Lembrei-me hoje que ainda não tinha escrito nada este ano, o que me deixou bastante transtornado. Sendo assim, e visto que não me apetece ir dormir ou arrumar a cozinha, vamos à habitual revista dos temas da actualidade.
O Yannick Djaló assinou pelo Benfica. Um amigo meu descreveu esta transferência como uma atitude de "agora sem mãos!" no que toca à conquista "iminente" do título de Campeão nacional. A mim, pelo contrário, parece-me que o Benfica chegou ao dia 30 de Janeiro sem negócios sonantes no horizonte, e quando o senhor Vieira viu o Porto agarrar um jogador atrás de outro pegou no que estava mais à mão. Infelizmente, o que estava mais à mão não toca numa bola há coisa de um ano, mesmo quando tocava numa bola todos os dias não tinha muito jeito para a coisa e tem uma filha chamada Lyonce Viiktórya. Espero que estejamos todos enganados e que este seja mais um produto da Academia de Alcochete que acaba campeão numa equipa que não perde com o Moreirense pelo menos uma vez por ano. Futebol à parte, esta movimentação significa que Luciana Abreu já não terá de se mudar de armas e bagagens para o estrangeiro, o que lhe possibilitará continuar a aparecer três vezes por semana nos programas do Goucha. Parecendo que não, quanto menos tempo de antena for dado a Romana vestida de Cyndi Lauper melhor…
Carvalho da Silva estará por estes dias a gozar da sua reforma de dirigente sindical. Numa altura em que se fala tanto da reforma do tio Aníbal, estou pessoalmente mais interessado em saber quanto ganhará o ex-talvez-futuro-secretário-geral da CGTP. Para celebrar tão brilhante carreira, naturalmente, convocou-se mais uma greve. Sou só eu ou alguém tem de explicar a estes senhores que este ciclo não é exactamente sustentável? O país está falido, a vida está difícil, portanto "os trabalhadores" convocam uma greve. Esta greve custa ao país falido mais umas centenas de milhões, tornando a vida ainda mais difícil, pelo que "os trabalhadores" convocam outra greve. E por aí fora.
Ao mesmo tempo, de repente o principal problema do país é o excesso de feriados. Acaba-se com o 5 de Outubro e com o primeiro de Dezembro, mais dois feriados religiosos, o que fará com que os trabalhadores eficientes contribuam para o desenvolvimento do país com mais trinta e duas horas de trabalho por ano. Infelizmente, fará também com que os (dois ou três) trabalhadores inúteis contribuam para o desenvolvimento do país com mais trinta e duas horas por ano a jogar à sueca, uma vez que os seus "direitos" continuam a impedir (Deus nos livre) que sejam despedidos por não fazerem nenhum.
A Europa inteira está com dificuldades por estes dias, e no resto da Europa as empresas não são obrigadas a dar emprego a quem não trabalha. Se tivermos isto em conta, até não nos estamos a safar assim tão mal…
Beijos e abraços,
Ginete
