam. No golfe, Tiger Woods dominou o circuito profissional como nunca se tinha visto em qualquer desporto. Roger Federer, com a sua recente vitória em Roland Garros, calou os que o davam como acabado e deu mais uma alegria a quem (como eu) já antes o considerava o melhor de sempre. Na Fórmula 1, Michael Schumacher e a Ferrari de Ross Brawn bateram todos os recordes que alguém se lembrou de registar. Na MotoGP, Rossi segue pelo mesmo caminho. Michael Phelps, com ou sem fatos voadores, é sobre-humano em tudo o que faz. No atletismo, após anos em que era a competição entre os atletas que fazia baixar os tempos, surge um extra-terrestre com quem ninguém sonha competir. Nada nem ninguém pode explicar os feitos de Usain Bolt, mas nunca antes se viu nada assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa altura em que as motivações do desporto começam a ser discutidas, com uma cada vez maior "interferência" de quem é tão ou tão pouco inteligente que só cifrões consegue ver à frente, são estas pessoas - aparentemente como nós mas dignas de um Olimpo moderno - que fazem com que ainda seja possível acreditar no desporto, apontando as suas virtudes e fazendo-nos esquecer os defeitos interentes a qualquer actividade humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 239px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/So9JDb01cQI/AAAAAAAAAGI/8cSvSE_0PLE/s400/berlino_585_603754a.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372593203834089730" /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Lance, Tiger, Roger, Michael, Usain e todos os outros heróis dos tempos modernos, obrigado. Obrigado por preencherem um vazio deixado quando Churchill, Kennedy e Carter foram substituídos por Bush, Gordon Brown e José Sócrates. O Mundo precisa de alguém maior do que a Humanidade, que em vez de gerar revolta e tristeza dê inspiração a quem precisa. O Mundo precisa de alguém de quem falar no meio de derrocadas e gripes dos porcos. O Mundo, e um povo em especial, precisa de quem nos relembre que, com dedicação, esforço e muito trabalho, tudo é possível. Até 9.58.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3725916118262294015?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3725916118262294015/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3725916118262294015&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3725916118262294015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3725916118262294015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/08/herois.html' title='Heróis'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/So9JDb01cQI/AAAAAAAAAGI/8cSvSE_0PLE/s72-c/berlino_585_603754a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-5219945662811309779</id><published>2009-08-19T00:37:00.002+01:00</published><updated>2009-08-19T01:14:35.178+01:00</updated><title type='text'>A regra mais estúpida desde o início dos tempos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou do Sporting. Para ser sincero, devo ser o mais distante de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;sportinguista&lt;/span&gt; possível - não uso casacos de malha às costas, não tenho nenhuma preposição no apelido e, bem, fico contente quando o Benfica ganha. Apesar disto tudo, o que vi acontecer há umas horas atrás foi, no mínimo, severamente estúpido. Simon &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Vukcevic&lt;/span&gt;, que tinha recebido um cartão amarelo por se meter no meio de uma discussão entre outros dois jogadores, marca um golo e é expulso de seguida, por despir a camisola ao celebrar o mesmo. Até hoje nunca me tinha ocorrido esta questão, mas porque carga de água é que despir a camisola ao celebrar um golo deve ser punido da mesma maneira que uma entrada dura ou uma mão na bola? Sinceramente, esta parece-me ser a regra mais severamente estúpida de todos os desportos, ainda pior do que o actual sistema de falsas partidas no atletismo, em que após uma primeira falsa partida, todos os atletas ficam em perigo de ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;desqualificados&lt;/span&gt; caso saltem dos blocos antes do tempo. O que é que o caramelo que fez falsa partida da primeira vez tem mais que os outros? Enfim...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda sobre o jogo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;alvalade&lt;/span&gt;, o plantel do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;sporting&lt;/span&gt; assemelha-se cada vez mais ao consultório de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;nutricionista&lt;/span&gt;. Depois dos casos crónicos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Rochemback&lt;/span&gt; e de Leandro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Grimi&lt;/span&gt;, temos Pedro Silva (que dizem os rumores que não foi à Holanda por risco de excesso de peso no avião) e Miguel Veloso, que passou de modelo da Fátima Lopes a substituto do Fernando Mendes. O mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;impressionante&lt;/span&gt; é que, assim como Roca jogou que se fartou no início da época passada, o rapaz está a jogar nas horas, ainda que muito devagarinho, senão ainda pára a digestão do almoço. Para juntar à festa, ainda arranjaram um avançado que já confessou ter "uma propensão para ganhar uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;quilinhos&lt;/span&gt;", para além de ter tido os 20 anos que tem escritos no passaporte quando o Rui Costa ainda jogava na Fiorentina...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se já ouviram falar, mas há um Jamaicano que anda para aí a correr como se não houvesse amanhã, Só espero que não ande a tomar nada que não deve, ou pelo menos que não seja apanhado... De qualquer das maneiras, o bicho corre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-5219945662811309779?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/5219945662811309779/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=5219945662811309779&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5219945662811309779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5219945662811309779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/08/regra-mais-estupida-desde-o-inicio-dos.html' title='A regra mais estúpida desde o início dos tempos'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-6668359087074658942</id><published>2009-08-14T23:27:00.004+01:00</published><updated>2009-08-15T01:59:39.185+01:00</updated><title type='text'>Relatório do Verão 2009</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade, mais um verão que chegou para ficar, com todos os ingredientes necessários - pessoas com muito tempo livre nas mãos, músicas muito muito muito más e a doença da moda. Começando pelo fim, já tivemos a gripe das aves e a pneumonia atípica nos saudosos verões de 2005 e 2003, este ano é a vez da gripe dos porcos - e ninguém me convence a chamar-lhe outra coisa para não ofender os animaizinhos. Lembro-me que também com outras doenças de verão entrou mundo e meio em pânico. De repente íamos todos morrer de gripe dos pássaros, japónicos e chineses faziam fila nos aeroportos para molhar os pés nuns baldes muito estranhos, maluquinhos passeavam pela rua de calções, sandálias e máscaras, e todos os dias o telejornal abria com novas estatísticas sobra a doença. Como o ser humano tem, aparentemente, memória tão curta como a de um salmão sobredotado, este ano também vamos todos morrer de gripe dos porcos, os noticiários voltam a abrir com números aleatórios e no outro dia estendi a mão para cumprimentar uma senhora na missa, que respondeu com um aceno, mantendo as mãos atrás das costas, não fosse eu tentar apertar-lhe as mãos à força.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coisa toma outros contornos quando se pede que a ministra da saúde em pessoa se lance numa caça ao homem a quem transmite a gripe dos porcos de propósito. Eu sugiro cinco a sete anos para quem não tapa o nariz quando espirra, e oito a dez para quem não lava as mãos depois de ir à casa de banho. Andar a espalhar SIDA e outras doenças venéreas pelo mundo é tranquilo, mas esse pessoal que anda aos espirros merece, de facto, ser abatido a tiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro facto interessante é o de o Correio da Manhã noticiar hoje que se ultrapassaram os 1000 casos de gripe dos porcos em Portugal. A única dúvida que me ocorre é quando é que o pessoal se vai fartar de contar... A sério, aposto que não há a estatística do número de pessoas infectadas com herpes desde o início dos tempos, e se há alguém tem, para além de muito tempo livre nas mãos, problemas psiquiátricos gravíssimos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazendo a ligação genial, também esta época é fértil em pessoas com demasiado tempo livre nas mãos. Infelizmente, eu fui durante bastante tempo uma delas - trabalhar na praia tem muita piada, mas não há muito que fazer, o que me levou à leitura frequente do melhor jornal desportivo nacional - "A Bola". Obviamente que se consultarem um adepto sportinguista sobre este assunto este certamente nomeará "Record", enquanto que qualquer adepto do Futebol Clube do Porto responderá "Jornal? Isso come-se?" &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A dúvida que me assola ao ler uma qualquer edição destas publicações é a seguinte - quem é que segue uma carreira na imprensa desportiva? A resposta imediata seria alguém que goste de desporto e tenha jeito para escrever. Uma rápida leitura de um ou dois artigos revela que não é o caso, e demonstra ainda uma propensão específica em omitir determinantes artigos. Frases como "O Porto tem equipa capaz de fazer grande temporada" são o pão nosso de cada dia, assim como erros gramaticais graves. Também está fora de questão que estes profissionais escolham a sua carreira por gostarem de desporto e não terem jeito para nada - nesse caso tentariam a sua sorte como dirigentes desportivos, e seriam provavelmente bem sucedidos. A resposta surge apenas quando pessoas com muito tempo livre nas mãos (tipo eu) lêem regularmente estas publicações. Durante a pré-época, surgem todos os dias dezenas de informações sobre contratações, destinos de jogadores dispensados e se o nome do filho de Djaló e Lucy será mais ou menos chocante que o de Chrystyan, primeiro filho do jogador do Sporting. Destas informações, confirmam-se cerca de 1%, e quando isso acontece é dia de festa na redacção. A resposta é, portanto, que o jornalista desportivo é uma espécie de repórter da CARAS que gosta de desporto. Deixo-vos com a imagem de Rui Santos de braço dado com Carlos Castro numa praia paradisíaca a dançar o hula-hula... Só porque sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro facto curioso é o de hoje, dia em que termina a pré-época, o telejornal da SIC abrir com a informação de que este campeonato será o mais caro de sempre. Portanto, depois de passarem o verão inteiro a vender jornais com as contratações dos três grandes, os meios de comunicação social tentam, num último esforço, vender jornais apelando à indignação sobre quantidade chocante de contratações dos três grandes. Genial...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde finais de Junho que uma canção, inventada por um "DJ" português com o nome mais beto a Norte da Quinta Patino, não pára de tocar na rádio. Está, portanto, escolhida a música irritante do Verão de 2009 - basicamente a cançoneta é baseada em dez segundos de música repetidos dezoito vezes, com uma catraia que pertencia a uma girls band aos guinchos pelo meio. Quando a ouvi pela primeira vez pareceu-me música de elevador suportável, mas quinhentas audições depois já não a posso ver à frente. Arrisco até dizer que esta música atingiu o nível "Las Ketchup" - ligeiramente acima dos Dzr't, com "Para Mim Tanto Me Faz", mas ainda uns furos abaixo de "Gasolina", a obra prima de um senhor chamado Daddy Yankee. Fora isso, e como já vem sendo hábito nos últimos anos, incluem-se no role das músicas que me fazem mudar de estação toda a banda sonora da série de verão dos Morangos com Açúcar, cuja densidade de miúdas giras tem vindo a descer vertiginosamente desde os saudosos tempos de Cláudia Vieira e Rita Pereira. Já a qualidade dos actores, que nunca foi critério de selecção para esta série, passou do "fraquinho" pelo "doloroso", até chegar ao "porque é que todos os actores foram pontapeados repetida e violentamente na cabeça antes desta cena?!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-6668359087074658942?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/6668359087074658942/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=6668359087074658942&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/6668359087074658942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/6668359087074658942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/08/relatorio-do-verao-2009.html' title='Relatório do Verão 2009'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-3824117624178288550</id><published>2009-07-19T15:22:00.004+01:00</published><updated>2009-08-15T02:00:07.189+01:00</updated><title type='text'>The Killers, túnicas e motards</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois do fracasso que foi o primeiro acto do Super &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Bock&lt;/span&gt; Super Rock no Porto, em que os cabeças de cartaz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Depeche&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Mode&lt;/span&gt; acharam por bem não aparecer, sendo prontamente substituídos pelos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Xutos&lt;/span&gt; e Pontapés (que deste modo tiveram de cancelar a actuação prevista no Grupo Recreativo de Pinhal dos Frades), achei que as coisas não podiam piorar muito, e fui ao Estádio do Restelo ontem à noite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto aos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Killers&lt;/span&gt;, confesso que estava com muito medo, por várias razões: gosto muito deles há muito tempo, acho que todos os álbuns deles são brutais, mas tinha ouvido dizer que no palco não eram grande espingarda e em todas as gravações ao vivo que tinha ouvido, a performance vocal de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Brandon&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Flowers&lt;/span&gt; assemelha-se à desse vulto da música nacional da última década que é José Cabra. Pelos vistos, alguém ensinou o senhor a cantar, porque o concerto foi muito bom. Muito bom, não genial - confirma-se que os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Killers&lt;/span&gt; são uma banda que funciona muito melhor em estúdio do que ao vivo (ao contrário de pessoal como Pearl &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Jam&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Ben&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Harper&lt;/span&gt; ou Franz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Ferdinand&lt;/span&gt;), e o público também não era o mais indicado, culpa dos organizadores, que acharam que para abrir para os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Killers&lt;/span&gt; ficava mesmo mesmo bem era... a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Duffy&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por falar da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Duffy&lt;/span&gt;, é um facto científico que do País de Gales só saem três coisas - jogadores de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Rugby&lt;/span&gt;, ovelhas, e cantores com vozes altamente irritantes. Seguindo o legado de Tom &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Jones&lt;/span&gt;, a senhora &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Duffy&lt;/span&gt; (que é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;feiinha&lt;/span&gt; como tudo, caso ainda não tenham reparado) tem aquela voz à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Janice&lt;/span&gt; dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Friends&lt;/span&gt;, que tem piada durante cerca de cinco minutos, e que depois se torna na coisinha mais irritante à face da terra. Não ajuda o facto de as músicas dela serem muito fracas, com a excepção do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Warwick&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Avenue&lt;/span&gt; - o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Mercy&lt;/span&gt; é capaz de ter sido engraçado durante uns dias, mas quando começou a passar três vezes por hora na rádio morreu um bocado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O concerto dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Killers&lt;/span&gt;, no entanto, foi o exemplo de um espectáculo muito bem preparado. Músicas do álbum novo, com destaque para &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Joy&lt;/span&gt; Ride&lt;/span&gt; (que funciona muito bem ao vivo) e &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Spaceman&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (que os senhores repetiram, e que espero que comece a passar nas rádios em vez do&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Human&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;). Depois, os clássicos - &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Mr&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Brightside&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Read&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;My&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Mind&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;When&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;You&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Were&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Young&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Smile&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;Like&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;You&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;Mean&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;It&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (fraquinho ontem à noite) e &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;ll&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;These&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Things&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;That&lt;/span&gt; I'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;ve&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Done&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, no fundo os argumentos de quem defende que estamos perante a maior banda da actualidade. Depois de ontem, até é capaz de nem ser um exagero assim tão grande...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como trabalhei até às sete, só consegui chegar a tempo de ver estas duas actuações. Fiquei com pena de não ver &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Walkmen&lt;/span&gt;, Mando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;Diao&lt;/span&gt; não me diz grande coisa, e até tinha gostado de ver a Brandi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Carlile&lt;/span&gt;. À parte disso, se os senhores do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;SBSR&lt;/span&gt; não acordam para a vida e começam a organizar festivais decentes a coisa não dura muito mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma amiga minha, a quem vou dar o nome fictício de Juliana, faz parte de um coro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;gospel&lt;/span&gt; que na passada noite de ontem foi uma das poucas atracções com roupa da concentração &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;motard&lt;/span&gt; de Faro. Como devem imaginar, incluir um coro de música religiosa numa concentração de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;motards&lt;/span&gt; é mais ou menos o mesmo que organizar uma queimada numa bomba de gasolina, ou até pôr a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;Duffy&lt;/span&gt; a abrir para os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;Killers&lt;/span&gt;. De qualquer das maneiras, achei por bem fazer um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;top&lt;/span&gt; 10 de piadas que me foram ocorrendo sobre o assunto, desde que soube do evento até há dez minutos. Infelizmente, só me lembro de cinco passíveis de ser apresentadas neste blog de família:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É bom saber que o ponto mais alto da vossa carreira foi abrir para a Sónia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Priscilla&lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Depois toma nota de quantos barbudos é que vos perguntaram quando é que iam tirar as túnicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eles instalam os varões antes ou depois de vocês tocarem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quantas vezes é que vos tentaram pôr uma nota de 5 euros na túnica?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quem é que ganhou o prémio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;miss&lt;/span&gt; túnica molhada da noite?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto escrevo este &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;post&lt;/span&gt; vejo Lance &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;Armstrong&lt;/span&gt; levar uma tareia de uma data de miúdos na volta à França, em especial do espanhol Alberto Contador. É uma pena, uma vez que seria um bom conto de fadas - o regresso para ganhar a oitava volta à França aos 37 anos. De qualquer maneira, pode ser que assim os franceses fiquem felizes e parem de acusar o senhor de tomar coisas que não deve...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.S. - Eu sei que já tinha prometido escrever mais, mas não tenho tido muito tempo... O que vale é que em Julho e Agosto está tudo na praia e ninguém quer saber desta coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.P.S. - Em resposta a um comentário ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;post&lt;/span&gt; anterior, existem duas coisas diferentes - maturidade e sentido de humor. Aparentemente, o senhor que o escreveu acha que são duas realidades incompatíveis. É uma pena, este é capaz de ser um dos grandes males deste Mundo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-3824117624178288550?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/3824117624178288550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=3824117624178288550&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3824117624178288550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/3824117624178288550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/07/killers-tunicas-e-motards.html' title='The Killers, túnicas e motards'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-4464853883757761262</id><published>2009-06-21T09:16:00.000+01:00</published><updated>2009-06-24T01:19:04.752+01:00</updated><title type='text'>Seguranças e afins</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só há duas coisas que me irritam mais do que voos atrasados – seguranças privados (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Prossegures&lt;/span&gt; e afins) e pessoas com poder de decisão e com demasiado tempo livre nas mãos. Este texto fala dos três.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi a primeira vez que me mudei de uma cidade para outra. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Fará&lt;/span&gt; em Outubro que vem dois anos que saí de Lisboa com uma mala cheia de tralha e um bilhete de avião para Londres. Depois da primeira viagem, que me lembre, fiz mais nove viagens de ida e volta, e invariavelmente as malas chegavam a Bristol cheias e de lá saiam vazias. O resultado é tão óbvio quão catastrófico – ao acumular de tralha proveniente de Lisboa temos ainda de juntar tudo o que foi comprado em Bristol, desde livros que foram consultados cerca de zero vezes até uma impressora e uma máquina de café. Imaginem agora a tarefa de reunir tudo isto em três malas de viagem a um caixão (termo afectuoso que uso para a coqueluche do meu arsenal de malas, que conseguiria facilmente acomodar duas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Maddies&lt;/span&gt;). Foi a esta tarefa que dediquei as últimas 48 horas, e depois do trabalho concluído o sentimento de satisfação, já eclipsado por uma enorme vontade de dormir, rapidamente se desvaneceu aquando da descoberta de mais duas gavetas (que claramente não queriam ser encontradas) cheias de roupa. Quatro malas e trezentas libras de peso a mais depois, a história parecia ter acabado, mas uma rápida consulta dos monitores do aeroporto deixa claro que não é bem assim. O voo, para o qual acordei às 4 da manhã e que era suposto sair às 8, está atrasado até às 10 – o que significa, como é óbvio, que não partirá antes do meio dia.  Único ponto positivo - tenho duas horas para cascar nos seguranças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que nos traz à segunda história do dia. Todos os meus colegas de casa (quem não gostar do neologismo “colegas de casa” que se queixe ao Mia Couto – se ele pode inventar palavras eu posso inventar expressões) transitaram da mesma residência que eu. A directora dessa residência apelidou o nosso ano como “o pior de sempre” e, talvez por coincidência, meteu os papéis para a reforma no fim deste ano. Sinceramente não me parece que faça grande diferença – até agora a senhora recebia um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;balúrdio&lt;/span&gt; para não fazer nada, e de agora em diante continuará a receber mais ou menos o mesmo para ainda menos fazer. Para se manter entretida, a senhora tem por hábito aterrorizar tudo o que seja estudante inglês, o que tem a sua piada, uma vez que sempre que eu fazia alguma coisa ela arranjava maneira de me convencer de que eu era apenas uma pobre vítima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em honra da senhora, um dos meus colegas (o tipo parecido com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Rooney&lt;/span&gt;) achou por bem colocar uma imagem da senhora num, vamos lá, pénis insuflável. Para ajudar à coisa, decidiu de seguida colocar a dita figura fálica de fora da sua janela, para que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;todómundo&lt;/span&gt; pudesse apreciar tamanha obra de arte. Feliz ou infelizmente, os senhores da segurança da Universidade andavam a passear pela zona e não acharam piada à coisa. Como tal, e exercendo o poder que estão convencidos que têm, entraram pela nossa casa dentro (ameaçando chamar a policia) e pediram para falar com o meu colega. Depois de o tratarem simultaneamente como um miúdo de 12 anos e como um criminoso merecedor de pena capital, enviaram um relatório hilariante para a faculdade, que para além de fotografias do objecto em causa (uma sorte, visto que nós nos esquecemos de registar o momento para a posteridade), inclui três descrições completamente diferentes da entrevista, em que uma das quais o acusa de estar muito pálido (racismo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;claríssimo&lt;/span&gt; – o rapaz é de Manchester).  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os relatórios foram depois reencaminhados para Pró-Reitora da faculdade que está encarregue dos alunos que se portam mal e que, portanto, têm de levar tau tau. Seria de esperar que, numa universidade, os alunos fossem tratados como adultos. No entanto, infelizmente, está provado que para se chegar ao lugar de Pró-Reitor-Encarregue-De-Dar-Tau-Tau tem de se preencher alguns requisitos. O primeiro é não perceber o conceito de “piada”, o segundo é o não ter tido quaisquer amigos durante os seus tempos de faculdade (nos idos de 1790), e o terceiro é o não saber fazer perguntas relevantes durante uma entrevista – segundo o meu colega, a senhora perguntou-lhe se estava drogado (porque ele não estava sentado direito) e achou que a data em que a obra de arte se tornou visível tinha algum significado especial, mostrando-se determinada a saber qual. Há uma pequena (mas essencial) diferença entre os seguranças e estas pessoas – enquanto os seguranças acham que têm autoridade, estes senhores e senhoras têm mesmo autoridade, e por não terem muito mais com que se entreter divertem-se a exercê-la. O rapaz acabou por ser multado em 100 libras. Só para contextualizar a questão, há uns meses um rapaz, que tinha recebido um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;mini&lt;/span&gt; (dos novos) no dia anterior, decidiu conduzi-lo pelas escadas da sua residência abaixo, dinâmica “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Italian&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Job&lt;/span&gt;”. O rapaz apareceu em tudo o que era jornais, dando, como devem imaginar, uma bela reputação à universidade, já reconhecida pela abundância de meninos mimados e, vamos lá,  idiotas. Apesar de tudo isso, o rapaz foi simplesmente transferido para outra residência. Isto mostra que o último requisito é, portanto, tomar decisões perfeitamente ao acaso e não ter a ideia do significado das palavras “senso comum”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-4464853883757761262?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/4464853883757761262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=4464853883757761262&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/4464853883757761262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/4464853883757761262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/06/segurancas-e-afins.html' title='Seguranças e afins'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-5460391062757833144</id><published>2009-06-12T13:29:00.010+01:00</published><updated>2009-12-08T08:25:18.148Z</updated><title type='text'>Escuteiros, cinco anos depois</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como decerto todos os ávidos seguidores desta coisa se recordam, um dos primeiros posts deste blogue, nos idos de 2004 (foi há muito muito tempo, era eu uma criança), foi basicamente um texto um nadinha agressivo perante essa eterna instituição - os escuteiros. Antes de mais, peço-vos que voltem a ler o &lt;a href="http://proglemas.blogspot.com/2004/12/escuteiros.html"&gt;post&lt;/a&gt;, e de uma vez por todas percebam que, como é demonstrado pela quantidade ridícula de smileys palermas, eu não sabia o que era a vida. É possível que, do alto da minha ingenuidade, eu tenha dito que os escuteiros sejam um conceito que poderia perfeitamente ser desinventado, que os uniformes sejam a coisa mais ridícula alguma vez envergada por alguém que não Carlos Castro e que as musiquinhas do repertório escutista, desde o Kumbaya até ao "Pai Nosso em Ti Cremos", deviam ser aniquiladas, assim como os seus compositores, basicamente por serem extremamante palermas. Cinco anos depois, confesso que tenho um reparo a fazer - Carlos Castro já não enverga as vestimentas referidas no post original, tendo adoptado o look merceeiro desde há alguns anos a esta parte. De resto parece-me tudo correcto, apesar de os smileys serem de uma palermice extrema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdadeira razão que me fez desenterrar este manuscrito foi o mais recente comentário ao mesmo, que me parece uma obra prima da literatura escutista a nível mundial. Com a excepção do mítico post da "guerra" entre o Planalto e o Mira-Rio, este foi um dos posts com mais comentários, e de longe o post com mais participações de pessoas que eu não conheço de lado nenhum, e que deram com o meu blogue à procura de uniformes de escuteiros ou coisa parecida. Sinceramente gosto de imaginar que, ao contrário das três ou quatro mães indignadas que comentaram o post, haja por aí alguém que tenha voltado atrás na decisão de forçar os filhos a envergar por essa vida depois de ler o que a versão com 15 anos da minha pessoa tinha a dizer sobre o assunto. É certo que a probabilidade de isto acontecer deve ser ligeiramente inferior à de, ao atravessar a rua, ser atingido por três meteoritos no meio da testa e, posteriormente, ser atropelado por cinco autocarros e um elétrico da carris. Dos antigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passando ao comentário propriamente dito, o poeta escuta (obviamente anónimo) começa por afirmar que não vai criticar a minha opinião, uma vez que eu "não tenho muito a noção do que é trazer um lenço escutista ao peito". Ora bom, para já o senhor tem razão, eu não faço ideia do que é trazer um lenço escutista ou qualquer outro tipo de lenço ao peito, uma vez que não sou uma senhora de 67 anos. O autor prossegue com uma quantidade inacreditável de clichés que não interessam nem ao menino Jesus, até que chega à parte de inspiração poética, que eu vou transcrever na sua totalidade:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser escuteiro é de facto a melhor aventura que podemos viver ao longo da vida!Ser escuteiro é acreditar... é acreditar que amanhã vai estar sol! É ficar acordado junto da fogueira quando o que mais apetece é dormir... é acolher e partilhar... é perceber que depois de 100 anos o caminho ainda agora começou e os desafios são constantes! É viver na alegria de não ter morada permanente... ser escuteiro... é tudo aquilo que no fundo me faz acreditar que a vontade e a amizade estão acima de tudo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser escuteiro é percorrer Km e Km em equipa, é gritar, é cantar, é amar. É sermos um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É fazer ver que realmente vale a pena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser escuteiro é deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ok... Ser escuteiro é acreditar que amanhã vai estar sol? Bom no meu caso então ser escuteiro é ser um atrasado mental, uma vez que aqui nesta terra nunca faz bom tempo dois dias seguidos, e hoje até está agradável. Não ter morada permanente?! É impressão minha ou acampar aos fins de semana e não ter morada permanente são conceitos um nadinha distantes? E, por fim, a única situação em que ser escuteiro talvez pudesse ser a maior aventura que eu possa "viver ao longo da minha vida" seria se eu, por alguma razão, acabasse a aviar imperiais numa tasca em Xabregas até ao fim dos meus dias. E mesmo aí há muitas aventuras a viver em Xabregas, grande parte delas só possíveis na posse de uma arma de defesa pessoal. As últimas linhas não carecem de comentários, uma vez que são absolutamente geniais só por si.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde a manhã de ontem que as notícias têm sido dominadas pela transferência de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid. Sem querer alongar-me muito, acho que, como todos os jogadores que passaram por Madrid nos últimos tempos, temo que seja o fim da carreira do rapaz. No entanto, o dado mais interessante são os 80 milhões de libras que o bicho custou. Ora bom, desde Janeiro que o Newcastle (que desceu à segunda divisão este ano) está à venda por 100 milhões de libras. Ora tendo em conta que o senhor Alex Ferguson tem normalmente cerca de 20 milhões de libras para gastar todos os anos, se lhe passasse pela cabeça poderia perfeitamente comprar a equipa de Michael Owen, Obafemi Martins e Damien Duff, o que sinceramente me parece não ser má ideia. De qualquer maneira, parece-me perigoso que, numa altura em que a recessão afecta tudo e todos, incluindo clubes de futebol, apareça um senhor com ar de merceeiro com montanhas de dinheiro vindos não se sabe muito bem de onde e gaste, numa semana, dinheiro que sobrava para comprar uma equipa em dois jogadores. Outro dado interessante - dos últimos 7 jogadores eleitos melhores do Mundo pela FIFA, só Ronaldinho Gaúcho não acabou no Real Madrid, mas só Figo e Zidane o fizeram ao serviço dos merengues... É verdade, sou um fã de dados interessantes mas completamente irrelevantes, habituem-se.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-5460391062757833144?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/5460391062757833144/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=5460391062757833144&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5460391062757833144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5460391062757833144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/06/escuteiros-cinco-anos-depois.html' title='Escuteiros, cinco anos depois'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-8107442209459640351</id><published>2009-05-17T23:30:00.003+01:00</published><updated>2009-05-18T01:42:38.274+01:00</updated><title type='text'>Adivinhem o que aí vem...</title><content type='html'>... Será um avião? Será o Jorge Jesus? Não, senhores e senhoras, é o post anual do festival Eurovisão da canção! Possivelmente a tradição mais ancestral deste blog (se exceptuarmos as referências à duvidosa orientação sexual de Hugo Moreira), não é possível ficar indiferente ao único evento anual que produz material mais do que suficiente para um texto exclusivamente dedicado às maravilhas do festival da canção.&lt;div&gt;Para começar, este ano decidi teorizar a coisa e establecer um par de regras:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;É estritamente proíbido dizer mal da Eurovisão. É permitido (e tal acto é fortemente encorajado) gozar à força toda (termo técnico) com os participantes, os apresentadores e até os senhores de cada país que apresentam os votos, mas o festival em si é uma instituição, e como tal é sagrado;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;É o dever cívico de qualquer cidadão de um país membro da Eurovisão (sim, até de Andorra) assistir ao anúncio das votações do festival da canção. Assistir às músicas em si é opcional, uma vez que tal poderá ser considerado um acto de tortura e os senhores de Haia não deixavam. Para além disso, toda a gente sabe que o festival Eurovisão da canção pouco tem a ver com as músicas...&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div&gt;Dito isto, devo dizer que foi a primeira vez em algum tempo que vi a transmissão do princípio ao fim, e quem me dera não ter visto. Para já, o Eládio Clímaco aqui dos bifes (Eládio dá Terry, e Clímaco traduz-se literalmente por Wogan) retirou-se no ano passado, por isso o tipo que fez este ano não tinha o mesmo encanto. E era irlandês. E gay.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No entanto, a coisa até começou bem - a canção da Lituânia até soava mais ou menos a música, e mesmo tendo um título deveras original ("Love"), até deixou uma boa indicação do que vinha a seguir. Boa demais, como foi rapidamente provado pelas senhoras israelitas e pelo cadáver que cantou por França. O que era aquilo?! Pelos vistos a senhora era um mega-êxito na rússia, o que não admira, visto que a cantora do país anfitrião também se apresentou num estado deveras cadavérico, mas desta feita em avançada decomposição. Juro que lhe vi uma larva a saír pela narina esquerda.&lt;/div&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nXko1FJc-zg&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/nXko1FJc-zg&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois chegou a nossa vez. Ora bom, a minha teoria é a seguinte - como no ano passado nos safámos bem (oitavo lugar, o melhor desde a Lúcia Moniz, igualando o mítico resultado de Sara Tavares com "Chamar a Música"), os senhores da RTP disseram uns para os outros "Pronto, já que funcionou façam igual, mas se possível um bocadinho mais bimbo e com um palerma a tocar cavaquinho e outro a tocar batuques como se tivesse a engolir um cabo de electricidade, pode ser?" E assim foi. Até a cantora pertencia à classe dos "-130kg e muito feiinhas", tal como no ano passado. Sinceramente, a música não era brilhante, mas também não era má de todo. Mas onde é que estão os sucessos do festival da canção que sempre tivemos? Nos velhos velhos tempos tinhamos Fernando Tordo, Paulo de Carvalho e José Cid, vá. Nos anos 90 ainda produzimos a Anabela, a Sara Tavares e, pronto, a Dina. Mas, desde aí, o melhor que Portugal tem para mostrar passa por Rui Bandeira, a Sabrina e as Non-Stop. A sério, senhores da RTP, façam pela vida.&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7NTVTRdFrsE&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7NTVTRdFrsE&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o espectáculo continuou, graças a Deus, e continuou com a participação da Grécia, em que o tema da homossexualidade extrema voltou, mais uma vez, à eurovisão. Os senhores acharam por bem espetar um ex-ginasta olímpico que tem a mania que canta em palco, e está tudo dito. O tema seria revisitado pouco tempo depois, na canção da Alemanha, em que o intérprete (que se parecia com o Cifrão, ou o Zé Milho ou lá o que é, e envergava um par de calças... prateadas) conseguiu desapertar discretamente os botões da camisa, um a um, durante a música, conseguindo chegar ao fim em tronco nu. Os meus parabéns. Para além disso, a maior atracção da música era a senhora Dita Von Teese, que a única coisa que fez da vida foi manter uma relação com o sr. Marilyn Manson (o que não é fácil, convenhamos).  A senhora não cantou uma única nota e se limitou a passear pelo palco dentro dum corpete que, se estivesse um nadinha mais apertado, a tornava desmontável.&lt;/div&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/D5nqdDUUrjM&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/D5nqdDUUrjM&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No entanto, e este parece-me ser o ponto mais importante da noite, depois de alguns anos de jejum, finalmente - alegria alegria - as miúdas giras estão de volta à Eurovisão! Continuo a defender a teoria de que foram aqueles monstrinhos estúpidos da Finlândia que afugentaram tudo o que era miúda gira do festival da canção, trazendo pessoal como aquela sérvia que ganhou há dois anos, a nossa Vânia e o Francisco Mendes a engasgar-se a dizer os votos. Este ano é complicado decidir por onde começar. A catraia da Islândia não estava mal, a turca mexia-se bem e a senhora do Azerbeijão tinha grandes argumentos, não tivesse ao lado daquele palerma vestido de marinheiro que estragou irremediavelmente a paisagem... Contudo, o prémio "É só saúde!" da noite, atribuído por um prestigiado painel de trolhas e electricistas, vai claramente para a Roménia. A sério. Não era só a cantora que era gira, as catraias que andavam aos pinotes à volta dela também faziam o seu trabalho bastante agradável à vista. Ah, e os vestidos bem curtinhos abaixo ajudavam.&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IwyuOU-OdQw&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IwyuOU-OdQw&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois da senhora da Espanha tentar cantar a sua canção e falhar redondamente, lá se procedeu à votação. Nada de novo, realmente - os países nórdicos votaram uns pelos outros, a Andorra salvou a Espanha da humilhação dos &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;nil points&lt;/span&gt;, e a ex-Jugoslávia também passou a noite a trocar pontos de um lado para o outro. Não sei muito bem porquê, mas nós demos 10 pontos aqui aos bifes, o que motivou o júbilo do pessoal cá de casa, mas o ponto positivo advém da seguinte substituição - sai Francisco Mendes, entra Helena Coelho. Parece-me bem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Reino Unido, que tinha uma boa canção (escrita pelo sr. Andrew Lloyd Webber), safou-se melhor do que é habitual, mas provaram que para ganharem a Eurovisão não basta terem uma das melhores canções. Uma vez que toda a gente os odeia, têm de ter, de longe, a melhor música, e de preferência vestirem as intérpretes de hospedeiras. Se bem que da última vez que fizeram isso levaram &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;nil points&lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Noruega acabou por saír vencedora, com a maior margem de sempre (batendo os tais monstrinhos), o que me pareceu claramente exagerado, uma vez que o rapaz tinha algumas dificuldades em... como é que se diz... cantar. Mas o melhor das votações é sempre o pessoal que tem dificuldades em anunciar os resultados do seu país, seja por questões técnicas ou por falta de massa encefálica. Mais uma vez aconteceu de tudo, desde um qualquer país de leste que tinha pior ligação do que os astronautas até ao palerma que decidiu fazer um minuto de silêncio porque o país dele não passou à final, passando pelo gajo muito muito estranho que se apresentou envergando um galho de uma árvore espetado na lapela, ao lado do que pareciam ser medalhas de guerra, e que achou por bem fazer uma careta de cada vez que dizia o nome de um país. Sinceramente, parece-me que os senhores da Lituânia ou lá o que era pegaram num habitante do equivalente lituano do hospital Júlio de Matos e lhe disseram "lê isto". A miúda da Arménia, pelo contrário, era gira que se fartava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fundo, mais um ano se passou e mais uma vez a Wurovisão nos proporcionou um par de horas bem passado, a contemplar o pior que a Europa tem para oferecer. Neste aspecto parece-me que fizemos um bom trabalho, mas ainda estamos a anos-luz da Grécia, da Rússia ou até da França. Espetem o Nuno Guerreiro em palco e talvez estejamos no bom caminho...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-8107442209459640351?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/8107442209459640351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=8107442209459640351&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8107442209459640351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8107442209459640351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/05/adivinhem-o-que-ai-vem.html' title='Adivinhem o que aí vem...'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-9001649588225553889</id><published>2009-05-12T01:23:00.001+01:00</published><updated>2009-05-12T03:27:46.750+01:00</updated><title type='text'>"Agora estou numa fase em que me apetece rasgar-me todo"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de mais nada, devo um pedido de desculpas aos leitores assíduos deste blogue, sejam eles quem forem, por não corresponder à vossa assiduidade, e espero que não tenham lido o post sobre a mulher dos tampões muitas vezes, uma vez que não tem assim tanta piada. A razão da falta de assiduidade é óbvia - exames. Muitos, feios e maus. Quando acabarem, prometo que vos prendo com mais do que um post por mês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blitz.aeiou.pt/iv/0/173/532/c9a3762a.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo também um pedido de desculpas ao Manuel Fernandes (decerto um desses leitores assíduos) por ter dito que o rapaz se arrastou durante 90 minutos no jogo contra o Getafe. Embora seja verdade que o senhor não correu grande coisa, parece que no dia seguinte descobriram que ele tinha jogado 75 minutos... com uma perna partida. Desculpa lá qualquer coisinha ó manel, manda um abraço ao Villa, tá bom?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de não ter escrito grande coisa nos últimos tempos tenho tentado os posíveis para me manter a par da actualidade nacional, e todos os dias me deparo com histórias inspiradoras que me fazem acreditar que a vida tem, de facto, um sentido e um propósito. Não é o caso desta, e talvez seja por isso que não só me tenha feito pegar no computador e dedicar-lhe um post (quase) inteiro, como me fez usar a frase que é para mim o clímax de toda a peça como título. Caso não tenham reparado nas letras gordas acima deste texto, a frase é  "Agora estou numa fase em que me apetece arrancar a camisa, rasgar-me todo" e é dita por Nuno Guerreiro, identificado no texto como "ex-vocalista da Ala dos Namorados", e cujo novo nome artístico é - e é melhor sentarem-se antes de lerem o que aí vem - Warrior. E o que é que levou este senhor, que durante a sua carreira ficou conhecido por cantar como se alguém lhe estivesse a pontapear repetidamente a genitália envergando botas cardadas, a tomar um nome artístico que mais parece saído de uma daquelas palhaçadas do Wrestling? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A resposta a essa pergunta vem na primeira página do 24 Horas da passada sexta feira - Nuno "Warrior" Guerreiro, no canto azul, foi vítima de violência doméstica. Segundo o artigo, o cantor foi "espancado pelo amor da sua vida", uma relação a que se entregou 200 por cento e que pelos vistos não pode ser reatada. O que me parece mais interessante é a reticência que o artigo tem em especificar o género do "amor da sua vida". No entanto, e num exercício de imaginação, podemos deduzir que, uma vez que os maus tratos lhe deixaram "marcas físicas na cara", das duas uma - ou era um cavalheiro ou era, vamos lá, a Odete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O "senhor" prossegue dizendo que foi esta situação que precipitou o fim da Ala dos Namorados e que o motivou a iniciar uma carreira a solo, sob o tal nome de wrestler, por se considerar "um guerreiro a lutar contra tudo e contra todos". Pois. Convém notar que da última vez que o rapaz decidiu lutar contra tudo, contra todos e contra a Odete a coisa acabou mal, e pelas indicações dadas pelo cantor, ainda pior vai acabar a dita nova carreira - uma parceria com o DJ Phil Kay (claramente um tipo chamado Filipe Carlos que é o novo amor da vida dele) vai fazer Warrior passar "do pop para uma sonoridade mais house". Não é por nada, mas cheira-me que mais um par de anos e o rapaz vai mudar-se do house para a kizombada e mudar de nome para "Nho Rreirinho"...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.S. - Ok, todo o artigo tem a sua piada, mas a melhor parte (ainda que a mais parturbadora) é a imagem da capa do 24 horas. Aviso prévio - a imagem que se segue poderá ser considerada chocante pelas pessoas mais sensíveis, mas felizmente será considerada de partir a rir para as restantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 238); "&gt;&lt;img src="http://blitz.aeiou.pt/iv/0/173/532/c9a3762a.jpg" border="0" alt="" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 580px; height: 386px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-9001649588225553889?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/9001649588225553889/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=9001649588225553889&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/9001649588225553889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/9001649588225553889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/05/agora-estou-numa-fase-em-que-me-apetece.html' title='&quot;Agora estou numa fase em que me apetece rasgar-me todo&quot;'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-7001753061941613456</id><published>2009-04-12T14:56:00.003+01:00</published><updated>2009-04-12T15:35:58.942+01:00</updated><title type='text'>Joana Vasconcelos e o Mundo maravilhoso do GPS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“As pessoas perguntavam-me “O que é que fazes?” Ao início respondia que era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;joalheira&lt;/span&gt;, mas achava que isso não era justo, por isso passei a dizer que era escultora. Mas aí as pessoas perguntavam “Ah e que material é que trabalhas?” e eu dizia “Ah, materiais diversos” mas elas perguntavam “Não não, que material é que é, barro, pedra, gesso?”, e eu tinha que dizer “Olha, às vezes nenhum, às vezes tampões.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram estas palavras da “artista plástica” Joana Vasconcelos que me fizeram ficar pregado ao programa sobre a sua “obra” na RTP internacional durante quase 20 minutos. Durante esses vinte minutos, a senhora tentou explicar o significado de diversas peças da sua autoria, desde um vestido de noiva feito de, lá está, tampões até um sapato gigante feito de tachos (“o 16, porque é o tacho do arroz, que define o papel da mulher”). A senhora começou por dizer que não era a melhor aluna na escola, e que as pessoas pensavam que para alguém ser artista era preciso ter algum talento especial, opinião com a qual a senhora “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;descorda&lt;/span&gt;”. Pois claro. Basta ouvi-la falar durante trinta segundos para perceber porque é que a “artista” &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;descorda&lt;/span&gt;, e até para concordar com ela – para se ser “artista” não é preciso ter talento, não é preciso ser particularmente inteligente, basta dizer as palavras mágicas “sou artista plástica” e de repente aparecem logo dezenas de pessoas que cheiram a naftalina a atirar-lhe dinheiro para cima. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vejo outra explicação para o sucesso desta senhora, cuja “obra” poderia ser idealizada por qualquer dona de casa com conhecimento suficientemente profundo da revista “Tele Novelas” e que usava como exemplo da perda de valores e tradições o aparecimento do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;IKEA&lt;/span&gt; e o consequente desaparecimento do... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;tupperware&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinceramente, todas as palavras são poucas para descrever esta personagem. Outro dos destaques vai para a Bienal de Veneza, onde a “artista” demonstra o seu conhecimento profundo do francês, do italiano (ao gritar “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Andiamo&lt;/span&gt;! &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Andiamo&lt;/span&gt;!” ao gondoleiro) e do inglês, onde explicava a sua obra com as palavras inspiradoras “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;this&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;part&lt;/span&gt; is &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;full&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;of&lt;/span&gt;... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;of&lt;/span&gt;... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;béton&lt;/span&gt;.” Contudo, continuo a achar que o ponto alto desta peça é mesmo a frase “às vezes tampões.” A classe, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;finesse&lt;/span&gt; do melhor que o nosso pais tem para dar aos círculos artísticos internacionais. Aos círculos artísticos internacionais peço – fiquem com ela. A sério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 370px; height: 246px;" src="http://parkphenomena.files.wordpress.com/2007/06/dorothy05.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(o tal sapato feito de panelas...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou, finalmente, em Barcelona. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Digo&lt;/span&gt; finalmente porque não foi fácil, por várias razões. Para já, as viagens dos meus pais nunca foram propriamente agradáveis, mas agora ainda menos. Os dias em que não estamos fechados num carro resumem-se ao seguinte: uns minutos antes de o sol nascer, eu e a minha irmã somos acordados pelo meu pai, completamente vestido e pronto para seguir. Depois de desligar o telefone da linha e gritar “Deixem-nos dormir” muito alto, lá nos levantamos e seguimos para o pequeno almoço. Ainda a minha chávena de café está a meio, já o meu pai está a pagar e a dirigir-se para a porta. Cerca de hora e meia depois de começarmos a andar, surgem as primeiras queixas de cansaço, e outra meia hora depois estamos de volta ao hotel. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, a verdadeira magia acontece quando estamos na estrada. Como é hábito, o meu progenitor veio armado não com um, mas com dois aparelhos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;GPS&lt;/span&gt;. No total, e desde que começaram a surgir em força os ditos aparelhos, o meu pai deve ter comprado para cima de dez, mas até hoje não tinha tido necessidade de os usar. É um facto que os tinha usado na mesma, mas no caminho do trabalho para casa, onde a utilidade do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;GPS&lt;/span&gt; é a mesma da de uma botija de oxigénio para um peixe de aquário. Agora que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;GPS&lt;/span&gt; dá o seu jeito, o senhor meu pai passa metade da viagem à chapada com o aparelho, e a outra metade completamente perdido. A coisa melhora com a minha mãe ao volante, visto que para além do sentido de orientação do tal peixe de aquário, contribui uma completa incapacidade de seguir indicações. Como tal, enquanto ambos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;GPS&lt;/span&gt; diziam para virar à direita, lá íamos nós felizes e contentes pelo túnel dentro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, tenho de dar alguma razão aos meus progenitores – os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;GPS&lt;/span&gt; são bastante palermas. Contei pelo menos oito ordens para virar à esquerda numa auto-estrada e perdi a conta às vezes que o bicho mandava virar à direita daí a 50 metros, quando nos 500 metros seguintes não se via nada à direita para além de prédios muito grandes e senhoras de idade a passear cães do tamanho de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;hamsters&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;GPS&lt;/span&gt; têm a sua piada durante três minutos e podem até ser úteis de vez em quando. No entanto, creio que fazem esquecer um método mais barato, mais simples e normalmente mais útil – seguir indicações. O facto de haver uma placa a dizer “Barcelona” que apontava para a direita não impediu minimamente o meu pai de seguir em frente, por ordem do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;GPS&lt;/span&gt;. De seguida, o aparelho mandou-o virar à direita três vezes e voltámos ao mesmo sítio... A sério, se estiverem perdidos numa cidade completamente desconhecida, e nas palavras de uma emigrante portuguesa em “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Massachussas&lt;/span&gt;”, não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;paniquem&lt;/span&gt; e andem em frente até verem uma placa que vos mande para onde querem ir. A única cidade que eu já visitei em que isso é impossível é o Porto, onde existem exactamente três placas, duas a apontar para o estádio do Dragão e a outra para a casa do Excelentíssimo Presidente. Fora isso, mesmo em Cascais, esqueçam os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;GPS&lt;/span&gt; e experimentem usar os olhinhos... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só para terminar, porque raio é que no 24 os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;GPS&lt;/span&gt; funcionam sempre bem? A sério, se o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;CTU&lt;/span&gt; usasse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;TomTom&lt;/span&gt;, o Jack &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Bauer&lt;/span&gt; acabava com o carro virado ao contrário a meio da auto-estrada ou com a frente do carro no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;lobby&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Marriot&lt;/span&gt; da Avenida dos Combatentes...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Anteontem, meia hora depois de chegar a Valência, fui a correr para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Mestalla&lt;/span&gt; ver o Valência-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Getafe&lt;/span&gt;. O jogo acabou 4-1, com três &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;penalties&lt;/span&gt;. Manuel Fernandes, o único português em campo, arrastou-se durante 90 minutos. Não vi o homem correr, vi-o fazer dois cortes, mas de cada vez que tinha a bola nos pés saía um grande passe, ora para David &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Villa&lt;/span&gt;, ora para David Silva, ora para um dos centrais do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Getafe&lt;/span&gt;. Um bom jogo de futebol, com o facto curioso de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Villa&lt;/span&gt; ter bisado... da marca de grande penalidade. Qual não é o meu espanto quando chego ao hotel e vejo a notícia de que o Benfica tinha ganho ao Estrela da Amadora 2-1, com todos os golos marcados a 11 metros da baliza. De seguida liguei a televisão e vi que, em Sevilha, o nosso grande Ricardo só viu um dos muitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;penalties&lt;/span&gt; deste fim de semana, e viu-o dos balneários, uma vez que foi expulso depois de arrancar a tíbia ao avançado adversário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-7001753061941613456?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/7001753061941613456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=7001753061941613456&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7001753061941613456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/7001753061941613456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/04/joana-vasconcelos-e-o-mundo-maravilhoso.html' title='Joana Vasconcelos e o Mundo maravilhoso do GPS'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-199536115821947695</id><published>2009-04-02T03:19:00.003+01:00</published><updated>2009-04-02T04:02:37.729+01:00</updated><title type='text'>Higiene Oral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ordem da senhora minha dentista, hoje fiz uma "Higiene Oral". Traduzindo para os comuns mortais, cuja dentadura não causa encandeamento, paguei 70 euros para uma senhora me lavar os dentes. É certo que em vez de usar uma escova e um bocadinho de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Aquafresh&lt;/span&gt;, a "higienista" usou uma série de instrumentos estranhos, um jacto de água semelhante ao que usam para limpar os Jerónimos, um berbequim e um aspirador. Juro que ainda vi um martelo pneumático encostado ao canto da sala, mas felizmente por lá ficou. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me que, quando tirei o aparelho, a dentista me disse que deveria fazer uma "higiene" uma vez por mês. Não me lembro bem das palavras exactas, mas a minha resposta foi qualquer coisa como "Doutora, para eu pagar 70 euros todos os meses, a senhora teria de, antes de me lavar os dentes, proceder a toda uma dança exótica, durante a qual me seria servido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Champagne&lt;/span&gt; e caviar à distinção. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Ok&lt;/span&gt;, pelo menos a mine e o tremoço, vá..." Ou então não foi nada disto, mas devia ter sido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinceramente não tenho nada contra dentistas, aparte do facto de esses &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sacanas&lt;/span&gt; me terem feito andar metade da minha existência com uma linha de comboios dentro da boca. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Digam&lt;/span&gt; o que disseram, os dentistas têm o dom (partilhado pelos mecânicos) de nos convencer de que os nossos dentes estão uma miséria e de que é preciso o tratamento mais estupidamente caro (e que geralmente envolve elásticos e molas e guilhotinas) para os pôr no lugar. E no fim do tratamento, nove em cada dez vezes dizem que afinal não está mesmo bem, e é preciso outro tratamento estupidamente caro e desconfortável. Juro que, de um dia para o outro, de repente metade os miúdos entre os 10 e os 15 anos usam aparelho, e a percentagem aumenta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;astronomicamente&lt;/span&gt; se limitarmos a estatística à linha de Cascais ou aos alunos dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Maristas&lt;/span&gt;, do S. João de Brito e dos Salesianos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje tive de ligar para o apoio técnico da TV Cabo. Depois de "premir" 84 números para chegar ao sítio que queria (a sério, custa assim tanto pagar a um operador para nos perguntar o que queremos e transferir a chamada?!), lá falei com um senhor que estava claramente a ler um guião. A certa altura, o rapaz disse qualquer coisa como "Tenho o prazer em estar a falar com o senhor..." Como o rapaz não era o Jack &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Nicholson&lt;/span&gt;, as reticências escritas no guião não se reflectiram no tom de voz, e portanto a minha resposta foi qualquer coisa como "Eu não faço ideia de quem o senhor seja, mas o prazer é todo meu." Como não havia resposta para isto no guião (e eu bem ouvi o virar das folhas para a frente e para trás), ele repetiu a pergunta, até que à terceira lhe disse o meu nome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais interessante é o facto de o senhor ser obrigado a deixar claro que é um prazer estar a falar comigo, coisa que ninguém espera de um operador telefónico - entre falar comigo ou introduzir uma colher na narina esquerda, eu admito perfeitamente que o senhor prefira a última.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não querendo desenvolver muito mais o tema do apoio técnico, alguém tem de dizer aos senhores que a música de espera é possivelmente a invenção mais inútil à face da terra - acham mesmo que ouvir um excerto de 30 segundos das quatro estações repetidamente vai tornar uma espera de 20 minutos mais agradável?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde Sábado passado que Portugal não marca um golo em jogos oficiais há 278 minutos (três jogos, vá). Este número torna-se mais interessante ao sabermos que um destes jogos foi em casa com a Albânia, país que deve ter cerca de três campos de futebol, dois dos quais com meia dúzia de minas anti-pessoais espalhadas aleatoriamente, coisa pouca. Não é preciso ser um génio para perceber que, antes de Sábado, nós já não marcávamos há dois jogos. Infelizmente, o facto de uma equipa que se afirma candidata ao Mundial não conseguir marcar à Albânia não é razão suficiente para o nosso seleccionador pôr um ponta-de-lança a jogar. Parece-me bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre defendi Carlos Queiroz como seleccionador, e penso que é preciso alguém como ele para levantar o nível do futebol português enquanto José &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Mourinho&lt;/span&gt; não volta para treinar a selecção. No entanto, ficava muito chateado se passasse o início do verão de 2010 a ver um campeonato do Mundo sem Portugal...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-199536115821947695?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/199536115821947695/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=199536115821947695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/199536115821947695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/199536115821947695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/04/higiene-oral.html' title='Higiene Oral'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-4513218093583390948</id><published>2009-03-14T21:48:00.006Z</published><updated>2009-03-18T11:45:37.609Z</updated><title type='text'>Os piores "telediscos" da história</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Telediscos?!", pergunta o leitor. É verdade - o vernáculo dos anos 80 invade desta maneira  brusca e impetuosa os proglemas. Quem me conhece o suficiente para saber o meu dia de anos sabe que a minha existência nessa década se resume a seis meses, dezaseis dias e meia dúzia de horas. No entanto, o dia de ontem fez despertar em mim esse gigante adormecido que era o meu fascínio pelos telediscos muito muito muito maus dos anos 80. "E o que é que aconteceu no dia de ontem?", pergunta o leitor. Tenha calma, respondo eu, e esteja lá caladinho que eu tenho mais que fazer do que responder a perguntas palermas de cinco em cinco minutos. Ontem, aqui no Luxemburgo, foi o "Red Nose Day", em que um pouco por todo o país o mote é "Do something funny for money". Este evento, o "Comic Relief", angariou este ano 57 milhões de libras, e lá no meio estão as que as pessoas nos deram (a mim e à equipa de futebol americano da faculdade) por passar uma bola entre nós durante 12 horas sem a deixar caír no chão, como naquele episódio dos Friends. Ok, pelo menos a ideia era essa. O primeiro "acidente" ocorreu quatro minutos depois de começarmos, e repetiu-se cerca de vinte vezes até ao fim do dia...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E o que é que isso tem a ver com telediscos foleiros dos anos 80?!", pergunta o leitor. Ainda bem que pergunta, respondo eu, mas se volta a abrir a boca leva na trombeta. As primeiras e as últimas duas horas deste evento tiveram como música de fundo o top 50 das melhores baladas dos anos 80, enquanto que as televisões exibiam os respectivos telediscos. Para além disso, a empregada de mesa (que tem uma personalidade brutal) estava vestida à Top Gun, o que causou a primeira "queda" do dia, já que o catraio que deixou a bola caír no chão tinha os olhos fixados nos óculos escuros da rapariga. Também não ajudou o facto de toda a equipa começar a cantar "Take My Breath Away" de cada vez que a senhora se aproximava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posto isto, aqui vai - a lista dos 10 telediscos mais incrivelmente foleiros dos anos 80.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;10 - Whitney Houston - I Wanna Dance With Somebody&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem está habituado aos vestidos de noite e aos cabelos ao vento do repertório da cantora nos anos 90, este videoclip é deveras assustador. Desde o palerma com o casaco de índio no início até ao espernear desenfreado da senhora no fim, há estupidez para todos os gostos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ojh5rGlngTw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ojh5rGlngTw&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;9 - Bryan Adams - Everything I Do&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A música é má, muito mázinha. Com muitas horas de esforço, imagens de um filme qualquer com o Kevin Costner e filmagens no País de Gales (para quem não sabe, a coisa mais interessante para filmar no País de Gales deve ser para aí uma ovelha cor de laranja), e muitas horas de pós produção depois, conseguiram fazer um vídeo ainda pior que a canção...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ZGoWtY_h4xo&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ZGoWtY_h4xo&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;8 - Alphaville - Forever Young&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos de dar o devido desconto - a música tornou-se um clássico e, vá, eles são alemães. Mas não há nada que responda à questão: O que raio é aquilo?! Durante os primeiros 45 segundos temos a sensação de estar a ver um vídeo de uma qualquer seita estranha, até que nos aparece um tipo com um esquilo pousado na nuca a mexer os lábios... Se tiverem curiosidade, vejam os restantes vídeos dos senhores, cada um mais estranho que o outro - no "Big In Japan", o tipo do esquilo passa metade do vídeo de costas e a outra metade a apontar para trás...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/n7CuJ8cR9sg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/n7CuJ8cR9sg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;7 - Foreigner - I Want To Know What Love Is&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A música pretence ao clube restrito a nível Mundial das canções em que o vocalista sofre claramente de um caso grave de prisão de ventre, clube esse onde é acompanhado, entre outros, por esse vulto da música portuguesa que é Zé Cabra. O vídeo segue a mesma linha - uma ode ao congestionamento de trânsito intestinal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gz2cUX0CNA8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gz2cUX0CNA8&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;6 - Men At Work - Down Under&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um teledisco que parece retirado de um filme dos anos 70 com o orçamento de duas imperiais e um isqueiro e com duas particularidades - em cada cena há alguém a fazer qualquer coisa estúpida, e a "personagem" que efectua a referida estupidez finge que canta a música... De resto a música tornou-se numa das coisinhas mais irritantes à face da terra (logo a seguir ao James Blunt e ao correio não solicitado), em grande parte por passar na Rádio Comercial cerca de sete vezes por hora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DNT7uZf7lew&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DNT7uZf7lew&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5 - Kate Bush - Wuthering Heights&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por onde começar... Ok, e que tal com o facto de eu não fazer a mais pequena ideia do que a senhora grunhe durante a música inteira, tão esganiçado é o tom de voz da cantora. Sinceramente, tenho fortes suspeitas de que para alguém com mais de 40 anos, este teledisco é um filme mudo. E após 30 segundos é fácil de perceber que a origem do tom de voz da cantora é a mesma da estranheza geral da senhora - o que é aquilo?! Gosto especialmente daquela coisa com as mãos, seguida do que se assemelha perigosamente a um ataque epiléptico... A mulher é doida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Hv0azq9GF_g&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Hv0azq9GF_g&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;4 - Wham! - Careless Whisper&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora sim, começamos a entrar em território mítico. Os Wham!, um dos maiores fenómenos dos anos 80 - George Michael e, bem, o outro tipo, ídolos de tanta catraia por esse mundo fora, até se descobrir que afinal jogavam por equipas diferentes. Como é óbvio, há outros videoclips tão maus quanto este - não esquecer o lendário "Wake Me Up Before You Go-Go", em que o Jorge é apalpado violentamente por uma mão estranhamente peluda. Pois. No entanto, parece-me óbvio que este se destaca por razões óbvias, uma das quais por incluir uma cena de amor ardente entre George Michael e uma catraia. A ironia, meu Deus, a ironia...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/no1BJy58JxU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/no1BJy58JxU&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;3 - Berlin - Take My Breath Away&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Banda sonora de um dos filmes mais icónicos de sempre, "Top Gun", e vencedora de Óscar de melhor "canção", este teledisco demonstra o que podia ser feito com uma câmara de 8mm numa sucata na Brandoa, uma cassete do Top Gun e uma ventoinha daquelas da loja dos 300. A música em si é daquelas tão más, tão más, tão más que dão a volta e se tornam geniais, aliás como os três lugares cimeiros deste top 10. É também uma das coisinhas mais irritantes do filme inteiro, uma vez que o refrão é repetido cerca de 30 vezes, de cada vez que o Tom Cruise dá um beijo à catraia. Isto torna a coisa bastante previsível - de cada vez que o rapaz se põe em bicos de pés já se sabe que vem aí a senhora a gemer... (curiosidade - sabiam que o senhor teve de usar saltos em todas as cenas com a rapariga porque ela era mais alta que ele?! Ah pois é...)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gKyEo-P4zik&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gKyEo-P4zik&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;2 - Bonnie Tyler - Total Eclipse Of The Heart&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinceramente, custa-me perceber o que é que passou pela cabeça do alguém quando viu a versão final deste vídeo e disse "tá bom, pode seguir"... Suponho que seja a pessoa que aprovou todos os outros vídeos da Bonnie Tyler, porque são todos igualmente maus. A verdade é que dá a sensação de que este teledisco pertence a uma altura estranha em que eles estavam a experimentar o que é que funcionava - dançarinos em casacos de pele? A Bonnie Tyler com 27 quilos de laca no cabelo? Zombies? A Bonnie Tyler a correr? Espadachins? Homens de tanga? Ok, agora juntem tudo no mesmo e vamos ver no que dá. E deu nisto...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/840B27zYfOk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/840B27zYfOk&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;1 - Lionel Ritchie - Hello&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há palavras para descrever este vídeo... É simplesmente bom demais para ser verdade - o penteado do Lionel, o bigodinho de fazer inveja a Artur Jorge, a catraia cega mas, acima de tudo, aquele que para mim é o momento mais incrível da história dos telediscos, os segundos finais em que a ceguinha acaba a escultura da fronha do rapaz e lhe diz que é assim que o imagina, momento em que este lhe agarra bruscamente as mãos e pronuncia as palavras mágicas "Hello... Is it me you're looking for...?" A minha teoria é de que a violência com que o Lionel lhe agarra os antebraços se deve ao facto de ela lhe estar a acariciar o rosto com as mãos cheias de barro. Aquilo é coisa que custa a saír, quer dizer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PDZcqBgCS74&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PDZcqBgCS74&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pronto, está terminada a minha incursão pelos anos oitenta e por tudo o que de melhor se fez nessa década mágica. No entanto, não vos queria deixar sem partilhar algo com que me deparei durante as horas e horas de pesquisa (a sério) - não é dos anos 80, mas é do melhor que o produto nacional tem para oferecer. Deixo-vos com Carlos Ribeiro e... Toy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wBJIgZzAuFE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wBJIgZzAuFE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-4513218093583390948?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/4513218093583390948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=4513218093583390948&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/4513218093583390948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/4513218093583390948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/03/os-piores-telediscos-da-historia.html' title='Os piores &quot;telediscos&quot; da história'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-5668332578487912413</id><published>2009-03-11T00:33:00.004Z</published><updated>2009-03-11T10:55:03.875Z</updated><title type='text'>Ouro sobre azul. Ou verde, vá...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O número da perfeição, usado desde a antiguidade como superior a todos os outros - por alguma razão os apóstolos são 12 e as horas seguem a mesma linha. No entanto, esta noite o número 12 adquire todo um novo significado, o da maior tareia de sempre da história da Liga dos Campeões.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Queria desde já apresentar os meus sentimentos a todos os sportinguistas. Apenas como cortesia, como é óbvio, uma vez que nem isso vosselências se dignam a demonstrar sempre que qualquer outra equipa perde na europa. Mas 12 é obra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a memória não me falha, nos idos de 1999 aconteceu algo de semelhante ao Benfica. Bom, algo de semelhante se ficarmos pelo primeiro acto, o que se seguiu dessa vez não chegou à dúzia. No entanto, conheço pelo menos duas pessoas que a meio do jogo disseram que se a tareia chegasse aos sete mudariam de clube, e assim o fizeram, ambos curiosamente para os senhores que hoje são motivo de risada por toda a Europa. E não posso esquecer que ainda hoje, 10 anos depois, vem à tona o 7-0 de cada vez que ficam sem argumentos numa discussão. Creio que seria justo todas as outras equipas terem o direito de usar este resultado como desbolqueador de conversa, num período mínimo de (escolhendo um número perfeitamente aleatório) 12 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em relação ao jogo propriamente dito, cheguei no início da primeira parte, e tinha melhores jogos para ver, como o Liverpool - Real ou o Chelsea - Juve, e portanto só me apercebi da magnitude da tragédia quando vi "4-1" escrito em rodapé... Aí mudámos um canal por breves momentos, e descobrimos que o Bayern já nem jogava com as reservas, mas sim com as reservas das reservas. Só não jogou o Beckenbauer porque não o conseguiram inscrever a tempo... A artrite também não ajudou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde voltámos a mudar o canal para os últimos cinco minutos, o que naturalmente ainda nos concedeu o prazer de ver o último golo dos alemães, em que o brazuca que está ao primeiro poste acha que a melhor coisa a fazer com a bola num canto é passá-la com toda a gentileza ao alemão grande e loiro à frente dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde vi o resumo alargado do jogo, que obviamente não tinha muito mais o que os oito golos. Em defesa da equipa lusa, e temos que a fazer, o Sporting teve os dois melhores golos da partida. O golo do Moutinho é excelente, mas destaco sobretudo o cabeceamento perfeito de Anderson Polga, a voar como o Jardel entre, vá, os pontas de lança e a empurrar, de cima para baixo como mandam as regras, para o fundo das redes defendidas não se sabe muito bem por quem. É sempre bom ver um defesa central acumular um golo e duas assistências num jogo deste calibre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto de risada geral ocorreu quando Pedro Silva (que, não sei se mais alguém reparou, mas ainda carrega assim um pesozinho do Natal, as filhozes fizeram-lhe mal) achou por bem fazer uma brilhante entrada a pés juntos por trás a um avançado que tinha deixado a bola sair pela linha de fundo. Como se não bastasse, tentou fazer toda uma imobilização de judo de seguida, por certo para se certificar que o senhor não chegava mesmo à bola, nesta altura na posse de um apanha-bolas chamado Michael Hauptbanhof.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me quero alongar muito mas, como se não bastasse, ainda há o golo em que Rui Patrício e um dos defesas centrais (eu quero muito que seja o Polga, mas não tenho a certeza) decidem fazer-se à mesma bola, embater cabeça com cabeça e deixá-la para o tal alemão grande e loiro marcar mais um, desta vez de pontapé de bicicleta. Deu para tudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, a parte mais irónica foi o rescaldo do jogo na Sky Sports (uma espécie de SportTv aqui do sítio), feito por quatro marmanjos que percebiam tanto de futebol português como eu de futebol turquemenistenho (ouvi dizer que o Beto, aquele loiro do Benfica, anda por lá). Os senhores divertiram-se durante vinte minutos a discutir como é que era possível um treinador que sofre 12 golos em duas mãos ainda tem trabalho, e a afirmar que o despedimento de Paulo Bento era inevitável. Infelizmente, os senhores não faziam ideia de que o Paulo Bento é que já não quer nada com os senhores, e está a tentar fazer uma saída discreta. Está ou estava, acho que depois de hoje à noite a carreira recente de Paulo Bento no Sporting é tudo menos discreta, o mais que não seja por 12 ordens de razões...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, como devem imaginar imediatamente após o fim do jogo procedi aos telefonemas de condolências da praxe. Mais interessante é que já não ligava a algumas destas pessoas há bastante tempo. É verdade, é preciso o Sporting levar 12 na pá para eu telefonar aos sportinguistas da minha lista... Enfim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.S. - Catarina, se leres isto dá os meus sentimentos ao teu pai, por favor. Era um dos números que não tinha na lista, e estar a telefonar-te só para falar com ele era um bocadinho má onda. Tu percebes :P&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-5668332578487912413?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/5668332578487912413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=5668332578487912413&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5668332578487912413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/5668332578487912413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/03/ouro-sobre-azul-ou-verde-va.html' title='Ouro sobre azul. Ou verde, vá...'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-9210603316475254894</id><published>2009-02-15T16:40:00.006Z</published><updated>2009-02-15T17:44:16.186Z</updated><title type='text'>Seis Nações e neve - um dos mais desinteressantes posts de sempre.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os desgraçados que percebem ainda menos de rugby do que eu, neste momento realiza-se o torneio das seis nações, um evento anual em que as cinco melhores equipas da Europa disputam o troféu homónimo, enquanto que a Itália apanha na cara de toda a gente (menos da Escócia em anos bissextos). Um dos pontos altos do torneio, pelo menos para os ingleses, é o Inglaterra-País de Gales. Resumindo, o País de Gales tem a melhor equipa da Europa e a Inglaterra pensa que tem a melhor equipa da Europa, portanto o fim de semana do jogo é irremediavelmente preenchido por um luto geral por estas bandas. Imaginem que Portugal jogava um amigável com França todos os anos e perdia com um penalty esquisito todos os anos, é mais ou menos o mesmo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora sucede que este ano o Inglaterra-País de Gales calhou em cheio, nem mais nem menos, no dia de São Valentim, a única efeméride religiosa em que a tradição consiste em ofere&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;cer meia dúzia de rosas e, vá, pecar um mínimo de duas ou três vezes. Ora mesmo a calhar veio o facto de um dos meus colegas de apartamento ter uma namorada... galesa. A rapariga é relativamente engraçada - é um tanto ou quanto estranha, mas tem uma grande personalidade. Daquelas personalidades tão grandes que, se a rapariga não tiver cuidado com o que come, eventualmente a fará ter dificuldade em entrar num autocarro de frente ou, quiçá, ter de comprar dois bilhetes de avião no lugar de um. Adiante, acontece que a rapariga não o deixou por nada deste mundo ver o jogo. Um tipo que joga rugby pela faculdade, é um adepto fervoroso de tudo e mais alguma coisa, não viu o jogo porque a namorada não o deixou. Em cinco palavras - muito muito muito muito fraquinho. A justificação da rapariga era tão simples quanto idiota - se Inglaterra perdesse ele ia ficar chateado durante o resto do dia, e era dia dos namorados. É impressão minha ou, não o deixando ver o jogo, ele ainda ficou mais chateado, e durante todas as 24 horas do dia? Homens deste mundo, revoltem-se. Impõe-se uma adenda à constituição de todo e qualquer estado soberano, que diga o seguinte "Se, por qualquer motivo, um cidadão tiver de escolher entre um evento desportivo e obrigações conjugais, este terá o direito de escolher o primeiro sem o cônjuge oferecer resistência. As obrigações podem ficar para depois."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um facto que a Inglaterra se acha uma das mais poderosas nações do Mundo. É um facto que todos os ingleses pensam que, aparte dos Estados Unidos e, eventualmente, da Rússia, todos os países do Mundo estão a milhas de distância. Infelizmente já não estamos nos anos 50, e isso já não é bem verdade, mas o que conta é a intenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que mais me impressiona neste país é a total e completa incapacidade de reagir a qualquer coisa minimamente inesperada. Nas últimas duas semanas nevou em Bristol. A última vez que tinha nevado em Bristol tinha sido, vá, há um ano, mas foi só uma tarde. Antes disso tinha sido no ano anterior, um par de dias. Ora perante este histórico, era de prever que estes senhores estivessem preparados para isso, mas o resultado foi catastrófico - todos os voos cancelados, comboios parados, estradas cortadas e, com muita pena nossa, aulas canceladas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo que contam, o mesmo acontece no Verão, com todos os comboios parados nas estações por causa da dilatação das linhas. E estes senhores investem milhões de libras todos os anos no sistema ferroviário. Como é que nós, que gastamos tipo 30 cêntimos por ano, não temos esses problemas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, para tornar as coisas mais interessantes e para que a leitura deste post não seja equiparada a uma completa perda de tempo, cá vão umas fotos engraçadotas da neve aqui por estes lados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="text-align: left;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px; " src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/SZhRtsoOVtI/AAAAAAAAAFg/5uq3NwhULgU/s400/IMG_0084.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303078406744594130" /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A bela da vista da minha janela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 281px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/SZhSanym_gI/AAAAAAAAAFo/v-RH6voQo_Y/s400/n193104042_37481984_7798.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303079178540088834" /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;Futebol americano na neve é muito muito bom. E frio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/SZhS_FNTyCI/AAAAAAAAAFw/oO3c5XeFdDc/s400/n1485210067_306882_9272.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303079804911994914" /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Sim, de facto sou eu, praticamente de pijama, prestes a levar com uma bola de neve no meio dos olhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-9210603316475254894?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/9210603316475254894/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=9210603316475254894&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/9210603316475254894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/9210603316475254894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/02/seis-nacoes-e-neve-um-dos-mais.html' title='Seis Nações e neve - um dos mais desinteressantes posts de sempre.'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_q7gJfKWoWt0/SZhRtsoOVtI/AAAAAAAAAFg/5uq3NwhULgU/s72-c/IMG_0084.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-8735378408039915845</id><published>2009-02-06T20:16:00.002Z</published><updated>2009-02-06T20:54:35.212Z</updated><title type='text'>Uma viagem, na prática, bastante palerma - Dia 4</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha esperança de educar o Tobias e o Sequeira na visionamentalização de um jogo de futebol americano caíu por terra sensivelmente quinze segundos depois do início do jogo, que na prática só começou meia hora depois do previsto, uma vez que havia toda uma série de americanices a cumprir antes - o hino, homenagens a vinte e sete pessoas que nem elas próprias faziam ideia do porquê de ali estarem, e anúncios, muitos anúncios. O que é facto é que ainda o jogo não tinha começado já um ressonava alegremente, enquanto que outro fazia a segunda voz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, quando a coisa se estava a tornar interessante tivemos de ir embora, sob pena de eu perder outro avião. Depois de constatarmos que a estação do metro estava deserta e não dava sinais de mudança nas próximas horas, acabámos a correr atrás de um autocarro. Para mal dos nossos pecados foi o Sequeira que lá chegou primeiro, dirigindo-se ao motorista com as seguintes palavras, &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;ipsis verbis&lt;/span&gt;: "Erm... aaaa... Háuptábánhóf!" Para perceberem mais ou menos a reacção do motorista, imaginem a cara de um motorista da ronda a noite da Carris se se aproximassem do autocarro e bramissem a palavra "Brócolos" muito alto e muitas vezes. Pronto, foi mais ou menos isso. Enquanto eu me ria encostado à paragem, lá chegou o Tobias para salvar a situação, e descobrimos que tínhamos mesmo de recorrer ao belo do táxi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegados à Hauptbhanhof, por um caminho como os que os taxistas de Lisboa fazem desde o aeroporto até qualquer outro ponto da cidade, retirámos as malas do cacifo e dissemos adeus, uma vez que o meu voo era de um aeroporto diferente do deles. Não houve lágrimas nem grandes demonstrações de afecto, facto que deixou o Tobias deveras agastado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia era apanhar o autocarro directo até ao aeroporto, mas este só passava às 4h45, e como ainda tinha de fazer o check-in decidi apanhar outro táxi. Na prática, vim a descobrir que este era conduzido por uma senhora cujo peso suplantava ligeiramente o do próprio veículo, e que não me parecer ter cara de falar qualquer outra coisa que não húngaro, e então lá arranhei um "Tegel bitte" que ela me pareceu ter percebido. Quando o trajecto começou a ficar estranho voltaram os meus medos de acabar numa banheira gelada com um rim a menos, mas a senhora lá chegou ao aeroporto e até perguntou qual era o meu voo em inglês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta feita, a viagem correu como planeado e ainda bem, uma vez que em Amsterdão descobri que todos os voos para Inglaterra estavam cancelados menos o meu. Embarquei nos dois voos a horas, sem overbookings ou alemães a divertirem-se com o meu cinto de segurança (se calhar omiti este pormenor no primeiro post... paciência).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À chegada ao meu destino estava tudo branco. A simpática da neve não me larga nem por nada, mas pelo menos sempre deu para ter uma guerra de proporções épicas com os vizinhos do lado, seguida da construção de um igualmente épico boneco de neve. Obviamente que, uma vez que neva em Leipzig desde Novembro, o comentário do Tobias a isto seria "Fraquinho."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, um fim de semana bem passado com muitas e muitas "peripélcias" à mistura, dou-me por contente por ter chegado a casa são, salvo, com os órgãos todos e, na prática, com quatro posts de histórias para contar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Agora é que já não continua mais. Mesmo. A sério, fechem lá isto.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-8735378408039915845?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/8735378408039915845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=8735378408039915845&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8735378408039915845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/8735378408039915845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/02/uma-viagem-na-pratica-bastante-palerma_4641.html' title='Uma viagem, na prática, bastante palerma - Dia 4'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-175820478539498540</id><published>2009-02-05T23:23:00.000Z</published><updated>2009-02-06T20:57:02.737Z</updated><title type='text'>Uma viagem, na prática, bastante palerma - Dia 3</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Dia 3 - Berlim&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia começou bem, com um acto bastante estúpido e irreflectido por parte da minha pessoa. Ao ver os bilhetes de grupo disponíveis na máquina, que obviamente tinha indicações em inglês mas que na prática chamava aos bilhetes de grupo qualquer coisa como "Stofelmuttenbahnstrassestadtbayernbundesliga", demonstrou-se em mim um sintoma do vírus "senhora nas compras" - ao ver o nome "Berlim" escrito no ecrã o impulso foi, pura e simplesmente,  comprar. Sucede que o stofelmuttenbahnstrassestadtbayernbundesliga para Berlim só nos deixava viajar no estado de Bradenburgo, o que era chato, visto que nós estávamos na Saxónia. No entanto, a coisa acabou por correr bem, já que o comboio directo para Berlim estava três horas atrasado e acabámos por lá chegar antes e mais bem dormidos, apesar de sermos acordados a cada estação por uma musiquinha bem irritante e de dez em dez minutos pela porta de acesso à carruagem seguinte, que abria quando bem lhe apetecia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegados a Berlim, as primeiras duas horas foram passadas a resolver os chamados encargos - almoçar, guardar as bagagens no cacifo, consultar as referências dos voos na internet, comprar uma garrafa de água (que vai-se a ver e era com gás), comprar o passe do metro e arranjar um mapa da cidade. Apesar de ter demorado tanto tempo, tudo isto concedeu-nos o prazer de falar com mais seis ou sete alemões, e só as sucessivas demonstrações da simpatia deste povo magnífico valeram mais que a pena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já com tudo tratado, sem bagagens e com Berlim a nossos pés, lá nos lançámos à aventura (foi bonito, não foi?). A primeira constatação foi que estava assim uma aráge, um fresquinho que fazia com que as pontas dos nossos dedos ficassem azuis quando tirávamos as mãos dos bolsos. Enquanto que o Sequeira e o Tobias traziam a bela da luvinha, aqui o Júlio já até o gorro à pescador, que tanto sucesso tinha feito em Leipzig, tinha deixado no comboio. No entanto, o problema estava prestes a ser resolvido quando saímos na estação da Alexanderplatz, para nos depararmos com uma praça que não tinha muito a ver com o boneco no guia do Tobias. Em vez das fontes e dos edifícios dos ano 60 tínhamos um McDonald's e um Starbucks. Lá descobrimos que a verdadeira Alexanderplatz estava escondida do outro lado da estação, ao pé da Fernsehtrum (santinho), uma torre ridiculamente alta à qual tínhamos mesmo mesmo de subir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conta a lenda (ou então o placard à entrada da torre) que a visibilidade pode chegar até 42 quilómetros num dia limpo. É pena não referirem o facto de Berlim, na prática, ter cerca de três dias limpos por ano*, e que quando lá estivemos não se via a ponta de um chavelho. O ponto alto da subida à torre foi a aquisição dos magníficos barretes soviéticos na loja de souvenirs, que continuam a já longa tradição de trazer uma boina de cada sítio que visitamos, e que protegeram as nossas orelhas durante o resto do dia...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(*a piada é do Tobias, mas era complicado deixá-la de fora)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois da torre lá seguimos pela Alexanderplatz até à Sinagoga que afinal era uma Catedral, e de cuja decoração o Sequeira não apreciava, visto achar que tinha estátuas a mais. O rapaz lá sabe. Já dentro da Catedral, descobrimos que, para variar, cobravam um preço exorbitante pela entrada e o Tobias encontrou uma colega da escola de Lisboa, que se passeava alegremente com um nativo. Nem que me dessem uma vivenda no Restelo eu escrevia a frase "Como o Mundo é pequeno" para rematar este parágrafo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já se fazia noite quando chegámos à ilha dos museus, e já que não havia tempo para os vermos por dentro, vimo-los-e-os por fora. Infelizmente eram todos um bocadinho iguais (uma das belezas da arquitectura soviética) e daí seguimos para as portas de Bradenburgo, onde uns nuestros hermanos nos tiraram a segunda fotografia da viagem (a primeira tinha sido em Leipzig à frente da estátua do Bach, tirada por um autóctone que cortou a cabeça ao João Sebastião).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De seguida, o Sequeira lá teve a ideia que lhe ocorre pelo menos uma vez em cada viagem - "agora o que era mesmo giro era perder-nos". E foi isso que, na prática, aconteceu. Andámos, andámos, andámos e acabámos no meio da floresta sem fazer a mais pequena ideia de onde estávamos. Pelo caminho passámos por um monumento do qual eu tinha ouvido falar nas aulas de história no sexto ano - era um túmulo de uma data de soldados soviéticos mortos na 2ª Guerra Mundial, mas que tinha a curiosidade de ter sido construído na parte ocidental da cidade antes da divisão. Como tal, reza a lenda que todos os dias partia uma delegação soviética para fazer guarda à estátua, composta por um soldado, um segundo soldado de confiança para impedir que o primeiro fugisse, e um terceiro soldado, de máxima confiança, para impedir que o segundo desse à sola. Porque é que eles não mandavam só o terceiro? Não faço ideia, mas percebe-se porque é que os senhores perderam a Guerra Fria...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde, por sugestão do Sequeira, demos numa de traças e seguimos as luzes, acabando na entrada de um circo no meio da floresta, momento em que sentimos que a qualquer segundo estariam a saltar oito ursos detrás das árvores para nos violar e, de seguida, comer. E portanto fugimos. Depois de andar mais um bocadito, lá demos entretanto com a Hauptábánhóf (a maneira gira como dizíamos "Hauptbahnhof", estação principal, o que irritava ligeiramente o Tobias), onde aproveitámos para jantar, visto que a barriga já dava horas e lá fora estava frio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguiu-se uma visita instantânea à Kaiser-Wilhelm-Gedachtniskirche, uma igreja semi-destruída com dois mamarrachos, um de cada lado, a estragar a vista. Infelizmente, às nove da noite não se podia entrar em lado nenhum, pelo que seguimos viagem até à Potsdamer Platz, o nosso destino final. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta praça, que antigamente tinha uma porta parecida com a de Brademburgo, está agora dominada por vários edifícios modernos estupidamente grandes, claramente fruto de uma guerra de balneário dos chefes da Sony, da Samsung e de outras grandes companhias, numa desesperada tentativa de compensar a diminuta magnitude da sua masculinidade. No centro da praça estavam restos do muro de Berlim, onde obviamente deixámos a nossa marca ("Tobias, Sequeira e Júlio, Janeiro de 2009", escrito a caneta de acetato), antes de seguirmos para a Philarmoniker, que nem por fora vimos, já que estava escuro e não se via um palmo à frente do nariz. Contentámo-nos com os programas, onde descobrimos que o Kissin lá ia tocar Chopin (surpresa...) e que o senhor Sokolov ainda estrabucha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O plano era darmos umas voltas até à meia noite, altura em que começava o Super Bowl, que aqui o Júlio fazia questão de ver. No entanto, ainda eram dez e meia e como tal enfiámo-nos na Dunkin Donuts mais próxima a comer donuts e a beber leite com chocolate, porque lá fora, e volto a repetir, estava frio. Por volta das onze e meia dirigimo-nos ao restaurante onde se procederia à visuamentalização do tão antecipado (por mim, vá) jogo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(continua... quer dizer, mais ou menos, já não há grande coisa para contar, mas se quiserem mesmo não custa nada)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijos e abraços,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ginete&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9415250-175820478539498540?l=proglemas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://proglemas.blogspot.com/feeds/175820478539498540/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9415250&amp;postID=175820478539498540&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/175820478539498540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9415250/posts/default/175820478539498540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://proglemas.blogspot.com/2009/02/uma-viagem-na-pratica-bastante-palerma_06.html' title='Uma viagem, na prática, bastante palerma - Dia 3'/><author><name>Ginete</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09591232500340260926</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9415250.post-4824428687586073630</id><published>2009-02-04T19:31:00.006Z</published><updated>2009-02-04T21:52:46.913Z</updated><title type='text'>Uma viagem, na prática, bastante palerma - Dia 2</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;Dia 2 - Leipzig&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passava pouco das duas da tarde quando eu e o Sequeira acordávamos, com um cheiro a salsichas que não se podia, obra de um alemão qualquer que fazia o almoço na cozinha. Felizmente não havia grande proglema, uma vez que os "assuntos" que o Tobias tinha a tratar demoraram um nadinha mais que o previsto, assim tipo três horas e meia a mais. Como tal, lá fomos nós no 16 até à terceira paragem, que era suposto chamar-se Wilhelm-Leuschner-Platz mas que se chamava, vá, Augustus-Platz. Lá descobrimos que a quinta estação tinha um nome suficientemente parecido com o que o Tobias tinha escrito na mensagem, e até lá andámos, com um briol sempre simpático. Por outro lado, eu tinha achado boa ideia deixar o casaco em casa, tornando a experiência ainda mais agradável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando chegámos à estação esperávamos ver o Tobias à nossa espera, mas este só apareceu meia hora depois, pedalando freneticamente numa bicicleta emprestada. Ora sucede que a estação onde estávamos não se chamava Wilhelm-Leuschner-Platz, mas sim Wilhelm-Liebknecht-Platz. Nada a ver. Para além disso, o sítio onde era suposto irmos ter era, na
